Argentina 2015

21/12/2015 00:24

“Argentina Lascada”

Futebol, oposição e espionagem: conheça Mauricio Macri, novo presidente da Argentina

Em 2010, a jornalista Gabriela Cerruti escreveu uma biografia de Mauricio Macri em que afirmava que ele era o primeiro nome da direita com chances de chegar à Presidência da Argentina. Cinco anos depois, cumpriu-se a profecia da também deputada estadual de Buenos Aires alinhada ao kirchnerismo: Macri foi eleito para a Casa Rosada neste domingo (22/11) após derrotar o candidato governista, Daniel Scioli, e toma posse em 10 de dezembro.

Atual chefe de governo da cidade de Buenos Aires, Macri se formou em engenharia civil na UCA (Universidade Católica Argentina) e iniciou a carreira no mundo corporativo, no ramo de construção. Estudou também em universidades nos Estados Unidos, em Nova York e na Filadélfia. Trabalhou nas empresas do seu pai, Franco Macri, fundador e dono de um conglomerado que leva o nome da família e que atua em diversas áreas, como de automóveis, correio e indústria alimentícia.

Nas empresas do Grupo Macri, ocupou cargos de analista sênior, gerente-geral, vice-presidente e presidente. No entanto, não foi no mundo dos negócios que Mauricio Macri alcançou destaque público na Argentina. Em 1995, tornou-se presidente do maior clube de futebol do país, o Boca Juniors. Macri deixou o cargo somente para assumir o governo da cidade de Buenos Aires, em 2007, após uma gestão vitoriosa no Boca - um total de 17 títulos.

Entre 2005 e 2007, Macri exerceu um mandato de deputado federal e foi duramente criticado por suas ausências a votações no Congresso. Segundo levantamentos da Câmara, o presidente eleito participou de 32 das 53 reuniões da casa em 2006, e, no total, esteve ausente em 277 das 321 votações.

Já em 2007, o novo presidente da Argentina não participou de nenhuma votação na Câmara. Nesse ano, Macri foi eleito chefe de governo, cargo para o qual obteve a reeleição quatro anos depois.

Durante um almoço com a embaixadora dos EUA Vilma Martínez, em 2010, Macri, reconheceu que sua gestão à frente da cidade de Buenos Aires não lhe proporcionou muitos eleitores em nível nacional, tal como fora revelado por documentos secretos divulgados pelo Wikileaks.

“Se tenho apoio político fora de Buenos Aires, 90% dele é por ter dirigido o Boca e 10% por ser chefe do governo de Buenos Aires”, disse.

Na campanha para a conquista da prefeitura de Buenos Aires em 2007, Macri foi inquestionavelmente beneficiado pelo sucesso na gestão à frente do time. No dia 20 de junho daquele ano, apenas cinco dias antes de o então candidato ganhar a eleição de seu concorrente, o kirchnerista Daniel Filmus, o Boca Juniors se sagrava campeão da Libertadores da América pela sexta vez.

Macri chega à presidência processado por escutas telefônicas ilegais. Ele é acusado de associação ilícita para espiar Sergio Burstein, familiar de vítima do atentado à AMIA (Associação Mutual Israelita Argentina), e seu próprio cunhado, Néstor Daniel Leonardo. Em 2010, a denúncia contra Macri foi aceita e ele passou a responder na Justiça pelo caso. A ele, se imputa haver utilizado a estrutura da Polícia Metropolitana, criada por ele em 2008, para realizar espionagem ilegal em conivência com funcionários de seu governo.

A defesa de Mauricio Macri alega que não há provas suficientes de que ele esteja envolvido no esquema de espionagem. Em entrevista a um programa televisivo a dias do segundo turno, Macri foi questionado pelo jornalista e advogado Darío Villarruel sobre sua campanha anticorrupção enquanto está processado pela justiça e evadiu a resposta. O então candidato disse que a causa penal foi "uma invenção do kirchnerismo" e acusou Villaruel de querer constrangê-lo.

Em abril de 2013, a Polícia Metropolitana acompanhou operários contratados pelo governo da cidade de Buenos Aires para demolir uma oficina de reabilitação do hospital psiquiátrico José Tiburcio Borda. Diante da resistência de médicos e pacientes, a força policial os reprimiu com violência e deixou 50 feridos. Macri havia sido acusado de envolvimento no caso, mas uma sentença o livrou de mais um processo em fevereiro deste ano, nove meses antes de sua vitória nas eleições.

https://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/42576/com+pedido+de+uniao+e+critica+aos+kirchner+macri+toma+posse+como+presidente+da+argentina.shtml

Retrocesso na Argentina

Charge do Latuff do Blog "Opera Mundi"

*Político linha “Aécio” e representante da “elite argentina” vence as eleições e já no primeiro dia ataca a Venezuela (???) *Jomarion

 
Partido de Maduro repudia discurso de Macri contra

 Venezuela no Mercosul

 

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), do presidente Nicolás Maduro, repudiou, em nota oficial divulgada nesta terça-feira (24/11), o primeiro discurso de Mauricio Macri após ser eleito presidente da Argentina onde ele disse que iria invocar a cláusula democrática contra a Venezuela, o que o PSUV disse ser “uma lástima”.

“É uma lástima que um presidente latino-americano inicie um período de governo em franca oposição ao espírito de unidade e integração que alcançou nossa América Latina e o Caribe no século 21", diz a nota, assinada pelo vice-presidente para Assuntos Internacionais do partido, o economista Rodrigo Cabeza Morales.

Durante seu discurso, Macri criticou duramente o governo venezuelano... A nota ainda dizia que as declarações de Macri eram “reprováveis e lamentáveis”, e significavam um “ato de ingerência interna nas eleições parlamentares da Venezuela”.

(Jomarion... o homen acabou de ser eleito e esta preocupado em atacar a Venezuela? Será que não tem o que fazer na Argentina? Pelo povo argentino?)

Para o PSUV, a atitude do recém-eleito presidente é uma tentativa de separar e dividir os países da América Latina (Jomarion... será o fim da democracia e dos projetos sociais argentinos)

Na segunda-feira (23/11), Macri havia criticado a Venezuela pelo que chamou de abuso de direitos humanos, principalmente no que dizia respeito aos presos políticos do país. Por isso, invocaria a cláusula democrática.

Caso ela seja aplicada, sob o argumento de perseguição a opositores e ataques à liberdade de expressão, e todos os países do Mercosul estejam de acordo, a nação de Maduro pode ser suspensa da organização.

Na noite de domingo (22/11), em um segundo turno inédito no país, Macri (Cambiemos) foi o vencedor de uma das eleições mais acirradas dos últimos anos na Argentina, com 51,40% dos votos, contra 48,60% do seu adversário, o candidato apoiado por Cristina Kirchner, Daniel Scioli (Frente para a Vitória).

Jomarion: Que pena, teremos problemas com nossos “hermanos” pois Macri é puxa-saco de Obama, favoravel a açoes da CIA na America Latina, amigo dos banqueiros e das corporações da cabala escura, contrário aos BRICS, e vai desestabilizar a America Latina.

https://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/42393/partido+de+maduro+repudia+discurso+de+macri+contra+venezuela+no+mercosul.shtml#

 

'Temo pela estabilidade institucional da Argentina', diz Mujica sobre resultado de eleição

O ex-presidente do Uruguai José Mujica expressou, em seu programa de rádio M-24 desta quarta-feira (25/11), seus “temores” com relação ao resultado das eleições argentinas que, em segundo turno inédito, acabaram com a vitória do opositor Mauricio Macri como o novo presidente.

“Que a Argentina vá ao melhor possível!  Este desejo não seria sincero se eu não apontasse provisoriamente meus temores. E esses temores têm a ver com a estabilidade institucional da Argentina num desenho político que não é fácil, não é simples”, afirmou o líder uruguaio durante o programa.

Na terça-feira (24/11), Mujica já havia comentado sobre o resultado das eleições argentinas durante seu discurso de inauguração do 10o Fórum Anual do Progressismo no Chile. Na ocasião, ele reprovou, inclusive, a intenção de Macri de invocar a cláusula democrática contra a Venezuela, anunciada em sua primeira conferência de imprensa, na segunda (23/11).  “É muito fácil criticar a Venezuela, mas há muitos lugares para criticar. Mataram quatro prefeitos em Assunção, no Paraguai, o país ali do lado”, sustentou.

De acordo com o recém-eleito presidente argentino, Maduro estaria violando a liberdade de expressão e perseguindo opositores. Por sua vez, o partido governista venezuelano, o PSUV, repudiou o discurso de Macri, classificando-o como "uma lástima" e um "ato de ingerência interna".

Após a vitória da oposição que encerrou os 12 anos de governos kirchneristas, os movimentos sociais e correntes políticas que apoiaram a Frente para a Vitória, do candidato derrotado Daniel Scioli, começam a planejar a reorganização e as estratégias futuras para “impedir um retrocesso” nas políticas sociais e de direitos humanos no país.

Na noite de domingo (22/11), Macri (Cambiemos) foi o vencedor de uma das eleições mais acirradas dos últimos anos na Argentina, com 51,40% dos votos, contra 48,60% do seu adversário, Scioli. Em declarações recentes, o candidato apoiado pela atual mandatária, Cristina Kirchner, disse que agora é preciso as expectativas de mudanças propostas pelo seu rival devem ser traduzidas em ações concretas.

Macri terá adiante o desafio de gerenciar um Congresso no qual a Frente para a Vitória ainda detém maioria e um país que tem a maioria de suas províncias controlada por governos peronistas – embora a mais importante delas, a de Buenos Aires, seja agora controlada também pelo Cambiemos, com Maria Eugénia Vidal.

Ler na integra:  https://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/42399/temo+pela+estabilidade+institucional+da+argentina+diz+mujica+sobre+resultado+de+eleicao.shtml#

 

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