Homoafetividade

O Segredo Perdido do Éden

Novo livro de Jan Val Ellam

Capitulo 5 (cortesia do IEEA)

Após quase seis meses de viagem parando em entrepostos, aproveitando para levar a efeito as “verificações solicitadas por Noé”, muitas caminhadas e mudanças de embarcação, Heber e os seus companheiros conseguem retornar até o “centro da linhagem”, que era o lugar onde o patriarca Noé sempre se encontrava.

As coisas pareciam mudadas até mesmo no seu aspecto geográfico, porque o patriarca e seus descendentes próximos  haviam se deslocado um pouco mais para o norte, deixando a região de montanhas, até porque o perigo das águas há muito já passara.

Noé e sua descendência, por aquele tempo, resolveram se estabelecer nas vastas planícies da região (N.e. – na atualidade, corresponderia ao sudoeste da Rússia, mais especificamente à região situada entre os rios Danúbio e Volga e suas respectivas ligações com os então recém-formados Mar Negro e Mar Cáspio), como forma de ampliar a produtividade dos seus rebanhos e o desenvolvimento de plantações em terra fértil e disponível.

As notícias que chegavam de todos os centros pertencentes ao “legado da arca” eram preocupantes. A uniformidade cultural, então pretendida por Noé e a todo custo trabalhada pelos seus descendentes, estava sendo confrontada em praticamente todas as regiões, por centros de culturas diversas que pertenciam a outras sementes de povos que também conseguiram sobreviver à devastação.

N.e. – Nesse ponto da narrativa, há que se esclarecer um aspecto importante:

Ao longo dos últimos 22 mil anos da história terrestre, ocorreram muitas “devastações locais” promovidas por efeitos climáticos, notadamente por meio de grandes enchentes, vinculadas tanto a períodos de chuva intensa como ao processo de elevação do nível dos mares da Terra, que passou a se dar desde o final do último período glacial, o “Last Glacial Maximum  – LGM”, que os cientistas apontam como sendo o ponto de mudança entre o padrão de congelamento que existia há cerca de 22 mil anos e a mudança, algo abrupta, para o início do aquecimento global que até hoje acontece. Essas ocorrências foram tendo lugar de tempos em tempos e em regiões distintas.

Esse período, que começou em algum momento entre 22 mil e 21 mil anos atrás, teve um dos seus apogeus há cerca de 12.400 anos, quando teve lugar uma grande devastação que envolveu todo o planeta. Contudo, essa devastação durou pouco mais de 20 anos, gerando problemas de toda ordem. Depois dela, outras tantas passaram a ocorrer como decorrência dos seus efeitos, e essas se deram em diversos lugares.

O dilúvio bíblico, que, apesar de amplo, foi regional, teve lugar há cerca de 7.800 anos, em decorrência da elevação do nível do mar Mediterrâneo, fato que, por sua vez,  permitiu que suas águas transbordassem o estreito de Bósforo, assim gerando, ao longo de muitos anos, o atual Mar Negro. Associado a essas modificações teve lugar o evento conhecido como sendo o da “Arca de Noé”. Posteriormente a esse, com o passar do tempo, ocorreram outros dilúvios regionais, que também tiveram as suas arcas só que menores, o que gerou, até os tempos atuais, uma noção algo confusa sobre “um único dilúvio”, quando ocorreram vários, com amplitudes distintas, ao longo dos últimos já referidos 22 mil anos.

Assim, os poucos focos de outras culturas humanas e também de origem de outras espécies inteligentes que, na época, se encontravam na Terra, enfrentaram as mesmas dificuldades e, seguramente por isso, têm tradições parecidas, apesar de que, na análise dos detalhes, se poderá perceber o que deve ser distinguido como singular em cada uma delas. Outras há que, obviamente, referem-se a um mesmo evento, só que contado por culturas específicas e em momentos distintos.

Esses outros focos de sobreviventes tinham a ver com o fato de que, no passado ainda mais remoto, havia neste mundo tanto filhos e filhas de humanos quanto filhos e filhas de seres extraordinários que não eram “filhos da Terra”. Além desse aspecto, existiam também os produtos do concurso sexual desses com humanos, os chamados seres “semidivinos” (n.e. – Note o leitor que, nessa época, os livros que compõem atualmente a Bíblia sequer haviam sido formulados). Sob essa perspectiva, aos olhos dos demais e principalmente, dos membros da descendência de Noé, os integrantes da sua linhagem eram, como ele, assim considerados, porque no seu sangue havia a tal mistura do sangue humano com o divino.

Heber tinha uma dificuldade enorme em se ver como alguém semidivino, apesar da força que os seus familiares e afins faziam para que ele assim se aceitasse, embora não demonstrasse possuir nenhum poder extraordinário. Nesse sentido, muito menos demonstraram ostentar poderes os seus antecessores na linhagem que o ligava ao patriarca que sobrevivera ao dilúvio como portador da graça divina e signatário de um pacto, de uma aliança, com o ser que se apresentava como Criador universal.

Noé, porém, era diferente de todos. Dele exalava uma energia que tanto podia ser puramente humana como estranha aos seus pares. Além disso, era detentor de um poder mental que parecia ser capaz de ler ou de compreender os pensamentos dos demais, ou pelo menos é o que dele se falava.

Na altura desses fatos, ele contava com 727 anos, e sua argúcia mental, memória, capacidade física e disposição intelectual eram dignas de nota, por força da sua inegável condição pessoal, diferenciada da que marcava a humanidade.

Com uma estatura elevada, o seu corpo, impressionantemente preservado, apresentava-se como sendo o de alguém cuja musculatura se encontrava graciosamente distribuída, dando a impressão de um homem magro, com cabelos brancos a lhe penderem sobre os ombros largos. A sua tez era pálida, próxima da cor branca dos albinos, o que mais ainda lhe dava uma aparência absolutamente diferente daquela de seus descendentes.

Fato surpreendente, nenhum dos seus três filhos, netos ou mesmo bisnetos trazia qualquer traço que se lhe assemelhasse.

Se antes ele fora temido, agora era venerado com estremado amor e respeito por todos os seus parentes, tanto os mais próximos como os mais distantes.

Tinha hábitos que também o diferenciavam dos demais, pois, desde que saíra da arca, não houvera um dia sequer em que, ao final de cada tarde, não saísse para caminhar por algum tempo, estivesse fazendo bom tempo ou ainda que uma tempestade estivesse tendo lugar. Noé caminhava normalmente com as mãos para trás, e muitas vezes parava por longos períodos, permanecendo imóvel nessas ocasiões.

Comia frugalmente e agradecia ao Senhor desde o ar que respirava até a mais diminuta porção de alimento que se permitia consumir. Apesar disso, não era alguém que observasse os outros para reclamar ou impor os seus pontos de vista. Na verdade, em muitos momentos, ele parecia estar desligado do ambiente que o rodeava, e as pessoas foram aprendendo a respeitar aqueles instantes como se fossem especiais. Mas, para Noé, se o eram, ele não o demonstrava, porque nunca se referia às suas “saídas” do tempo presente.

Com o passar do tempo ele foi se transformando num homem gentil, delicado, atencioso, afetuoso e jamais lhe viram novamente em estado de fúria, aspecto de sua personalidade que era creditado ao domínio do Senhor sobre o seu mensageiro humano que precisava realizar seus desígnios. Quando das suas exclamações, se dizendo falar em nome do Senhor e sendo fiel cumpridor dos seus desígnios, a sua verve se modificava — muito ou pouco, dependendo da ocasião —, mas esses eram momentos pontuais, únicos, sendo tudo o mais levado pelo seu jeito tranquilo de viver.

Algumas de suas características pessoais eram realmente marcantes. Ele tanto podia ser o mais afetuoso dos homens, e o era, como também podia ser o mais distante, pois assim era a sua natureza. Associava-se aos seus e deles se apartava, ainda que rodeado s por muitos, como se o seu senso pessoal estivesse longe dali.

Os que lhe eram mais próximos fizeram uma adaptação numa vasta caverna, situada alguns poucos metros acima do nível do terreno daquela região, e era naquela casa-caverna que ele habitava e recebia a sua vasta rede de parentes-viajantes. Além desses, visitantes que episodicamente iam ver o ser mais estranho daquela região, que não se escondia de ninguém e jamais evitava o contato pessoal, até mesmo com o mais miserável dos humanos que o procurasse.

A sua grande luta íntima era travada exatamente quanto a ser ou não um defensor radical e um cumpridor extremado dos desígnios do Senhor, o ente Criador a quem venerava acima de tudo.

A sua via mental era agitada e muito provavelmente não havia um só outro ser humano vivo naqueles dias que tivesse que lidar com a quantidade de informações que ele administrava.

Seu “serviço de notícias” funcionava com um nível de resultado bastante significativo. A cada semana recebia, em média, dois mensageiros que estavam voltando de alguma viagem encomendada no campo da sua estratégia de se manter atualizado com o que se passava no mundo. Cada região do seu interesse era continuadamente visitada por seus emissários, os quais, pessoalmente, traziam as novidades das terras distantes para o seu conhecimento.

O Senhor havia mandado ele espalhar os seus filhos e a descendência deles por toda o planeta, e era isso o que ele havia feito, cuidando com extremo rigor e retidão moral da sua tarefa.

A cada dia que se passava, porém, ele se tornava mais pesaroso com as notícias que recebia de todos os quadrantes. Elas variavam nos detalhes, mas possuíam um tema comum que dizia da presença, em todas as regiões, de seres poderosos não humanos, convivendo com humanos vindos de novas sementes civilizatórias que eclodiam aqui e ali.

Todas as notícias que chegam parecem obedecer a um padrão, como se um grande processo estivesse acontecendo em cada lugar do mundo — pensava Noé. O poderoso ente Criador me disse que iria extirpar o mal e os vícios da humanidade e dos demais seres, mas o que vejo? Tudo diminuiu, mas tudo persistiu! O que devo pensar? Onde Ele está que há tempos não me dá ouvidos? Fiz o que me mandou fazer, mas… E agora? Como devo proceder? Se a própria natureza e a mão do Senhor não souberam a quem matar, levando justos e injustos, puros e infectados pelo mal e desajustes diversos juntos, quem sou eu para isso corrigir? Não o farei! Mas, de que adianta saber como anda o mundo, se a minha descendência não o dominar? Se o mundo dominar os meus descendentes, o que será da obra do Senhor? Se os maus e os depravados se impuserem sobre as pessoas que observam a retidão de caráter e de conduta, como será o mundo? Muitos existiam com conduta depravada, mas que eram visivelmente boas pessoas… O que devo pensar? Por que o Senhor não me esclarece sobre o que devo fazer?

O Senhor me recomendou que não mais existissem homens desajustados, tendentes à perversão, maldosos, que sentissem atração por outros no seio da sua linhagem, e disse que os que existiam além do nosso sangue seriam exterminados. Mas não foram! Onde existisse qualquer foco de desajuste, esse seria destruído. Mas… Por quem? Será que entendi errado o dizer do Senhor? Afinal, para que serviu a devastação, se todas as sementes permaneceram ativas? Por que Ele não se mostra e fala claramente? Outros poderosos aparecem para os seus escolhidos, são vistos e venerados; por que logo o Senhor, que se afirma mais poderoso que todos os demais, age diferente? Por que até os outros poderosos o temem, como já foi revelado em tempos anteriores à devastação?  

Tempos difíceis esperavam por Noé, e suas constantes reflexões somente o levavam a “situações-limite” mais complexas ainda no campo dos seus pensamentos.

O Senhor parecia ausente do seu circuito pessoal, e somente lhe restava lidar com o fluxo dos acontecimentos.

Aproximava-se o tempo em que, pelo menos, os membros principais de cada família da sua descendência viriam ter com ele, e isso se dava uma vez a cada ano, sempre nos dias próximos ao equinócio de outono do hemisfério norte.

Noé refletia constantemente sobre o tipo de notícia que recebera do seu neto Tubal, quando do seu regresso da sua viagem para o oeste, que não se enquadravam muito bem no contexto geral que lhe era dado observar. Mas, por força dos fatos, passou a considerar normal que, no extremo oeste do mundo, as pessoas pudessem estar reconstruindo um modo de vida mais auspicioso, sem maiores problemas, como costumava perceber na região onde ele vivia, como também pelo que era noticiado por seus mensageiros vindos do leste e do sul. Sobre o norte, as poucas notícias colecionadas, não lhe permitiam ter uma visão clara do que estava acontecendo por lá.

Teria que aguardar as notícias de Heber para melhor organizar as ideias sobre as terras do oeste.

Heber e seus acompanhantes retornaram ao lar em pleno verão, cerca de dois meses antes da grande reunião dos descendentes em torno da figura do patriarca.

Sua esposa, Sana, seu filho primogênito Faleg e demais familiares os receberam em pleno nervosismo pela ausência de notícias da sua parte, e também pela iminente preparação do deslocamento de alguns membros da família para a visita anual ao patriarca.

Heber e Joctan descreveram, em linhas gerais, o roteiro da viagem para os familiares que, ávidos de notícias, a tudo escutavam como se estivessem, eles próprios, vivenciando cada passo da aventura.

Se a narrativa dos dois era extremamente zelosa e dedicada para com os detalhes dos lugares, dos caminhos, das navegações, dos riscos e sustos havidos, tendo como ápice o encontro com Despina e seus lobos, nada foi por eles abordado quanto ao conteúdo dos fatos, das conversas sobre temas melindrosos, pois Heber teria ainda que primeiro decidir “o quê” e “como” falar com Noé.

Os dias passaram céleres, e lá estava a família de Heber em viagem para o encontro com o Patriarca.

Heber trazia consigo, o mais disfarçadamente possível, o saco de pano “herdado” do eremita, mas sem ter ainda qualquer noção de como iria proceder. Somente a Faleg os dois contaram os traços gerais das conversas havidas, e mostraram as “folhas sinalizadas”, as quais muito o impressionaram. Faleg, muito mais do que o pai e o irmão, por ser o administrador dos vilarejos envolvidos com a descendência, convivia com registros em pedras e madeiras, além dos “apontamentos memorizados” que a gestão dos processos da vida de então exigiam.

Além do que, não era tão raro Faleg receber notícias de “achados” que ocorriam ainda como desdobramentos da grande inundação. Outras “folhas com sinais” eram encontradas aqui e ali, mas ninguém atinava com seus significados.

O próprio Faleg tinha em seu poder duas pedras com sinais e um pedaço de uma folha com o desenho de um provável animal e de um homem, mas cujo desgaste não permitia a identificação precisa do tipo de animal, se é que era o caso. Ele se interessava profundamente pelos achados referentes ao tempo anterior ao da inundação, mas não possuía elementos para melhor analisá-los, e as suas obrigações o impediam de “sair por aí” na busca de pessoas como as que o pai e o irmão descreveram, e que eram conhecedoras dos fatos do passado.

O congraçamento em torno do patriarca Noé era o ponto máximo das comemorações e da vivência daquelas pessoas. Durante cerca de dez dias, havia programação para tudo o que pudesse compor e tornar agradável a permanência de uma numerosa descendência com mais de duas centenas de crianças, de adolescentes e de diversos casais que começavam a procriar como modo de ampliar a presença do “povo do Senhor” no mundo.

Enquanto as programações para as crianças e mulheres tinham lugar, a assembleia dos homens começava a funcionar em suas várias seções.

Os temas gerais eram discutidos abertamente com todos os homens. Os de ordem estratégica, porém, eram reservados para a seção dos anciãos e dos chefes familiares. Nessa última, o patriarca Noé era acompanhado pelos seus três filhos, Sem, Cam e Jafé, além de toda a descendência masculina até a quarta geração a partir deles.

Os temas eram escolhidos pelo patriarca de acordo com a sua necessidade de responder aos fatos e às solicitações vindas dos chefes familiares sobre situações diversas. Alguns daquelas questões ele mesmo as resolvia junto com o peticionário; outras, porém, eram levadas para serem abordadas no conselho dos anciãos.

Naquele dia, numa caverna bem mais ampla, localizada praticamente vizinha à que o patriarca habitava, estavam reunidos 327 homens, que respondiam, naquele tempo, pela chefia das “famílias” da descendência do patriarca Noé espalhadas pelo mundo. Além daquelas ali congregadas, existiam ainda algumas outras poucas famílias que foram levadas a viver em terras e em ilhas distantes, cujo deslocamento era inviável. Essas, de acordo com o costume então vigente, seriam depois visitadas por emissários do patriarca, para as atualizarem com as notícias advindas do conselho de anciãos.

Dos diversos temas selecionados para serem abordados naqueles dias, alguns o foram para submissão à assembléia, com a participação geral, fórmula na qual, por aclamação, era escolhida uma dada opção entre as oferecidas. Contudo, quanto aos temas mais complexos, esses eram abordados de forma cuidadosa e restrita, com a participação direta do patriarca ou do primeiro em descendência de linhagem, no caso, o seu filho Sem.

Naqueles dias, estava programada a exposição dos “chefes das regiões” diretamente vinculadas ao governo do patriarca, para atualizar os demais quanto às notícias locais. Faleg, que desempenhava a função de chefe da sua região, participou do painel.

Depois da exposição dos chefes das regiões, os emissários enviados por Noé às terras longínquas, para as visitas às regiões que indiretamente estavam vinculadas ao projeto da linhagem do patriarca, iriam, por sua vez, fazer as suas narrativas sobre o que puderam registrar. Dentre esses, Heber se encontrava inscrito.

Ainda segundo a programação, as questões mais delicadas iriam ser abordadas do modo como a assembleia de restritos participantes se encontrava acostumada: Noé, Sem ou algum outro por eles solicitado expunha a questão, e, a seguir, era solicitado que aqueles que quisessem se expressar o fizessem, sempre sob o controle implacável do gestor da  congregação.

“Implacável”, porque quem não obedecesse às regras de participação era simplesmente expulso da reunião, o que todos sabiam ser uma decisão do patriarca para obrigar os mais nervosos a aprenderem a discutir e a analisar questões relevantes sem altercações e explosões de fúria.

No caso, a primeira questão importante daquele encontro dizia respeito à interação ou não com os povos que não pertenciam à descendência do patriarca e que, conforme as predições iniciais por ele recebidas do próprio Criador, não deveriam existir depois da inundação. Contudo, existiam e em bom número, e estavam criando problemas de convivência em algumas regiões.

Coube a Sem expor a questão do momento:

— Lidemos com os fatos. Lamech, nosso venerável ancestral, pai do nosso patriarca Noé, transmitiu à sua posteridade que, do modo como a vida estava sendo deformada pelos habitantes deste mundo nos tempos passados, haveria de surgir outro tempo no qual somente os humanos dedicados ao “plano do Criador” deveriam existir neste mundo, para que ele pudesse progredir. Ao nosso pai Noé, o Criador transmitiu o mesmo vaticínio, mas o pai Noé sempre pediu ao Senhor que outros justos e virtuosos que deveriam existir neste mundo também pudessem sobreviver. Pretendemos sempre a exatidão nas mensagens que os nossos veneráveis escolhidos receberam e recebem do Criador, mas não podemos pretender que a pequenez das pessoas que somos possam absorver tudo o que vem da mente do Senhor, e muito menos podemos atinar com todos os seus desígnios. Portanto, aceitemos que esses povos que conosco dividem a vizinhança deste mundo existem e para com eles temos que decidir qual a nossa postura, pois em tudo existe a providência do Criador.

Ao finalizar as suas palavras, Sem trocou com Noé um olhar de assentimento, enquanto abriu para os membros do Conselho a participação dos que assim o desejassem.

Como era normal, a primeira geração dos filhos de Sem, Jafé e Cam, nessa ordem, foi convidada a se expressar. Depois, os membros da segunda geração que correspondia aos netos dos três, e assim, até a quarta geração. Noé, Sem, Jafé e Cam poderiam interromper a qualquer momento se o desejassem.

Coube a Magog, filho de Jafé e irmão de Tubal, dar a sua visão sobre aquele contexto.

— Escutei atentamente todas as descrições feitas pelos chefes das regiões, todas elas povoadas pelo receio de que estrangeiros, diferentemente de nós ainda não devidamente organizados em povos, como é o nosso caso, possam, com o passar do tempo, se habilitarem a nos invadir e tomar as nossas posses. Percebi que todos os nossos filhos e irmãos que ocupam a chefia das regiões exultaram em fornecer as melhores notícias sobre o progresso de todas as sementes da nossa descendência, que a providência do nosso patriarca Noé houve por bem gerar. “Viajei nos meus pensamentos” junto com os meus irmãos em descendência que se deslocaram às terras longínquas, que não se encontram diretamente ligadas ao nosso convívio, como foram os casos de Tubal, o fundador das terras do oeste, e agora de Heber, que de lá nos trouxe notícias alvissareiras sobre o progresso das suas vilas, como também do apreço que demonstraram ter pelo patriarca e pela sua linhagem. A todos escutei e, com base na minha própria experiência de lidar com povos estranhos que nos se avizinham com seu modo bárbaro de viver, expressarei a minha opinião, apesar de confessar que temo ser visto como arrogante e pretensioso, como, por alguns de vocês aqui presentes, já o fui em encontros passados.

A voz de Magog ecoava na caverna de tal modo que, quando ele se calava, parecia que a respiração de todos os presentes passava a ser o som presente no ambiente, somente perturbado pelo vento, que começava a demonstrar que a frieza do clima, obedecendo ao ciclo das estações, novamente iria se impor na região.

— Sei que neste Conselho tem que haver algumas vozes que semeiem a prudência, outras que aticem a discussão para que todos os painéis das questões possam surgir, a fim de serem observados, e a essas últimas a minha voz se une no sentido de conclamar a atenção para o fato de que precisamos ser fortes, na verdade sempre mais fortes que todos os demais povos, sob pena de sermos invadidos.

Voltando-se respeitosamente para o patriarca, Magog continuou com a sua participação.

— Se o plano do Criador obrigou a sua descendência a se espalhar pelo mundo, isso implica em que cada parte precisará sempre ser mais forte do que os seus vizinhos, sob pena de um dia vir a ser destruída. Se nenhum outro povo sobrevivente existisse, o plano do Criador seria perfeito… Mas existem, são muitos e em breve serão perigosos, porque nenhum deles obedece a um “comando central” cuja moral e virtude sejam o seu selo, como é o nosso caso, o que demanda tempo, comunicação, decisão e deslocamento do apoio necessário das forças da nossa descendência, sempre que necessário. Defendo, portanto, que cada uma das nossas famílias seja como uma semente que traz em si a possibilidade de se transformar um uma força, seja de defesa ou de ataque; defendo que sejamos todos treinados para a inevitabilidade das guerras que, conforme escutei em algumas narrativas, parecem ter existido antes da inundação. Não sei quando o primeiro conflito envolvendo uma das nossas famílias será motivo para uma guerra ampla, mas sei que isso não está longe.

Terminadas as suas palavras, Magog foi saudado por muito dos presentes que, abertamente, demonstravam concordar com os seus receios.

Cuch, filho de Cam, foi o próximo a falar.

— Não desejo contrariar a fé que tenho e que, sei, todos nós temos no Criador, mas, observando os fatos, sejam os narrados pelos nossos ancestrais ou mesmo aqueles que podemos observar, não penso que devemos esperar que os “céus” nos protejam. Vi, com meus próprios olhos, povos que vivem em regiões próximas de onde vivemos que têm seus deuses, e que esses convivem com eles. Se a inundação era para terminar com isso, simplesmente não cumpriu o seu papel. Esses seres mandam nesses povos e os manipulam conforme querem. Esses seres não obedecem ao Criador. Como poderemos permanecer passivos, apáticos, sem demonstrar força, apenas recitando que o nosso Senhor é todo poderoso, se nem mesmo aparecer para nós ele o faz. Alguém já o viu?

— Cuch — advertiu Cam, seu pai — não transforme as nossas expectativas em leis para o Criador. Nós somos suas criaturas, e o que nos diferencia do resto dos povos do mundo é que acreditamos nisso. Esses outros povos obedecem aos seus entes poderosos, mas não lhes têm amor. Nós temos amor pelo Criador.

— Será, meu pai? Não quero contradizê-lo, mas preciso afirmar que a nossa fé realmente é forte, porque nós a transformamos num sentimento poderoso, mas tudo o que foi feito pelos nossos ancestrais o foi pelas suas pessoas, como, no caso do patriarca Noé, foram ele e vocês, seus filhos, que construíram laboriosamente a arca e tudo o mais que ocorreu teve lugar nos acontecimentos do mundo. Os outros povos falam das suas histórias mostrando a interferência direta dos seus entes protetores. No que estarei errado em me expressar dessa maneira? Apenas estou defendendo uma posição mais avançada do que a do valoroso Magog, pois, do modo como vivemos, estamos indefesos frente ao perigo. Esse ser, nosso Criador, cuidará de nós, acredito que sim, mas, de que modo? Isso eu não sei, e se alguém aqui souber que o diga, e assim me expresso com todo o respeito que devo aos meus ancestrais e a vocês, ó heroicos sobreviventes daqueles dias, que aqui os representam. Longe de mim, meu pai, atentar contra qualquer decisão que venha do pai Noé e de qualquer um de vocês três. Estou dando a visão que tenho sobre a questão, porque isso muito me preocupa.

Outros participantes do Conselho expressaram as suas opiniões de que qualquer movimentação que fizessem poderia ser entendida como ato belicoso, e precipitar ou mesmo criar exatamente os problemas que se pretendia combater.

Apesar de muitas serem as vozes que concordavam com esse ponto de vista, era patente a preocupação com os fatos de que as cidades estavam desguarnecidas, e que a mentalidade que o patriarca Noé e os seus mais próximos vivenciavam naquelas terras não podia ser transferida para outras regiões nas quais a proximidade com outros povos era real.

Próximo ao final das discussões daquele dia, Nemrod, filho de Cuch, pediu a palavra.

— A preocupação do meu pai, Cuch, e de todos os que o precederam e que concordaram com a iminência de problemas com povos vizinhos é, na minha opinião, mais do que importante, urgente. Ainda que não venhamos a concordar sobre o aspecto teórico em torno dos fatos, advirto a todos dessa assembleia que os fatos estão falando muito mais alto do que os argumentos que procuram pacificar o problema, que somente cresce e crescerá ainda mais, ao invés de se pacificar, como alguns aqui acreditam. Estou construindo duas cidades (n.e. – Mais tarde seriam conhecidas como os reinos da Babilônia e da Acádia) devido à proximidade desses vizinhos sobreviventes à inundação, e eles têm trabalhado conosco, e essa foi uma decisão que me vi obrigado a tomar e por isso a apresentei quando das discussões dos chefes das regiões. Para as regiões que não têm sequer vizinhança estabelecida, a situação política é uma; para as que têm, como é a do meu caso e de alguns outros aqui, sequer podemos esperar por esses encontros para tomarmos certas decisões, pois é outro contexto bem diferente. Aceitei-os como trabalhadores dessas cidades, até mesmo porque não os tenho em quantidade suficiente entre os membros do nosso povo. Fui criticado na discussão dos chefes das regiões como estando eu a querer construir cidades grandiosas, além das nossas possibilidades, e por isso o problema teria passado a existir. Na hora, fiquei calado, esperando a decisão do nosso patriarca, que, prudentemente, apontou como sendo melhor o assunto ser conversado de modo mais reservado entre os estrategistas do nosso povo, o que está para acontecer nos próximos dias, após o nosso encontro geral. Mas aproveito para aqui dizer: passei a intentar construir grandes cidades exatamente como modo de conviver com aqueles grupamentos que, em número, excedia ao contingente das famílias que estão congregadas sob a minha chefia. Já fiz isso para poder contemplar a natural expectativa de vida dos seres humanos, independente de pertencerem ou não a nossa linhagem. E penso em fazer mais: proponho que abramos mão da exclusividade de relacionamento somente entre as linhagens da nossa descendência, e que possamos casar nossos filhos e filhas das gerações futuras com as gerações desse povos que dividem conosco este mundo.

A gritaria foi geral e escandalosa para a maneira como até então todos tinham se comportado.

Na cultura daqueles dias era comum que, de cada encontro anual, um tema se transformasse na grande novidade e/ou em motivo de exaltada discórdia entre os membros do Conselho.

O tema trazido por Nemrod — admitir tal tipo de união — foi tido como sendo “o da vez”, ou seja, o que causaria mais tumulto nas discussões a partir de então.

Muitos gritaram que o Criador os impedira de se unir a povos envenenados pela corte dos entes poderosos, que até relação carnal tiveram com as filhas dos homens, no tempo de Jared, pai de Enoch, antes da devastação. E aqueles homens e mulheres a quem Nemrod adotara como trabalhadores deveriam ser filhos daquela danação promovida pelos imortais poderosos, porém, criminosos, pois sequer obedeciam ao Criador.

Um dos exaltados, cujo nome era Sesfraim, da linhagem de Regma, irmão de Nemrod, afirmou em voz alta:

— Prudência, Nemrod, irmão do meu pai. Visitei suas cidades algumas vezes e pude ver… — era visível a hesitação de Sesfraim em seguir com o assunto.

Nemrod o estimulou a dizer fosse lá o que ele tivesse para informar aos membros do Conselho.

Sesfraim olhou para seu pai, Regma, e depois para o patriarca Noé, que o olhava com certo ar de gravidade, esperando o que dele viria.

— Vi que Nemrod usa trabalhadores valorosos nas suas obras, mas que não há uma criteriosa escolha, pois até mesmo entre eles pude observar o tipo de homem que se sente atraído por outros homens, o que não é permitido pelas nossas leis.

Fez-se um silêncio sepulcral após as palavras de Sesfraim, pois quase todos estavam estupefatos com a informação. O “quase todos” se refere ao fato de que alguns poucos dos presentes que, como Sesfraim, tinham visitado as obras de Nemrod, viram, sim, alguns homens que não disfarçavam ou eram descuidados com o disfarce que aquele tempo impunha a comportamentos daquele naipe.

Nemrod, sagaz como era, observou lentamente a expressão dos presentes antes de retomar a sua fala.

— Somos o povo escolhido pelo Criador porque observamos as suas leis, as quais ele explicou aos nossas ancestrais, mas, como podemos ver, não estamos sozinhos no mundo. Por que as coisas são dessa forma, não sabemos! E nem sabemos também se somos maioria nesse momento e, caso o sejamos hoje, não temos como saber se seremos no futuro. Tudo que sei é que, por enquanto, naquilo que me é dado observar, hoje nós somos a maior organização no mundo, pois formamos uma família de povos que estão unidos pelo sangue. Penso que estamos à frente de todos os demais, desde a devastação. Mas, para que permaneçamos assim, temos que dominar esses outros povos por meio de estratégias, ou simplesmente destruí–los. Não existe uma terceira alternativa. Ora, não podemos modificar o comportamento desses povos e nem os destruir. Logo, se eles vivem ao nosso redor, devemos estabelecer pactos e relações de parceria ou um dia teremos conflitos com eles. Estou errado no que digo?

Nessa oportunidade a gritaria foi ainda maior. Definitivamente, Nemrod seria o responsável pela apresentação dos temas mais instigantes e melindrosos daquele encontro.

Sem e o patriarca Noé novamente se entreolharam, deixando que os membros do Conselho extravasassem as suas opiniões e mesmo a indignação que muitos apresentavam perante Nemrod. Esse, mantendo a calma, aguardava a oportunidade de continuar com a sua abordagem, ou, então, a de escutar da parte dos mais experientes as suas opiniões. Mas, por enquanto, viam-se somente braços sendo agitados e vozes extremadas em posição contrária as dele.

Nemrod desistiu de aguardar e pediu permissão a Sem para retornar ao seu lugar, deixando o complemento da sua participação para uma outra oportunidade.

Heber e Joctan trocaram olhares de preocupação pelo fato de o assunto que tanto lhes atormentava a sensibilidade ter surgido na discussão dos membros do Conselho daquela forma exaltada, onde a prudência não tinha lugar, e tão somente a reafirmação das crenças dos seus antepassados.

Após a sua explanação sobre a viagem às terras do oeste, Heber recebera um convite vindo do patriarca para que permanecesse por mais alguns dias, pois iriam ter uma conversa reservada, fato que muito o preocupou.

As discussões paralelas, porém, não cediam, e parecia mesmo que, se dependesse dos presentes, aquilo não iria findar tão cedo.

Enquanto a algazarra continuava, Sem aproximou-se do patriarca Noé e trocaram algumas palavras discretamente.

Após algum tempo, o patriarca sinalizou que iria fazer uso da palavra.

— Meus filhos, a fé que temos no Criador e a certeza que carregamos nos corações de que ele sempre nos protegerá não deve, e nem pode, inibir que nos preocupemos com as nossas próprias obrigações. Muito já foi aqui falado, e concluo pela necessidade de fortificarmos, sim, as nossas defesas, pois o mundo se encontra bem mais complexo do que esperávamos que ficasse após a devastação. Isso é uma constatação, e devemos sobre ela depositar a nossa melhor capacidade de análise, com vistas às providências que precisamos tomar.

Um murmúrio de contentamento quase festivo dominou o ambiente, em concordância com as palavras do patriarca.

— Quanto aos demais assuntos, se devemos ou não romper com a tradição dos nossos pais, de evitar a convivência com a sujeira dos corações daqueles que estão apartados da observância ao modelo que o Criador reserva para as suas criaturas, concluo que não está por agora em questão. Nós devemos perseverar com o nosso comportamento impecável diante do Senhor, e precisamos preservar a postura e o compromisso com a pureza de intenção e de propósitos dos nossos ancestrais. Apesar disso, devemos, sim, refletir com mais propriedade sobre o que Nemrod explanou, porque, na prática das coisas do mundo, ele bem o disse, e ressaltou os aspectos sobre os quais precisamos nos deter. A intenção de fortificar as nossas defesas, pela qual agora optamos, pode e deverá nos levar a estratégias de convivência ou mesmo de destruição do perigo, se ele for obstáculo à consecução dos planos do Senhor, pois acredito firmemente que seus desígnios sempre haverão de prevalecer. Conversaremos com Nemrod, eu e os meus três filhos diretos, além de mais outras presenças que sejam importantes para a abordagem do assunto. Mas concluímos aqui e agora esse encontro, e peço que Sem proceda com os rituais que o finalizam. Rendamos graças ao Criador!

Diversos sacrifícios tiveram então lugar, pondo um fim ao encontro, que sempre era motivo de conversas por um longo período para todas as famílias envolvidas.

No dia seguinte, o patriarca Noé convidou Sem, Tubal, Heber e Nemrod para uma primeira conversa, não sem antes ter pedido a Magog, a Cuch e a outros mais que ali retornassem quatro ciclos  lunares depois, para fazerem uma nova avaliação das vizinhanças problemáticas.

Heber havia reservadamente perguntado a Tubal se ele havia comentado com o patriarca tudo o que apreendera quando da sua convivência com Melmon, ao tempo da sua presença nas terras do oeste.

Tubal o olhou algo desconfiado e desconversou por algum tempo, o que produziu em Heber a sensação de que ele é quem gostaria de lhe fazer alguma pergunta. Contudo, foram atrapalhados pela chegada inesperada de familiares que os abordaram, impedindo–os de esclarecer a questão que tanto incomodava a Heber e, pelo visto, também a Tubal.

Agora ali estavam os dois se entreolhando, enquanto o patriarca, acompanhado de Sem, começava a abordar o tema a partir das palavras de Nemrod, que também ali se encontrava presente.

— Quando dos meus primeiros dias após a devastação, adverti aos meus três filhos, e Sem deve disso se recordar, que, de acordo com as ordens do Criador, deveria eu aproveitar aquele novo tempo e procurar ensinar à minha descendência o que fosse apropriado para o futuro, para o novo mundo que o Senhor me fez pensar que iria surgir. De fato, surgiu esse novo mundo que, se comparado ao anterior que conheci, é realmente novo. Porém, estranhamente, apresenta ainda traços comportamentais que pensei seriam extintos com os que morreram. Erro meu ou equívoco no meu entendimento, o que dá no mesmo… Ou será que o Senhor hesitou de alguma maneira? Pergunto-me porquê, depois, se confessaria arrependido de ter promovido tamanha devastação. Não sei se foi isso, mas muitos humanos com traços indesejáveis sobreviveram, o que pensei, nos primeiros dias, não ter acontecido. Agora, forço-me a aceitar os fatos!

O patriarca olhou longamente para Nemrod e disse:

— Você será, sem dúvida, ó meu filho Nemrod, um grande chefe de povos. Você nasceu com o poder de concentrar força, de superar obstáculos, de perseguir estratégias e de liderar homens, e o Senhor precisa de agentes dos seus desígnios com essas características. Mas tenho dúvida, o confesso, se a sua decisão de aceitar homens desviados das suas funções sexuais é profícua. Quanto à união de filhos e filhas do nosso sangue com estrangeiros, até admito a ousadia de pensar que o seu tirocínio está correto em agir assim na sua região. Isso contraria os nossos costumes, mas não macula o nosso sangue, pois tão somente acrescenta à nossa linhagem uma descendência que não é pura, o que não representa um grande problema, se observarmos que pior ainda poderá ser a alternativa, se não procedermos desse modo. Contudo, haveremos de consultar o Senhor, que nos deverá ordenar e orientar sobre esse aspecto do novo mundo que ele afirmou pretender construir por meio do nosso povo. Já conversei com Sem sobre essas questões, e sei que ele concordou comigo, o que me permite lhe dizer que, por enquanto, continue com a sua estratégia; mas vamos voltar a conversar sobre essas questões daqui a quatro ciclos lunares, período no qual acho prudente refletirmos mais apropriadamente sobre tudo. E estimemos que o Criador nos dê a graça de nos orientar.

Voltando-se para Tubal e Heber, o patriarca emendou:

— Pedi a vocês dois que permanecessem para que pudesse dizer exatamente o que acabei de dizer a Nemrod, sobre ter sido minha a afirmação de que apenas a semente do nosso povo iria prevalecer sobre a devastação e que, assim, os vícios e as maldades do passado, não iriam ter lugar entre nós. E vocês puderam constatar que assim não se verificou ou, pelo menos, só em parte. De fato, o nosso povo permanece limpo das impurezas dos tempos passados e muito feliz me deixaram as notícias vindas do povoamento que Tubal fez no oeste, trazidas por Heber. Isso nos permite mesmo vislumbrar que uma descendência, ainda que indireta, da nossa linhagem, pode ali prevalecer no usufruto dos bons costumes e das virtudes encomendadas pelo Criador. Contudo, Nemrod usou de um grau de sinceridade que, se, por uma lado, põe lenha seca no fogo das discussões, por outro lado pode ter o poder destruidor de, em produzindo um fogo maior do que o desejado, gerar um grande incêndio, sem ter sido este o intento. Mas ele o fez porque tinha que fazê-lo, por força das suas responsabilidades.

Diante das sábias palavras do patriarca Noé, Nemrod respirou profundamente aliviado, porque até aquele instante, estava se sentindo desassossegado por ter sido ele o promotor de tanta discussão. Sorriu sentindo-se, finalmente, em paz consigo.

Noé olhou fixamente na direção de Tubal e de Heber, e endereçou-lhes a mais terrível das perguntas:

— Vocês se sentem em paz como Nemrod  se sente, por ter cumprido com a sua função, apesar dos riscos que o fato trouxe para a sua própria sensibilidade? Vocês dois já me transmitiram tudo o que tinham para dizer?

Era visível a inquietação dos dois homens, o que por si só respondia claramente à indagação do patriarca.

— Falem, meus filhos, e aqui imponho o sigilo que o meu poder pode dispor sobre o que aqui for dito, até que eu mesmo decida se podemos liberar, ou não, o conteúdo das nossas preocupações. Há tempos, Tubal, desde o seu retorno após o longo tempo nas terras do oeste, compreendi que algo o angustiava, pois algumas vezes penso ter percebido um silêncio da sua parte que era tão somente o resultado de uma hesitação em querer abordar algo comigo, e não o fazia, acho que preocupado com a minha reação. Enviei Heber para as verificações de costume, e nem ele e nem seu filho que o acompanhou me olham por mais do que um instante.

Tubal estava com os olhos fixos no chão, algo arrependido por não ter atendido ao convite de Heber para conversarem. Agora, não mais lhe restava qualquer opção, a não ser a de falar a verdade.

Enquanto Heber procurava organizar as ideias ou, pelo menos, os temas principais do que escutara de Melmon, de Despina e de Asser, Tubal decidiu contar o que apreendera da experiência, que, no seu caso, resumira-se a algumas conversas tidas com Melmon.

— Quando por lá estive, conversei com muitas pessoas sobre a tradição da nossa linhagem, e fui respeitosamente escutado e penso mesmo que eles assimilaram, em seus corações, a mensagem de honestidade, de retidão e das virtudes que compõem o legado moral dos nossos ancestrais. De algumas poucas que tinham conhecimento muito acima do meu, reservadamente escutei que o Ente Poderoso a quem veneramos ainda não consegue governar, porque muitos obstáculos O impedem de fazê-lo; que Ele, de modo estranho, não aparece para os humanos como outros entes poderosos fazem para os seus seguidores, porque a Sua forma ainda está em construção, e esse processo parece se apoiar no sangue que move a vida nos humanos.

Tubal olhou para o patriarca Noé como se a lhe pedir desculpas, e observou o seu semblante impassível, o que o motivou a seguir adiante.

— Diferentemente do que nos foi dito… Pelos nossos ancestrais e que foi reproduzido pelas suas palavras, ó venerável, a nossa linhagem, antes da devastação, também padecia dos mesmos problemas dos demais humanos, pois era observado que, de cada dois, três, quatro ou cinco filhos nascidos de alguém da nossa linhagem, alguns apresentavam tendência de comportamento inadequado no campo da maldade, da desobediência aos pais, da postura em relação ao sexo e, acima de tudo, na inobservância à importância que damos ao ente poderoso a quem veneramos, o Criador de todos os seres e de todos os mundos. Parece que, com as mulheres, não havia problemas, mas isso não tem maior importância, porque não se marca no sangue de um povo…

— Marca sim, Tubal, deve marcar muito mais do que pensamos, porque todos os homens nascem das suas mães e dela recebem a educação e todos os cuidados da manutenção da vida… O problema é que herdamos e repassamos as notícias dos nossos ancestrais somente demarcando os feitos dos homens, porque assim tem sido desde sempre. Lembremo-nos que veio de Eva, a mãe da humanidade, o sangue de todos os que dela descenderam. Mas entendo o que você pretendeu dizer — ponderou Noé, agora algo pesaroso.

Após alguma hesitação, ele próprio retomou a palavra.

— Na medida em que os fatos são assim, tenho a obrigação de lhes dizer algumas coisas, sobre as quais preferia silenciar e deixar os fatos como estão. Mas o ritmo da vida me impõe aqui retificar algo que deixei vocês todos pensarem como sendo a vontade do Criador. Realmente, os nossos antepassados não estavam livres dos problemas advindos do sangue doente da nossa mãe Eva. O Criador tentou escolher, do que já existia, algo que ainda não estivesse infectado pela sujeira que outros entes poderosos terminaram por marcar neste mundo. Mas o seu desígnio não logrou o resultado esperado e, mesmo quando, em certa etapa da sua criação, pensou ter conseguido, as forças do mal sujaram Eva com a sua maldição e ela fraquejou e instigou o pai Adão a fazer o mesmo, e ambos alteraram o sangue que possuíam. Desde então, todos os que nasceram, o fizeram e o fazem com essa marca no sangue que precisa ser corrigida e é a isso que o nosso Senhor se dedica. Nós, enquanto linhagem escolhida, somos o seu instrumento. Preferi silenciar sobre esse aspecto na esperança de que, nesse mundo novo, os nossos descendentes não mais precisassem saber de como o passado foi problemático. Por isso lhes disse e lhes deixei pensar que os nossos antepassados da linhagem não tinham problemas de conduta… Tiveram, sim… Mas já não sei precisar os fatos daqueles dias, pois algo em mim sempre quis isso esquecer. Todo o meu esforço foi e é no sentido de tentar descobrir se a sujeira no sangue da humanidade sobreviveu à devastação e, caso tenha sobrevivido, quanto dela está hoje semeada nos corações humanos. Esse é o temor com o qual convivo, e a sua gestão me cobra implacavelmente todos os movimentos da minha vida — concluiu o patriarca em tom mais grave ainda.

— Que culpa teve a nossa mãe Eva nesse contexto? — perguntou Tubal.

— Não chegaram até mim todas as componentes dessa história, e hoje não temos mais como sabê-las. Mas Matusalém, filho de Enoch, era um ilustre conhecedor das coisas do passado, e ele transmitiu ao seu filho Lamech, meu pai, que morreu com a inundação, muitos mistérios do passado. Prestem bem atenção! Houve um tempo em que existiam entes poderosos animalizados, e outros que não eram nem macho nem fêmea. Existiam, assim, filhos e filhas dos que eram animalizados. Os que não eram nem macho nem fêmea eram engendrados de outro modo, que não sei explicar. Tanto os filhos como as filhas desses entes poderosos que portavam órgão sexual tiveram relações indevidas com os filhos e com as filhas dos homens.  Foi desse contexto que surgiu um primeiro Adão, que viveu quase seis mil ciclos do nosso mundo, depois um outro, que viveu um pouco mais de quatro mil ciclos, até que surgiu o Adão escolhido para ser o foco da nossa linhagem. Assim foi com as reproduções dos casais dos primeiros tempos dos ciclos solares daqueles dias, em que ainda não existia vida obediente neste mundo. Do mesmo modo também foi com a nossa mãe Eva, pois outras existiram antes, mas sem atender às exigências do Criador. Depois, os melhores sangues foram urdidos, como os humanos escolhidos pelo Criador, mas, ainda assim, com as sujeiras das forças do mal que a todos contaminaram, o que fez de todas as criaturas humanas portadoras de um problema a ser resolvido pelo Criador. Nascemos, portanto, impuros! O sentido das nossas vidas é o de limpar essas impurezas e, por isso, devemos o temor e a obediência ao Criador. Não sei — e nem os nossos antepassados se referiram ao fato de saberem — se teria sido possível à nossa mãe se sobrepor às imperiosas pressões dos entes poderosos que pretendiam subjugar as criaturas deste mundo. A nossa mãe sucumbiu porque, talvez, não lhe fosse mesmo possível resistir. Mesmo isso os nossos antepassados, ou não conseguiram criar o entendimento correto sobre a sua queda, ou, caso o tenham feito, o que foi repassado até os dias do meu pai Lamech não mais contemplava essa compreensão. Mas isso não nos deve enfraquecer; ao contrário, precisa crescer em nós a obrigação que temos em renovar a vida.

— Deve ter sido por isso que o sábio Melmon se referiu a um “modelo” que estava sendo montado a partir do sangue da nossa linhagem — ponderou Tubal.

Heber estava surpreso com o quanto Tubal e Melmon conversaram. Melmon não havia deixado claro que a conversa tinha sido em termos tão profundos.

Talvez por Tubal ser menos apegado às tradições do que eu, por ele não pertencer à linha mestra da linhagem herdada por Sem de Noé, pode ter sido mais fácil e aberta a conversa entre eles. Melmon deve ter se sentido mais à vontade com ele do que comigo para falar dessas coisas — pensava Heber.

A voz do patriarca soou sem que os demais esperassem que ele fosse continuar a falar.

— “Modelos”, existiram muitos e de muitos tipos, contava meu pai. Lamech recolheu muita coisa de Matusalém e de Enoch, só que, principalmente do seu pai Matusalém, que muito soube via Enoch, que esteve diretamente com o Criador e com algumas classes de entes poderosos que o assistiam permanentemente, mas também com Jared, pai de Enoch. “Adão” não era um nome… Existiram muitos deles, como já disse… “Adão” era uma linhagem de homens, do mesmo modo que Eva também não era um nome. Existiram muitas histórias… Muitos passaram a viver sem ter nomes, identificação… Houve um tempo em que não se dava nome às pessoas da raça humana, pois delas não se esperava uma identidade. Mas essa identidade surgiu, ainda que contra à vontade do Criador, cujo plano era outro: ele desejava ver nos humanos “identidades obedientes” como a dos entes que o obedecem, o temem e o adoram. As forças do mal geraram toda essa confusão no sangue dos que foram urdidos para viver neste mundo, que é o caso da humanidade. Mesmo entre os tais seres, aos quais me referi, que são celestiais mas que são definidos também como macho e fêmea, pelo menos em alguns deles, parece ter havido confusão no sangue que portam… Se assim posso me referir aos seus corpos. No bojo dessa situação vivida por eles, parece ter sido criado um tipo de modelo com vistas a algum projeto, mas que não funcionou. Por não ter funcionado neles, fomos produzidos… Em algum ponto desse processo surgimos nós, os humanos com identidade, e isso foi estabelecido no nosso legado como tendo sido a partir de um Adão e de uma Eva, mas existiram muitos. Sobre o nascimento de Seth, o terceiro filho de Adão e de Eva, existem mistérios sobre os quais jamais saberemos. Até mesmo sobre o meu nascimento, o meu pai Lamech me informou que também existem coisas inexplicáveis. Confiemos no Criador que tanto urdiu os entes poderosos como a nós, os humanos.

— Conheci… Ou melhor, eu e meu filho Joctan conhecemos um desses seres… — exclamou Heber, timidamente, enquanto todos os presentes se voltaram para ele.

Jan Val Ellam

Fonte:  http://ieea.com.br/homoafetividade-o-segredo-perdido-do-eden-5/

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A Queda de Um Arquiteto Universal



O Drama Espiritual de Javé

  (capitulo 01) 

 
Jan Val Ellam
 
Introdução pelo autor:
 
Quando alguém é solicitado a explanar sobre o drama espiritual de outrem, a primeira reflexão que se deve ter é a de que se não damos conta nem mesmo do nosso próprio drama, não deveríamos intentar compreender o dos outros. Principalmente quando esse “alguém” é um ser terráqueo cheio de fragilidades e fraquezas, como o é a média desta nossa humanidade, e o “outrem” da história é nada mais nada menos que o ser cuja personalidade exuberante situa-se fora de qualquer padrão ao qual estamos acostumados a lidar, ou seja, aquele que, na qualidade de divindade cocriadora, criou este universo e nele se obrigou a viver por uma “questão de consciência”, sendo esta, a propósito, uma das componentes mentais que lhe propiciaram o decaimento.

Obviamente, empreitadas desse porte simplesmente não podem vir a dar certo e de antemão me desculpo pelas imprecisões aqui apresentadas. Contudo, ainda assim, por mais que seja desagradável ao “verme” terráqueo que tem de escrever sobre um “deus”, a presente obra, presumidamente esclarecedora, teve de ser feita, ainda que com todas as inevitáveis fragilidades e ordens de imprecisões, além dos possíveis equívocos de interpretação aqui cometidos.

Este livro pode ser lido independente de informações já fornecidas em outros trabalhos literários. Apesar disso, recomendo a leitura prévia de “O Drama Cósmico de Javé”, livro desta mesma série que antecede a este, o que muito facilitará o entendimento em torno de alguns aspectos aqui expostos.  Que o Senhor Javé perdoe os inevitáveis erros, lembrando-se de que o que aqui foi e está sendo feito á a pedido do próprio.

Parece que, na ausência de alguém qualificado para tanto, restou, à hoste que o assessora, solicitar o concurso deste aflito escrevente, que sempre se recusou a observar os painéis da vida como espécies de dramas, mas agora se submete à dramática “obrigação moral” de produzir esses escritos, mesmo sabendo que o produto final não se aproxima do desejado pela hierarquia que o promove.

Que seja, pois!

Atlan, 04 de janeiro de 2009.

Jan Val Ellam.


 

Fazer da queda um passo de dança! Eis o que significa a própria “dança existencial” de um ser que reconstituiu a si mesmo em condições impróprias.

Desde que este universo foi gerado, o que corresponde ao tempo em que a divindade que o criou passou por um processo indescritível de “decaimento existencial”, a sua forma reconstituída, atualmente conhecida como “o Senhor Javé”, tenta de todas as maneiras sobreviver. Nada há de glamour no seu atual modo de existir, apesar de que, aos olhos terrenos, ele sempre nos parecerá um ser poderoso com traços da divindade perdida.

Há cerca de 13,7 bilhões de anos, conforme apontam os postulados da ciência cosmológica, com o surgimento do nosso universo, surgia também para a vida esta personagem enigmática que passou literalmente a lutar contra todas as adversidades, criadas por ela mesma.

A sua luta pessoal em torno da própria sobrevivência o levou a estabelecer padrões de comportamento que ficaram indelevelmente marcados na formatação das componentes básicas do seu novo corpo. O seu indescritível poder mental, ainda que em desequilíbrio, marcou as tais componentes básicas – o que na Terra chamamos de “células” – da sua nova forma existencial com absolutamente tudo o que era emanado pela sua mente naqueles infindáveis momentos de pânico e desespero diante da queda inevitável.

A expressão do que estava sendo formulado pelo seu poder mental se plasmava em cada “célula” da sua recém-construída “forma existencial”, expressões estas atualmente intituladas pela ciência terrestre como “moléculas de DNA”.

Foi assim que “cada sensação”, “cada sentimento”, “cada pensamento”, entre outras expressões do psiquismo daquele ser, foram sendo geradas por sua própria mente; e tudo o que dele era emanado ficava indelevelmente marcado como o modo por ele encontrado para dar “sustentação corporal” para a sua nova existência.

Constatação:

O que entendemos na Terra como molécula de DNA, na verdade é uma espécie de projeção holográfica do padrão mental e emocional do Senhor Javé. Em outras palavras, é uma representação química do seu psiquismo.

Essa molécula passou então a ser utilizada por ele próprio como fator de replicação existencial para os demais seres que surgiram no âmbito da sua criação.

Devemos, portanto, compreender que as moléculas de DNA que hoje conhecemos são decorrentes do processo replicador existencial desenvolvido pelo Senhor Javé ao tentar arquitetar um caminho viável para a sua sobrevivência.

O “código da vida” replicado através da fixação das “bases nitrogenadas” sob a forma de códons¹, que representam os conjuntos modeladores especificados pelos “pensamentos e sentimentos”, significa, nesta metáfora, o produto da soberba engenharia “fisiobioquímica” advinda da sua força mental.

Forçado pelas circunstâncias e em pleno desespero existencial, estando ele agora na situação de refém da própria criação e nela inserida, ao longo de “intermináveis” microssegundos o Senhor Javé foi plasmando, a partir de sua mente, as “moléculas regeneradoras” de si mesmo, ou melhor, da sua ex-condição de divindade.

Isto ele fez da melhor forma que lhe foi possível realizar a inusitada operação de reconstruir a si mesmo, só que numa nova condição de vida, inferior à que possuía antes da queda.

Para que essa “nova condição inferior” que lhe foi possível reconstruir possa ser razoavelmente compreendida pelo modo de pensar terreno, é preciso entender o tipo de alma divinizada que marcava a sua condição de “divindade menor cocriadora”².

O que será dito aqui, a princípio parece ferir algumas crenças enraizadas na cultura do espiritualismo e, mais especificamente, no espiritismo. Contudo, é apenas elucidação complementar pertinente a um novo momento no progresso das ideias terrenas em torno das questões celestiais e espirituais.

Constatação:

A alma de uma divindade não tem os mesmos “programas mentais” (softwares) que os “conhecidos” e “disponíveis” na alma humana. Quem as formatou as fez de modo diferente, provavelmente para o exercício de funções específicas e o gozo de vivências evolutivas programadas.

Isto só pode ser vislumbrado a partir do fato de a Deidade ter se “personificado” em divindades maiores e menores, conforme o descrito no livro “O Drama Cósmico de Jav锳. Estas receberam as suas almas já “formatadas” de acordo com o desempenho das suas funções. E as divindades menores possuem, notadamente, um programa evolutivo com suas próprias regras, sendo estas incompreensíveis para os atuais padrões do entendimento terreno. Já as almas geradas para fazer face à estruturação espiritual dos universos gerados pelas divindades menores cocriadoras, estas últimas foram geradas à moda do que foi elucidado pela revelação espiritual⁴, ou seja, formatadas “simples e ignorantes” para poderem evoluir conforme os critérios meritórios das leis morais já conhecidas pelos terráqueos.   

Em assim sendo, uma alma divinizada é diferente de uma alma humanizada em muitos aspectos. Apenas a título de esclarecimento, a alma humanizada também é diferente em diversos aspectos da alma não edificada (alma de animais ditos não pensantes da natureza terrestre).

E o que aconteceu com a alma da divindade quando do seu decaimento? O fato de ela ter sido “tragada” pela singularidade que, em se expandindo, deu origem ao nosso universo e dimensões adjacentes, parece ter desfigurado ou “desprogramado” os seus softwares, de tal modo que a mesma terminou por implodir a sua “marca funcional” herdada da Deidade.

É óbvio que o primeiro pensamento que surge é o de que isso deve ser algo impossível de acontecer. Contudo, infelizmente, parece que não o é, como afirmam os mentores espirituais que colaboram na arquitetura das informações aqui veiculadas.

Tirando do que conhecemos uma analogia pobre, podemos apontar o autismo ou “síndrome”, que de algum modo pareça danificar a expressão natural comum à condição humana, como sendo uma característica que mantém a existência da individualidade, mas a impede de expressar o seu potencial humano nos moldes considerados normais para os critérios da coexistência humana terráquea.

No caso da divindade em foco, a sua alma, ao ter implodido seus centros potenciais no instante do decaimento, continuou a existir para o plano espiritual que lhe servia de “residência”, só que de um modo inapropriado para os fatores comuns que caracterizam aquele nível de existência.

A alma da divindade decaída tornou-se algo semelhante ao que na Terra poderíamos chamar de uma alma “não edificada”, ou seja, sem função existencial definida em termos de “princípios” e “propósitos”.

Para melhor compreensão, serão citadas as fases com as principais características que marcaram a queda de divindade, como também as que se referem ao surgimento do novo ser produzido pela sua única componente que “escapou” razoavelmente ilesa daquele problema jamais acontecido: a de ordem mental.

Fase 1.

Na primeira fase, a divindade menor cocriadora encontrava-se plenamente atuante no âmbito da “família” de divindades menores dedicadas ao mister de criar, entre outros. Aqui a sua alma divinizada já apresentava problemas de ímpeto criador desordenado, mas estes só foram devidamente percebidos quando da interação conjunta do grupo de divindades que mais tarde se envolveria na criação do universo em que hoje vivem nossos espíritos.

Apenas a título de detalhe, algo que poderia ser chamado de “irresistibilidade dos impulsos da mente” é matéria de estudo até hoje nos rincões paradisíacos devido ao teor do que aconteceu com a divindade decaída.

Fase 2.

Já em crise e vivendo momentos de incontroláveis impulsos, entre os quais o seu processo criativo teve lugar, nesta segunda fase, a divindade, ainda assessorada em corrente vibratória pelas suas coirmãs, mas já sem atinar para o que elas faziam ou deixavam de fazer naquela tentativa de ajudar-lhe a restabelecer a pacificação mental, foi obrigada a fixar sua atenção mental na singularidade que acabara de criar.

O que podemos imaginar, pela ótica do conhecimento terreno, é que a singularidade, ao ser “expelida” da mente da divindade, começou a atrair, com força correspondente ao que os astrônomos costumam apontar como sendo a dos buracos negros, exatamente o “conjunto celular” da mente espiritual que a criara.

Devido a essa “fixação doentia” entre os sentidos espirituais da sua mente e a singularidade recém-gerada, a divindade perdeu, desde então, qualquer contato com os parâmetros existências do nível espiritual em que se encontrava. É como se, ao ter gerado a singularidade, os sentidos da sua forma divina começassem todos a implodir, impedindo-a de interagir com o ambiente em que se encontrava.

Foi nessas condições de estresse existencial que a divindade menor formatou, com a sua força mental, os primeiros microinstantes do que hoje é chamado pela cultura terrestre de “criação universal”.

Fase 3.

Aqui a divindade sucumbe implodindo a sua forma existencial e perdendo, com isso, a sua componente mental, que é tragada pela sua recém-criação. Usando da analogia possível aos conceitos terrenos, seria como se o corpo mental⁵ da divindade tivesse sido projetado à força para o interior da dimensão existencial gerada a partir da expansão da singularidade.

Devido ao modo como o “corpo mental” foi “arrancado”, “extraído” da sua condição divina, o que dela restou para o ambiente no qual existia foi um “aspecto incompleto adoentado e inerte” da sua condição pessoal de divindade menor.

Hoje, cerca de 13,7 bilhões de anos depois do “incidente”, a sua “vestimenta divina” permanece “incompleta, atordoada, adoentada e inerte” enquanto aguarda o momento de reconstruir a si mesma nos moldes que lhes são normais à condição de divindade operativa. Para tanto, porém, é necessário que a sua forma mental, que foi absorvida pela sua criação – e que desde então dela encontra-se refém –, possa desfazer-se dos laços desesperados que doentiamente a prendem aos aspectos estruturantes do que considera como “sua criação universal”.

Fase 4.

Apartada da convivência fraternal e operativa com as demais divindades, o corpo mental projetado, e agora prisioneiro da própria criação, procurava a todo custo construir o entendimento necessário sobre o que lhe acontecera, ao mesmo tempo em que procurava compreender e controlar a expansão da sua criação, que a partir de então se propagaria numa multiplicidade de aspectos e níveis existenciais jamais pretendidos.

Nesta fase ocorreu a reconstituição do ser hoje conhecido como o Senhor Javé. O problema é que a ressurreição da divindade implodida sob a forma doravante assumida pelo ser criador se deu em níveis doentios de desespero, desolação, revolta e insegurança indescritíveis.

Diante do quadro terrificante que se descortinava à sua percepção, a sua força mental, enquanto sofria o impacto dos sentimentos superlativos descritos acima, obrigava-se, ao mesmo tempo, a continuar operando na qualidade de pretensa controladora dessa mesma realidade descortinada, que se resumia ao que os seus “olhos podiam efetivamente perceber” a partir da sua nova condição.

Constatação:

Por entre as sensações de um sofrimento moral inenarrável e dos sentimentos de frieza que teve de arquitetar para poder dar continuidade ao processo criativo em curso, o seu “corpo mental” foi se adequando à nova realidade, reconstituindo-se em “porções quânticas aglutinadas” sob o comando da sua vontade, formando, desde então, o corpo ou a forma existencial que atualmente o define.

Essas “porções quânticas aglutinadas” representavam, na verdade, o “código de sobrevivência corporal” que lhe foi possível construir por meio da sua vontade, já que todo o seu ser estava concentrado na luta para sobreviver a qualquer custo e de qualquer maneira à situação em que agora se encontrava.

E foi desse modo que a cada desafio a ser superado e a cada sensação de agonia, por força da situação, aquele ser foi “marcando em si mesmo” (no seu novo corpo) absolutamente toda a vivência possível de ser por ele construída naqueles instantes.

Assim, o “código de sobrevivência corporal” presente em cada “porção quântica aglutinada ou colapsada” viria a ser o que hoje – volto a dizer, 13,7 bilhões de anos mais tarde – é denominado pela ciência terrestre como sendo o “código da vida” impresso no DNA de todos os corpos de seres vivos que compõem a natureza do nosso planeta.

Fase 5.

Adoentado, solitário e precisando dar rumo à criação que se expandia exponencialmente, o Senhor Javé resolveu criar seres a partir de si mesmo. Para tanto, a sua única opção era gerar clones utilizando-se das duas componentes que ainda lhe estavam disponíveis: a herança da sua genética corporal e o repasse de parte do seu poder mental de que podia lançar mão por efeito decorrente da propensão de seu software divino – um dos poucos programas inerentes à sua condição anterior de divindade que escaparam ilesos – e por força da sua determinação pessoal.

Surgem diversas gerações de clones diretamente criados pelo Senhor Javé como também outras tantas, agora geradas pelos seus próprios clones.       

Quadro Resumido das Fases do Decaimento da Divindade

Alma Divinizada 

Problema – Decaimento

Alma Desativada. Corpo Mental

Obrigou-se a construir, através de ordens dadas pela porção mental que sobrevivera à queda, uma nova forma de expressão corporal, cujas células constituintes foram marcadas pelos DNAs utilizados.

Começou a criar diversas gerações de clones a partir do seu DNA pessoal. Alguns desses clones começaram a criar as realidades planetárias tendo como base o DNA do criador, tendo sido este manipulado e adequado às condições de cada mundo.

Foi assim que a divindade em foco se viu “obrigada” a, aparentemente, “deixar de existir” para a sua condição divina e, de modo impróprio, renascer automaticamente numa situação muito inferior, além de ter de se reconstruir o mais rapidamente possível para dar conta do que acabara de criar e que estava em curso de expansão.

É sob esta perspectiva que alguns painéis que envolvem o criador deste universo precisam ser compreendidos.

Constatação: O primeiro aspecto que deve ser compreendido em torno da personalidade do Senhor Javé é que o mesmo é considerado, pelos seres evoluídos que residem além das fronteiras deste universo, uma “aberração” que simplesmente jamais deveria ter existido.

A afirmação é forte, superlativa e chocante, isso eu sei, pelo que me desculpo diante das suscetibilidades que venham a ser feridas pela leitura deste livro. Mas não há outra opção, já que o que estava oculto deve ser agora revelado por decisão do próprio Senhor Javé, como também da determinação de outros seres que se encontram congregados em torno da tarefa de resgatar a divindade decaída – e somente a “verdade” haverá de libertá-la, como também aos demais cidadãos deste universo.

Cortesia do IEEA  -  www.ieea.com.br 

 

Livro-Série “Terra Atlantis” de Jan Val Ellam

“Os Generos Bio-Demo e Homo”

*Trecho do Cap 10 selecionado por Jomarion*

O gênero bio-demo, cujo desenho genético produziu 249.314 espécies — com uma quantidade de “indivíduos bio-demo” que chegou a atingir o número de mais de um trilhão — dentre as quais a Val e a Yel, tinha como características principais a “calma”, a tendência ao que os humanos entendem por “bem”, a de não serem dominados pelo impulso à sobrevivência a qualquer custo.

Além disso, possuía noções de honra, transparência, fidelidade e respeito (quase um sentimento altruísta) aos semelhantes, e raciocínio frio, porém, linear (éramos e somos capazes de estudar uma mesma matéria por um período de tempo extremamente longo sem intervalos) — tudo isso por pura determinação genética e pendor espiritual, que hoje chamo de herança espiritual.

Não tínhamos paixões de nenhuma ordem. Éramos e somos assexuados, e somente nos reproduzimos por “clonagem necessária” ou mesmo por outro tipo de reprodução laboratorial, que feriria a sensibilidade humana se aqui fosse explicada. Éramos e somos detentores de certa cota padrão de razão filosófica, ainda que influenciada essa pela determinação genética.

Essas quase 250 milhares de famílias pertencentes a sistemas de mundos diversos e, portanto, com adaptações genéticas específicas, representam tão somente uma das levas de vida que surgiu no cosmos, desde que teve início o que hoje chamamos de “projeto biológico”, como uma nova classe de seres no então incompreensível laboratório universal.

Na história de todas essas famílias, ao longo dos cerca de 900 milhões de anos desde que os primeiros exemplares bio-demo surgiram, jamais haviam ocorrido “questões cruciais” que tivessem passado a servir como espécie de vírus-mental, a “viciar” todos nós a somente pensarmos em torno do tema dominante, ainda que fossemos dotados de uma certa linearidade mental, já referida.

Os humanos precisam compreender que os chamados “algoritmos mentais”, associados ao encadeamento genético instantâneo que os une num só impulso de “postura mental”, são os fatores que criam as “convenções” da mente individualizada.

Essas “convenções mentais”, nascidas a partir do padrão genético pessoal, como também das mutações que nele ocorrem a cada segundo, por sua vez se associam e recriam novos algoritmos que definem a linguagem, a lógica, enfim, o grau de inteligência de cada ser.

O aspecto de uma maior ou menor capacidade intelectiva e cognitiva (inteligência nos seus mais variados tipos), seja na percepção (a qualidade do que se pode perceber), na absorção (a qualidade do que se pode apreender ou assimilar) ou na compreensão (a qualidade do que se pode compreender de modo mais profundo), será sempre resultante da “habilidade mental” de cada ser particularizado.

Esse, por sua vez, estará inevitavelmente inserido num tipo de genoma coletivo (gênero e espécie, dentre outras classificações) definidor das possibilidades que aparentemente limitam a natureza de cada uma das espécies existentes no cosmos. Contudo, esse aparente limite pode ser rompido, ultrapassado, e foi isso que descobrimos a partir da experiência de Yel Luzbel e da sua influência algorítmica, que se espalhou por todo o genoma do gênero e das espécies bio-demo.

N.a.t — No livro Vernetzte Intelligenz, cujos autores são Grazyna Fosar e Franz Bludorf, disponível somente em alemão, é apontado que “o DNA humano é uma Internet biológica e superior em muitos aspectos à Internet artificial.” (…)

“Somente 10% do nosso DNA está sendo usado para construir proteínas (n.a.t. – Os cientistas divergem quanto ao percentual exato do DNA humano que produz proteínas. Diversos trabalhos científicos afirmam ser de 2%, outros de 3%, 4% e mesmo 5%, sendo o restante chamado de “DNA-lixo”.

O que aqui estamos reproduzindo afirma ser de 10%). É este subsistema de DNA que é de interesse para os pesquisadores ocidentais, e que está sendo examinado e agrupado. Os outros 90% são considerados “DNA-lixo”. Pesquisadores russos, contudo, convencidos de que a natureza não é “burra”, juntaram linguistas e geneticistas em uma iniciativa para explorar aqueles 90% de “DNA-lixo”. As descobertas e conclusões resultantes são simplesmente revolucionárias!”

“De acordo com elas, nosso DNA não é somente responsável pela construção do nosso corpo, mas também serve como armazenamento de dados e para comunicação. Os linguistas russos descobriram que o código genético, especialmente nos aparentemente inúteis 90%, segue as mesmas regras, tal como todas as nossas línguas humanas.

Para este fim, eles compararam as regras da sintaxe (a maneira na qual as palavras são colocadas juntas para formar frases e sentenças), a semântica (o estudo do significado nas formas de linguagem) e as regras gramaticais básicas. Eles descobriam que os álcalis de nosso DNA seguem uma gramática comum, que tem regras exatamente como nossos idiomas. Dessa forma, as línguas humanas não apareceram por coincidência, mas são um reflexo natural de nosso DNA.” (…)

“Os cientistas russos também descobriram que nosso DNA pode causar padrões perturbadores no vácuo, dessa forma produzindo buracos de vermes (“wormholes”) magnetizados. Buracos de verme são os equivalentes microscópicos das chamadas pontes Einstein-Rosen nos arredores dos buracos negros (deixados por estrelas extintas). Essas são túneis de conexão entre áreas inteiramente diferentes do universo, através dos quais a informação pode ser transmitida fora do espaço e do tempo.

O DNA atrai esses pedaços de informação e os passa para nossa consciência. Esse processo de hiper comunicação é mais efetivo em um estado de relaxamento.”  Interessante, não?

Esses, agora, considerados “temas centrais da cultura bio-demo”, somente passaram a existir depois da atitude mental de Yel Luzbel e de seus desdobramentos, que estão longe de terem um fim. Na verdade, conforme desconfiamos, ainda nem começaram a ser efetivamente percebidos por qualquer mente no âmbito de tudo o que conhecemos.

N.a.t. — Na época da produção destas informações, o “fator Javé” e a percepção da sua “criação doentia”, com a participação dos outros dois integrantes da "trimurti hindu", ainda não tinham sido descortinadas por este escrevente. Penso que os tais “desdobramentos”, referidos no parágrafo anterior, têm a ver com essas questões, que somente descortinei mais amplamente em 2007. Segundo o que esses seres afirmam, em especial o próprio Val Eno, os referidos desdobramentos começarão, agora, a serem “exportados” a partir do que está acontecendo na Terra, oportunidade na qual as “informações decorrentes” do processo luciferiano estão sendo, vamos dizer, codificadas, sistematizadas a partir do atual nível de senso crítico e de razão filosófica comuns à natureza terráquea.

(N.a.t. – Notas do autor)

OBS de Jomarion: Yel Luzbel é Lucifer

Trecho do Capitulo 10  -  Cortesia do IEEA  -  www.ieea.com.br

http://ieea.com.br/terra-atlantis-cap-10/

 

O Drama Cósmico de Javé

A Matriz Modeladora: Plano de Fundo da Criação

Jan Val Ellam

 
Capítulo 4 – cortesia do IEEA www.ieea.com.br
 

As tradições antigas registradas, por exemplo, no vedismo e no taoísmo, afirmam que a realidade em que vivemos não passa de um espelho de coisas que acontecem em outro domínio mais elevado. Assim, torna-se necessário ressaltar que, além das coisas que acontecem em outro “domínio mais elevado” existem outras que também acontecem em “realidades mais profundas não necessariamente mais elevadas”. Algumas destas, na verdade, são “menos elevadas” que as da nossa casa planetária, sob a perspectiva virtuosa da moral. Apesar disso, influenciam também decisivamente os acontecimentos do nível de realidade no qual os nossos espíritos estão inseridos, por se encontrarem submetidos e subordinados aos “cérebros físicos” temporários.

Para que não haja dúvidas da parte do eventual leitor, quando me refiro a “nosso nível de realidade” estou falando do universo material a que nós pertencemos, das coisas que acontecem no âmbito dessa grande “bolha universal” que surgiu a partir da expansão da singularidade gerada pela divindade (Javé).  Explicando melhor, “domínio mais elevado” seria o correspondente ao que na Terra costumamos chamar de ambientes da Espiritualidade Superior, posto que realmente são desses níveis mais elevados de existência que trazemos os “programas encarnatórios” de nossas vidas na Terra, dentre outros aspectos. Contudo, “realidade mais profunda” refere-se apenas a uma questão de diapasão vibratório diferente, distinto do que modela o nosso senso de materialidade, o que corresponderia ao que, neste livro, vem sendo apontado como as realidades adjacentes à criação material da divindade decaída (Javé).

Dessas realidades mais profundas – não necessariamente mais evoluídas do que o nível em que estamos inseridos– também muito se influencia o que acontece no nosso universo e, em especial, no nosso mundo, já que é esta a historia que nos interessa mais de perto. Como exemplo de “realidades mais profundas” sob a perspectiva vibratória – apesar de não serem elevadas sob a ótica do adiantamento moral e espiritual dos seus habitantes – estão as esferas espirituais “mais primitivas”, onde estão agrupados os espíritos ainda longe de conquistarem um nível razoável de evolução moral, como também aquela, de “ordem astral”, onde reside o Senhor Javé. Para melhor clarificar as idéias aqui apresentadas ressalto que até o momento nos referimos a três grandes níveis de realidades distintas sendo duas delas as que compõem a obra da divindade decaída:

  1. Espiritualidade Superior que é eterna e, portanto, anterior a tudo o que possa existir e independe de tudo o mais que possa vir a ser criado;
  2. Universo Material que surgiu a partir da singularidade gerada pela divindade adoentada (Javé);
  3. Realidades Astrais e Espirituais Inferiores também geradas a partir da criação da divindade adoentada. Aqui estão inseridas as “realidades espirituais primárias” (onde estacionam os espíritos desencarnados presos ao ciclo das reencarnações) e a “realidade paralela” onde reside o Senhor Javé.

Apenas a título de ressalte o que aqui estou chamando de Espiritualidade Superior é, na verdade, algo tão abrangente, tão amplo, tão multifacetado, tão cheio de níveis existenciais ditos “superiores” que, conforme penso, dificilmente um dia poderá ser sequer vislumbrado, ainda que modestamente, pela condição humana.

Esta realidade maior se sustenta numa espécie de matriz modeladora eterna cujas características são impensáveis para ótica terrena. Dessa matriz modeladora se servem as divindades e todos os seres evoluídos e superiores que povoam as diversas regiões do Paraíso, no que se refere à modelagem dos seus modos de expressão pessoal e de todas as construções comuns ao “modus vivendi” que lhes são característicos. É importante que fixemos a existência dessa matriz que dá sustentação e suporte não só ao que é eterno, mas também às criações transitórias, como as que conhecemos neste universo já que aqui tudo nasce para necessariamente morrer.

Com o objetivo de retomar o fio condutor dessas informações da parte do (a) eventual leitor (a), como já informado no primeiro capítulo, reafirmo que somente a própria Deidade e as suas principais Personificações Divinas são perfeitas em si mesmas. Para além dessas excelsas Personalidades tudo o mais que existe é passível de equívocos e de problemas.  Essas Personificações Divinas da Primeira Geração, também chamada de Geração Sagrada das Personificações Divinas, dão sustentação ao que, no capítulo 01 chamamos de Fonte Maior de Estruturação Espiritual Profunda  o mesmo que matriz modeladora eterna – que a tudo sustenta e dá guarida vibratória.  Dessa “Fonte Eterna” ou “Fonte Primordial” servem-se as demais divindades co-criadoras para criar as realidades menores ou periféricas àquela que é eterna e independente de tudo o mais. Contudo, cada divindade co-criadora age a seu modo, conforme as suas características pessoais.

Particularizando agora a questão, quando a divindade co-criadora (Javé) pretendeu homenagear a Deidade e as Suas Personificações Divinas da Geração Sagrada, ela se serviu da “Fonte Primordial” para poder gerar, a partir do programa mental que lhe era próprio, uma nova matriz modeladora que passaria a alimentar e a dar “sustentação material” ao novo tipo de realidade por ela intentada. Essa matriz modeladora, para o que queremos significar, tanto pode ser entendida como advinda da singularidade gerada a partir da mente da divindade ou como a própria singularidade. A partir desse ponto nos referiremos especificamente à matriz modeladora de realidades menores ou matriz secundária, gerada pela vontade da divindade em foco, aquela que corresponde ao que chamamos de “mundo dos quanta” no primeiro capítulo.

A nossa ciência aponta para a existência de um campo de energia que contém todo o universo. Ao mesmo tempo, por suas possibilidades quânticas, serve também como uma espécie de atalho que interliga absolutamente tudo o que existe. Ressalte-se que, “tudo o que existe” somente existe porque esse campo fornece as “micro-partículas” formadoras da realidade por nós percebida. Assim, o que nós enxergamos como realidade nada mais é do que o espelho do que essa matriz modela sob o influxo do condicionamento dos sentidos perceptivos cerebrais dos “observadores” da realidade que nos é possível perceber sob essas condições.

Einstein afirmava que “no espaço (sem o referido campo de energia – grifo do autor) não apenas seria impossível a propagação da luz, mas também não seria possível existir padrões para o espaço e o tempo”, o que corrobora a certeza racional científica da existência da matriz a que me refiro. Max Planck nos legou, dentre muitas outras contribuições determinantes para o progresso humano, a reflexão de que a ciência não pode resolver o derradeiro mistério da natureza. E isso porque, em última análise, nós mesmos somos (…) parte do mistério que tentamos resolver.

Seja pelo condicionamento imposto pelos sentidos do cérebro ou por força das nossas emoções e atitudes, e apesar de estarmos submetidos às circunstâncias deste universo e nele vivermos, somos, também, construtores da realidade que percebemos e essa é uma das mais notáveis descobertas da ciência quântica.  Somos, portanto, aqueles que dão vida à realidade local deste universo na medida em que, a partir da utilização desses cérebros animais que nos tipificam o modo de viver na Terra nossos espíritos constroem e se submetem a esta realidade, ao mesmo tempo em que nela atuam e sofrem as naturais conseqüências ao longo do tempo das suas vidas.

Aos que se interessam por esse assunto – e sonho com o tempo em que todos os habitantes da Terra haverão de se interessar profundamente pelo tema – gostaria de recomendar o já citado livro “A Matriz Divina” de Gregg Braden, magistral na sua concepção e esclarecedor nos temas ali abordados dos quais muito me servirei nas próximas páginas.  Conforme nos esclarece Gregg Braden, apoiado nas descobertas científicas, “existe um lugar onde todas as coisas começam, um lugar de pura energia, que simplesmente é. Nessa incubadora quântica de realidade, todas as coisas são possíveis”.

A chamada”incubadora quântica de realidade” é exatamente a matriz que Gregg Braden chama de “divina”, mas que aqui chamaremos apenas da “matriz modeladora” gerada a partir da mente da divindade decaída (Javé). “Divina”, realmente, no contexto que aqui abordamos, seria aquela emanada pela própria Deidade e Seus Prepostos de Primeira Geração, que é a Matriz Eterna a partir da qual todas as demais são geradas pelas mentes criadoras das divindades. Contudo, se mal podemos compreender a “realidade visível” que nos envolve de modo mais imediato, como poderemos vislumbrar, com certa dose de razoabilidade, a “realidade maior e eterna” que a tudo realmente sustenta e que se “esconde” por trás da criação daquele a quem chamamos de Javé, quando de sua condição como divindade?

Assim, apenas para melhor contribuir com a tentativa do (a) eventual leitor (a) de entender a realidade visível que nos cerca, é chegado o momento de aprofundar a afirmativa feita no primeiro capítulo sobre uma provável dependência holográfica que se expressa no pano de fundo por trás da vida neste universo. Foi afirmado que existem algumas divindades menores co-criadoras que formulam suas criações estabelecendo padrão de “dependência holográfica”, sob o pretexto da evolução das individualidades ali inseridas se darem “com” e “através” da influência progressiva e direta das suas mentes. O que isso significa? (Nota de Jomarion... significa um “Big-Big-Brother”)

A idéia de um “universo holográfico” foi sugerida por Leonard Susskind e Gerard´t Hooft ainda nos anos 1990. Ela pressupõe o fato de que vivemos em um gigantesco holograma, mas não podemos perceber objetivamente por uma questão bem simples: os limites fundamentais do nosso espaço-tempo, ou seja, do holograma em que vivemos,não podem ser percebidos pelos cérebros humanos.  Esses “limites fundamentais” do nosso espaço-tempo corresponderiam ao ponto em que o espaço-tempo deixa de se comportar como o “suave-contínuo” descrito por Einstein, e se transformam em “grânulos”, do mesmo modo que uma fotografia se dissolve em pontos específicos de tinta na medida em que se faz um “zoom” sobre a mesma.

Nesses “grânulos” ocorreriam o que os cientistas chamam de “convulsões quânticas” microscópicas do espaço-tempo que talvez representem a forma como o “colapso quântico” acontece formando a faixa de realidade que conhecemos, enquanto as demais que existem permanecem para nós “inexistentes”, pelo fato de estarmos condicionados para não percebê-las.  O “suave-contínuo” de Einstein refere-se ao fato de que o “filme da nossa realidade” passa diante dos nossos olhos de modo “suave” e “contínuo”, sem que percebamos o“truque”, que ocorre por força dos nossos cérebros. Isso nos impede de perceber como de fato a realidade visível toma forma a partir das suas menores partes constituintes e do campo energético que jaz subjacente a tudo mais.

O mais curioso em relação à “dependência holográfica” é que o campo de energia que conecta toda a criação, por ser holográfico, faz com que todas as partes que o compõem estejam indelevelmente ligadas entre si. Isso implica em que cada uma delas espelha o todo universal só que em escala menor. Assim, tudo o que existe, das quatro bases químicas que compõem o DNA de nosso corpo aos átomos que compõem o todo universal, está inexoravelmente interconectado, ainda que jamais disso saibamos com o nosso atual nível de consciência sobre a questão.

O fato é que “todas as coisas e todos os seres do universo” parecem compartilhar informações com mais rapidez do que foi previsto por Einstein já que isso ocorre mais rapidamente do que a velocidade da luz. A física quântica chama a esse fenômeno de interconectividade não-localizada. Isso implica em que tudo neste universo está interconectado, mas esta interconexão não ocorre e nem está localizada no âmbito dos parâmetros das leis da física clássica que explicam os fenômenos internos ao nosso espaço-tempo que conhecemos. Na verdade, ela acontece e se localiza numa matriz modeladora que se situa além das fronteiras condicionante das leis do nosso universo.

Segundo Amit Goswami, o novo conceito advindo das novas percepções ofertadas pela mecânica quântica tem a ver com o rompimento do paradigma que existia desde Einstein. Ele havia demonstrado que dois objetos não poderiam nunca serem influenciados um pelo outro, instantaneamente, no tempo e no espaço, porque tudo deveria viajar a um limite máximo de velocidade, e aquele limite seria a velocidade da luz. Então, qualquer influência deveria viajar, se conseguisse viajar através do espaço, durante um tempo finito. Esta é a chamada idéia de “localidade”, ou seja, aqui a comunicação local, normal, necessariamente implica em sinais que transportam energia e que levam algum tempo para que possam se deslocar entre a fonte e a recepção dos mesmos.

A partir da experiência do francês Alain Aspect, no ano de 1982, foi percebido que os fótons emitidos por um átomo influenciaram um ao outro à distância, sem trocar sinais porque eles o faziam instantaneamente, e o faziam em velocidade maior do que a velocidade da luz.  Do exposto acima decorria que a influência não poderia ter viajado através do espaço. Ao invés disso, a influência deveria pertencer a um domínio da realidade que é preciso reconhecer como sendo o domínio transcendente da realidade, segundo Amit Goswami. Aqui surge a compreensão em torno do conceito quântico de que vivemos em um universo não-local, ou seja, de fato, a comunicação que acontece se processa sem sinal, ou seja, é instantânea e todos os seres deste universo estão indissoluvelmente interligados. Em outras palavras, ocorre a interconexão não-local que se processa sem sinais “pelo nosso espaço-tempo”.

Ficou, pois, demonstrado experimentalmente que objetos quânticos, quando correlacionados de modo adequado, influenciam-se mutuamente de forma não-local, ou seja, sem sinais pelo espaço e sem que decorra um tempo finito. Portanto, objetos quânticos correlacionados devem estar interligados em um domínio que transcende o tempo e o espaço.  Não-localidade implica transcendência. Decorre disso que todas as ondas quânticas de possibilidades situam-se em um domínio que transcende  tempo e espaço, e o que estamos afirmando neste livro – e os autores aqui citados nada têm a ver com a tese apresentada – é que este domínio é exatamente a Fonte Secundária de Formação Dimensional gerada a partir da mente da divindade decaída.

Amit Goswami ainda chama a nossa atenção para um aspecto singular desse contexto quando nos diz que “não devemos pensar que a possibilidade seja menos verdadeira que a realidade; pelo contrário. O que é potencial pode ser mais real do que aquilo que é manifestado, pois a potencialidade existe em um domínio atemporal, enquanto qualquer realidade é meramente efêmera: ela existe no tempo. É assim que pensam os orientais, é assim que pensam místicos do mundo todo, e é assim que pensam físicos que ouviram a mensagem da física quântica”, conclui de sua parte.

Experimentos realizados a partir do DNA demonstraram que existe um entrelaçamento quântico que nos mantém ligados à fonte. Um dos mais notáveis é o “The DNA Phantom Effect”, também citado por Gregg Braden em seu livro “Matriz Divina”.  Em 1995 os cientistas Vladimir Poponin e Peter Gariaev publicaram um artigo descrevendo uma série de experimentos indicando que o DNA humano afetava diretamente o mundo físico por meio do que eles acreditavam ser o campo de energia que hoje sabemos existir. Este campo unia as bases químicas do DNA à realidade física que conhecemos – atente bem o (a) leitor (a) para este aspecto pois este é o caminho da nossa interconexão com a “pessoa” do Senhor Javé.

Percebendo melhor: o que está sendo afirmado pelas conclusões advindas dos mais avançados experimentos envolvendo o DNA humano e os desdobramentos quânticos é que o campo energético une as bases químicas do nosso DNA à realidade física que nos rodeia. Em outras palavras: as emoções humanas “marcadas” nas bases químicas do nosso DNA (presentes nas células do nosso corpo) expressam-se influenciando a matriz energética de tal maneira que a realidade física ao nosso redor recebe invariavelmente o seu fluxo.  Para melhor facilitar a compreensão, a seguir encontra-se reproduzida a descrição do experimento, conforme apresentado no “Matriz Divina”, de Gregg Braden*.

Poponin e Gariaev projetaram seus experimentos pioneiros para testar o comportamento do DNA em partículas de luz (fótons), a “matéria” quântica de que o nosso mundo é feito. Primeiramente, eles removeram todo o ar de um tubo especialmente projetado, criando o que entendemos como sendo o vácuo. Tradicionalmente, o termo “vácuo” transmite a idéia de que o recipiente onde ele existe está vazio, mas mesmo com o ar removido, os cientistas sabiam que alguma coisa permanecia dentro deles: os fótons. Usando equipamento de engenharia de elevada precisão, os cientistas mediram a localização das partículas dentro do tubo.  O que eles encontraram não causou surpresa alguma logo de início: os fótons estavam distribuídos de uma maneira completamente desordenada.

Na parte seguinte do experimento, amostras de DNA humano foram colocadas no interior do tubo fechado, juntamente com os fótons. Na presença do DNA, as partículas de luz assumiram uma atitude que ninguém previa: em vez do padrão de distribuição espalhada que a equipe havia notado anteriormente, as partículas se organizaram de maneira diferente na presença do material vivo. O DNA estava irrefutavelmente exercendo uma influência direta sobre os fótons, como se estivessem imprimindo padrões regulares a eles por meio de uma força invisível. Isso é importante, uma vez que não existe absolutamente princípio algum na física convencional que justifique tal procedimento. Apesar de a experiência ter sido conduzida em ambiente controlado. A observação do DNA – essa substância que nos constitui – possibilitou que fosse documentado o efeito direto que ele exercia sobre a “matéria” quântica que constitui tudo no nosso mundo.

A próxima surpresa ocorreu quando do DNA foi removido do recipiente. (…) os fótons permaneceram ordenados, exatamente como se o DNA ainda estivesse no tubo. (…) Uma vez que o DNA tinha sido removido do tubo, o que poderia estar afetando as partículas de luz? (…) Estaria o DNA e as partículas de luz ainda conectados de algum modo e com alguma intensidade além da nossa capacidade de detecção, ainda que estivessem fisicamente separados e não ocupassem mais o mesmo tubo?  Em seu relatório, Poponin escreveu que ele e seus pesquisadores foram “forçados a aceitar como hipótese de trabalho de que alguma estrutura nova de campo fora excitada”. Como o efeito parecia estar diretamente relacionado à presença do material vivo, o fenômeno foi denominado “efeito do DNA fantasma”.

Foram, portanto, por meio deste e de outros experimentos que aqui não serão reproduzidos – alguns deles constam do livro “Matriz Divina”, de Gregg Braden – que hoje sabemos que as células humanas, por força do que ocorre no DNA, influenciam a matéria densa ao nosso redor através do entrelaçamento quântico que nos une à fonte modeladora da realidade, na qual nos encontramos mergulhados ao longo das nossas vidas. E são exatamente as emoções humanas, conforme demonstraram outros experimentos, que são a “força” que faz com que isso aconteça.

Qual a importância que esse aspecto tem para o tema central deste livro? Acompanhe os fatos:
  • Uma divindade gera a matriz modeladora da nossa realidade.
  • Essa divindade é tragada pela criação dela permanecendo refém. Para tanto se obrigou a assumir o padrão de personalidade (Javé) que lhe foi possível após a derrocada existencial.
  • A matriz modeladora da nossa realidade é afetada pelo nosso DNA.
  • O DNA de qualquer ser vivo evoluiu a partir do DNA da célula-mãe que surgiu na Terra. Este DNA veio do Senhor Javé.
  • As nossas emoções são quem promovem a afetação no DNA que influenciará a matriz modeladora.
  • O Senhor Javé, pelo que ele mesmo tem demonstrado ao longo da nossa história, alterna estados de fúria com os de carinho, de imposição com os de perdão, sendo, enfim, um ser que declaradamente se deixa levar pelas emoções.
  • A matriz modeladora interconecta tudo e todos em torno das suas possibilidades quânticas.
  • A matriz modeladora é “holográfica”, o que causa e permite a interdependência holográfica.
  • O “observador quântico” influencia a matriz modeladora por meio das suas emoções.
  • Todos os observadores quânticos que se servem de uma mesma matriz modeladora estão interconectados.

Constatação: O Senhor Javé encontra-se interconectado com o DNA de todos os corpos de seres vivos que existem na sua criação, influenciando-os e deles recebendo influência.  É imperioso que percebamos que absolutamente tudo o que foi criado, seja pela divindade ou mesmo pela sua nova personalidade após o decaimento, encontra-se vinculada à matriz modeladora por ela gerada antes da queda.  O que chamei, portanto, de “dependência holográfica” refere-se exatamente ao aspecto de que tudo o que os seres vivos da sua criação sentem o Senhor Javé, querendo ou não, sente com a mesma intensidade já que recebe a influência vibratória direta do que é sentido pela sua criação.  Ele está conectado a cada um dos seres vivos do planeta como de sorte a de todos os “corpos” que foram por ele gerados – ou por seus assessores que também possuem o mesmo DNA – para viver neste universo.

Logo, o Senhor Javé está conectado a cada um e a todos os seres humanos da Terra – na verdade ele está conectado a absolutamente tudo o que foi gerado direta ou indiretamente a partir do seu DNA – até porque todos os corpos de seres vivos do planeta descendem de uma molécula-mãe que foi colocada no nosso planeta já com a marcação do código da vida impresso no seu DNA. Essa molécula-mãe apareceu no contexto planetário há cerca de três bilhões e oitocentos milhões de anos atrás. Isso é apontado pela própria ciência apesar de que os cientistas não chegam à conclusão de como ela surgiu no cenário, ou seja, se foi produto da chamada geração espontânea ou se veio de “fora” como apontam as teorias chamadas de Panspermia Balística e Dirigida.

O presente assunto já foi abordado no livro “O Fator Extraterrestre”, motivo pelo qual não o aprofundaremos nestas páginas.  Torna-se, porém, imperioso, ressaltar mais um impressionante aspecto referente ao que denomino como sendo o padrão de dependência holográfica: o que era para ser uma “dependência vibratória” da parte das criaturas em relação à vontade do seu criador, por força do decaimento transformou-se numa complicadíssima dependência da parte do criador (impedido de progredir) em relação ao progresso das suas criaturas. É principalmente nesse sentido que o Senhor Javé hoje se encontra refém do progresso das suas criaturas.

Assim, retomando agora o que foi afirmado no capítulo dois, quando nos referimos às “lógicas coletivas” e as de cada espécie, o fato é que estamos todos interligados e conectados a tudo ao nosso redor independente da “lógica” que possa marcar a visão de realidade pessoal que possamos ter. Porém, se “couber” na nossa lógica pessoal a consciência de que não estamos separados de coisa alguma, que somos “um só” com tudo e com todos, perceberemos também que não somos testemunhas passivas de uma realidade universal. Muito pelo contrário, somos atores e atrizes em plena atuação da peça da vida cósmica nos moldes como ela se expressa no condicionamento terrestre.

Esta percepção pode mudar tudo em cada um de nós e em todos, pois a grande verdade em torno de cada ser humano é que este possui uma consciência não-local e holográfica – e penso ser esta a maior revolução de paradigma dos tempos em que vivemos. O que esta consciência não-local e holográfica significa? Que cada um de nós é um deus-arquiteto à parte, ao mesmo tempo em que somos todos juntos um só organismo existencial: uma só família seja no contexto planetário, no contexto cósmico-universal ou ainda num contexto bem mais amplo.  Isso implica que não estamos limitados pelo corpo animal mortal que utilizamos nem muito menos pelas leis da física clássica. Mas essas questões não poderão aqui ser aprofundadas, pois perderíamos o foco em torno do Senhor Javé, tema central destas páginas.

O fato é que a percepção terrena comum aparentemente está condenada a perceber exatamente o que percebe e, mesmo sobre esse aspecto, vezes há que não costuma fazer bom uso do seu modo de decodificar a realidade imediata. Digo “aparentemente” porque existem mecanismos disponíveis ao ser humano para que este possa superar as limitações condicionantes do modo de pensar comum aos que vivem na Terra. Porém, “esses mecanismos” não estão disponibilizados no corpo humano (natureza animal), ou seja, na componente que responde pela noção física de “individualidade” que pertence á criação do Senhor Javé, mas sim, na alma (componente espiritual) que não pertence ao âmbito do que foi gerado pela divindade decaída.

Por questões que um dia serão melhor compreendidas essa componente espiritual, a cada vez que nossos espíritos reencarnam, obriga-se a se subordinar aos aspectos físicos primitivos comuns ao universo que conhecemos e, de modo mais específico, às condições que campeiam na natureza terrestre.  Em outras palavras, o cérebro que marca a espécie humana terrena está inexoravelmente condicionado a perceber exatamente esta faixa de realidade e isso se dá por força dos sentidos naturais ao corpo animal que os nossos espíritos utilizam. É imperioso perceber que os nossos corpos, o cérebro que os marca, enfim, todo o conjunto, foi elaborado em “primeira instância” exatamente a partir das micro-partículas ofertadas pelas vibrações do campo modelador de energia em matéria (e vice-versa), como no mais é também o caso de absolutamente tudo o que existe neste universo.  Quando da morte do corpo animal simplesmente os nossos espíritos devolvem ao reino do Senhor Javé o que a ele pertence, por ser inevitável que assim seja, porquanto, eterno, somente a nossa “alma espiritualizada”.

Assim, o buscador honesto, diante dos fatos apontados pelos experimentos quânticos associados às questões cosmológicas, deve inevitavelmente se questionar sobre o “poder” que a partir de “ordens mentais específicas” junto ao campo energético que a tudo permeia, criaria mais tarde as estrelas, as galáxias, e tudo o que nelas passou a existir. Não se questionar a respeito disso ou colocar o acaso como sendo a causa da atual complexidade hoje percebida no universo é algo bem próximo ao que C.S. Lewis chamava de “estultice mular” na atitude humana perante a realidade que a envolve. Veja bem o (a) leitor (a) que não estou afirmando que cada um deve acreditar nessa questão. Estou apenas afirmando que a questão referente a “um criador” para o universo já tem indicativos e elementos por demais concludentes e perturbadores que o efeito (a existência do universo) não seja relacionado à causa que os próprios fatos apontam que é a existência de um criador.

Os postulados da física quântica – para a inquietação intelectual de alguns cientistas que simplesmente se recusam a admitir o que é apontado pelo que eles próprios chamam de método científico – determinam invariavelmente a existência de um “observador-criador” situado fora da criação, gerada a partir da singularidade surgida de um modo que ainda não foi decodificado pela ciência.  Mais que isso: esses postulados também afirmam que o tal observador interferiu de modo contínuo, ou seja, “detinha um tipo de poder” que, com o seu foco de observação e de interação no desenrolar dos processos hoje denominados como sendo os primeiros momentos do Big Bang já descritos, foi exatamente esse observador (e aqui afirmo de minha parte: a divindade a que nos referimos) o responsável pela criação, seja do universo “físico-material” ao qual pertencemos, como também das esferas dimensionais adjacentes.

Por existirmos dentro deste universo e de sermos seres “pretensamente pensantes” submetidos aos sentidos do corpo mortal, devemos levar em consideração que, “do lado de dentro”, se condicionados estamos a somente isso poder observar, óbvia é a conclusão de que o “poder” que criou este universo e, mais tarde, a condição humana, deve ter feito isso com algum propósito.  Aqui a questão que se impõe é: qual o propósito do Senhor Javé em ter criado a espécie homo sapiens na Terra? Foi ele mesmo quem a criou ou apenas administrou uma certa questão da geopolítica cósmica que estava ocorrendo na Terra – presença de extraterrestres no passado – quando sequer existia ainda a espécie humana como hoje a conhecemos?

Outro questionamento que deve ser arquitetado por força dos fatos diz respeito ao seguinte aspecto. O que será que ocorreu entre o momento da criação deste universo e ao que depois seria aquele em que a raça humana terráquea seria criada, para que o Senhor Javé ou alguma civilização extraterrena resolvessem criar a espécie homo sapiens na Terra?  As respostas a essas e a outras indagações pertinentes à criação da espécie homo sapiens não serão completamente aqui respondidas, pois requerem obra específica que a seu turno virá. Porém, ao longo do presente trabalho, serão apresentados alguns elementos para que o leitor formule a sua própria reflexão sobre o tema.

Para que a divindade em questão, já com o “status de caída” e prisioneira da própria criação, se visse “levada” a criar mais uma espécie entre as muitas que já existiam, seja no universo ou particularmente as que compunham a natureza terrestre, muito teve que ocorrer. E tudo o que o que aconteceu entre o início deste universo e os tempos que vivemos na Terra simplesmente é total e completamente desconhecido da raça humana terráquea – nem sempre foi assim –, o que deixa este aflito escrevente em situação incomum para transmitir a presente revelação.  Mais ainda se parte desta revelação se expressa por meio do que posso deduzir, com meus erros e possíveis acertos no campo do discernimento, de uma vivência que fui levado a ter, na verdade, praticamente “obrigado a ter” com o tal ser que se afirma como sendo aquele que “um dia”, antes da criação deste universo, era a tal divindade que a tudo isso começou.

Se assim afirmo é porque, por paradoxal que possa parecer ao eventual leitor, nem tudo me é dito por este ser e seus assessores. De modo estranho, eles parecem somente saber os fatos ocorridos, mas não o significado extremo de tudo o que ocorreu e suas implicações espirituais. É como se ainda estivessem procurando alcançar ou construir o entendimento profundo sobre o que está ocorrendo, não na perspectiva que eles pensam dominar, mas exatamente numa outra ótica que parece somente eles passaram a vislumbrar depois do advento de Jesus entre os humanos da Terra.  Desse modo, parte do que aqui está sendo revelado tem como origem as informações que me chegam vindo desses seres. Outra parte tem como procedência os mentores espirituais que sempre me suportam a companhia vibratória. Porém, a “obrigação” de organizar as idéias e arquitetar ainda que superficialmente as aparentes “conclusões” sobre isto ou aquilo, cabe, infelizmente, à minha modesta condição humana, o que me causa desconforto profundo por muitos motivos já expressos.

O mais complexo para o que resta do meu ego – para o conjunto das desastradas opiniões que por mais que me esforce para não tê-las, estas inevitavelmente acontecem no meu psiquismo por força da condição humana, apesar de a elas não me apegar – é este ser afirmar-se como sendo exatamente aquele que compôs o pano de fundo de certas páginas das vidas de Adão, de Noé, de Abraão, de Moisés, e de Jesus, dentre outros. E é ele quem me pede, ou melhor, “me ordena” a isso fazer, ainda que com os erros que me marcam a atitude no campo da compreensão e da reprodução daquilo que penso ter compreendido.  Como o eventual leitor destas páginas pode perceber, a tarefa é, além de desajuizada, passível de todo tipo de crítica, posto que aqui estou me referindo àquele que se auto-aclamou, perante os terráqueos, como sendo o “deus” dos judeus e, mais tarde, o “deus” dos muçulmanos.

Caber a alguém do meu tamanho a afirmativa de que esse “deus”– como ele mesmo tem afirmado insistentemente ter sido o criador deste universo – é “alguém com problemas”, convenhamos, não pode ser uma boa empreitada esta a que me proponho, e somente a realizo pela absoluta impossibilidade de me recusar a levar isso adiante, e somente eu mesmo sei o quanto tentei me “livrar dessa perseguição”.  Assim, consciente do que me espera não me permito contar com a compreensão da parte de quem quer que seja sobre o que se encontra registrado nestas páginas. Apenas “peço desculpas” por ferir suscetibilidades alheias as quais respeito como algo sagrado. Ainda assim, este ser marcou a minha presente existência na Terra de tal modo que não tenho como deixar de realizar o que me é ordenado por ele, além de solicitado pelos mentores espirituais e de outros classes de seres a quem sequer me julgo digno de aqui referir os nomes pelos quais são conhecidos na Terra.

Assim, queiramos ou não, compreendamos ou não, aceitem ou não as religiões, a ciência quântica já decodificou o aparentemente indecifrável: existe um campo que a tudo unifica e conecta e este campo passou a existir a partir de certo momento, e que este foi gerado e continuamente influenciado pela mente-consciência de um ser-observador. Isso é fato, por desconhecido que ainda possa ser para a maioria das pessoas.  Tudo o que estamos aqui acrescentando ao que já está posto é o contexto referente ao ser criador da faixa de realidade que conhecemos.  E nem mesmo isso é inédito já que este assunto vem sendo há muito discutido no seio desta sociedade humana, só que as notícias sobre isso são algo escassas devido às muitas queimas de arquivos ocorridas ao longo da nossa história.

Além do mais, queiram ou não os católicos, protestantes e espíritas cristãos, foi o próprio Mestre Jesus quem confirmou Javé como sendo o criador dos céus e da Terra, aquele que o havia enviado para ajuntar os terráqueos num só rebanho para que o reino dos céus se estabelecesse neste mundo.  Nesse sentido, estou apenas repetindo o que foi apontado por Jesus, apesar de saber que nem tudo ele fez de modo que agradasse ao Senhor Javé, daí o porquê deste ser, mais tarde, ter ordenado a Gabriel, seu assessor, que revelasse o Alcorão a Maomé, surgindo, assim, mais uma “nova religião” nascida sob os auspícios de Javé.

Por que ele tomou essas decisões a princípio conflitantes? O interessante é que a nova religião de Javé passou a rivalizar com as outras que já haviam sido criadas a partir dos seus próprios desígnios, como é o caso do judaísmo e do catolicismo, sendo esta última uma derivação do cristianismo original. Essas questões, porém, serão aprofundadas em outro livro sobre Javé, a cerca do seu “drama terreno”, em especial com o curso que a história terrestre tomou por conta das suas fortes interferências em etapas do passado hoje esquecido. Afinal, muitas das guerras do nosso mundo foram provocadas exatamente pelas religiões advindas das imposições do Senhor Javé. Quanto de responsabilidade dele existe em toda essa história?  Portanto, não há nada de novo no que aqui está sendo abordado, apesar do tema, a muitos, ser totalmente desconhecido.

Não esqueçamos que, ao tempo de Jesus, surgiu um movimento filosófico-espiritual que resgatava “notícias” de um passado já esquecido e envolto pelas brumas do tempo. Esse movimento, que veio a ser conhecido como gnosticismo, apontava para a “incapacidade humana de lidar com o estranho deus-força” que vez por outra se apresentava aos humanos. Esse deus somente se permitia receber dos humanos a submissão absoluta ou então, a sensação absurda de viver sob a égide da “negação absoluta de qualquer esperança”, seria a tônica daqueles que ousassem não se submeter ao seu jugo impositivo. 

Para os gnósticos, a criação vista a partir da Terra era um fruto de um deus mau que torturava a todos os que nascessem no âmbito da sua obra. Nascer na Terra era, para eles, uma escravidão que somente poderia ser superada por meio do verdadeiro conhecimento (gnose).  Para os gnósticos cristãos Jesus é visto como alguém enviado por outro deus, o Pai Silencioso, o Incognoscível, que não teria criado o mundo os céus e a Terra – ou seja, o universo – mas que salvava aqueles que despertavam para a verdade que na Terra não poderia haver qualquer esperança porque o seu criador era um ditador insensível e perverso. 

Veja só o (a) eventual leitor (a) como a questão é complexa e melindrosa!  O fato é que desde que a espécie homo sapiens saiu do controle do Senhor Javé – e isso se deu com o chamado “pecado original”, ou seja, quando Adão e Eva adquiriram a noção do bem e do mal – que chegam “notícias vindas de fora” sobre o estranho deus criador deste universo, normalmente advindas das chamadas rebeliões de “anjos caídos”. Destas, a mais conhecida é a Rebelião de Lúcifer.

O curioso é que as notícias sobre o estranho comportamento desse personagem enigmático e que hoje estão disponíveis para esta humanidade, foram dadas exatamente pelo próprio Senhor Javé, através de Moisés, o que é paradoxal e surpreendente pelo simples fato de que ele não se poupou, não se “melhorou” nas suas narrativas ofertadas aos escolhidos. Mostrou-se como é.

Jan Val Ellam

Livro “O Drama Cósmico de Javé” Capitulo 14

www.ieea.com.br  e  www.conectareditora.com.br

 

“As Memórias de Javé”

Por Jan Val Ellam
 

Capitulo 3  -  “Os Escolhidos” 

Nota do autor terreno.

Observação necessária!

O presente texto não é de fácil leitura, pois contém diversas “idas e vindas” do modo temperamental do “autor” se expressar. Quando fiz esses apontamentos, jamais imaginei, um dia, publicá-los, o que me deixa em situação de desconforto por diversos motivos.

Escrever sobre Javé me é desagradável. Fazê-lo sob sua tutela mental, mais ainda. Discordo de quase tudo que dele vem, não gosto do conteúdo que ele costuma imprimir nas suas “falas” e não confio nenhum pouco no que ele expressa, ainda que afirme jamais mentir, no que não concordo, pois, pessoalmente, já constatei que os seus ardis envolvem, sim, o engano premeditado, porém, sempre com vistas ao cumprimento do que ele afirma ser “o melhor caminho”.

Subordinar as estratégias aos fins, para ele parece não representar nenhum problema no campo da moral e da ética, aspectos que, conforme deduzo, ele desconhece ou, se conhece, ainda está absorvendo os seus significados no que ele chama de “humanização”.

Há textos em que Javé se refere à Jesus com naturalidade. Em outros, como é o caso deste, ele não se permite sequer se referir ao seu nome terreno, por força da sua indignação mesclada as suas recordações em torno de alguns fatos. Ao seu modo, ele parece sofrer com essas rememorações.

Nesse texto, pensei, quando do seu início, que ele fosse traçar uma linha temporal histórica do legado dos seus escolhidos, para reclamar então da minha postura. Mas ele terminou por centrar as suas reclamações, num primeiro momento, em torno da figura de Jesus, para somente depois tratar do resto.

Advirto que o texto não é agradável e nem muito menos deve ser tomado como sendo retrato da coerência do pensamento de Javé, até porque não sei perceber esse alinhamento, caso exista, na sua forma de se expressar.

Provavelmente, devo ter me enganado bastante no entendimento correto do que ele quis ou desejou transmitir.

Essas crônicas, escritas há alguns anos, desde que decidi liberá-las, quando com elas lido, costumo “dar um tempo” a cada momento que identifico a “da vez”, oportunidade em que procuro selecioná-las na ordem cronológica em que foram produzidas. Faço isso exatamente para deixar a “que será divulgada”, aguardando dele, ou de quem em nome dele age, uma solicitação de correção ou uma “autorização” para, somente depois, divulgá-la.

Ainda assim é prudente que toda precaução possível seja assumida pelo psiquismo de quem vier a ler essas páginas.

Jan Val Ellam

Capitulo III  (Javé fala...)

Dentre os arianos de outrora, tomei dos melhores para serem os meus primeiros “sacerdotes” os quais, mais tarde, tornaram-se os brâmanes que me eram então fiéis. Mas a ambição dos meus descendentes em hierarquia era tal (nota do autor terreno: penso que ele se refere a Vishnu e Shiva), que a minha primeira revelação para os humanos foi atropelada pela confusa e contínua semeadura que, os que comigo disputam o poder universal, promoveram em tempos idos da história de vocês.

Perceba bem, ó humano: antes mesmo dos arianos e dos hindus terem surgido e da minha opção pelos brâmanes, tomei do meu primeiro humano a quem escolhi para dar início a minha revelação ao mundo, para que todos soubessem que eu existo e que a tudo criei, os céus e a Terra e tudo o mais que neles existem.

Escolhi Enoch, da linhagem humana por mim preparada desde os tempos do meu Adão, que zelosamente cumpriu com os desígnios que a ele encomendei. Enoch foi o meu predileto. Contudo, os desdobramentos advindos das outras forças da minha criação que atuavam sobre a Terra, deturparam a tal ponto os meus desígnios que do dilúvio me servi para por um basta ao desserviço existencial que tanto me esforço para dele me ver livre, pois esse desserviço é um atraso na minha criação. Por isso, os fortes e mais hábeis promovem a evolução, enquanto os mais fracos a sustentam, para que novas gerações possam surgir. Assim determinei!

Observei que os meus desígnios estavam sempre sendo confrontados por outras forças que não se apresentavam claramente. Mesmo sendo quem sou, não as destruí, e somente percebia os seus ardis, enquanto lamentava, seus frutos distorcerem o que de mim era encomendado para se cumprir na Terra.

Já havia escolhido a “muitos” e a “um só”, para tomar como meu instrumento. Essas forças facilmente corrompiam os “mitos”. Decidi, portanto, a tão somente trabalhar com “um escolhido” e não mais com diversos, como tentei na época dos sacerdotes brâmanes.

Aguardei os fatos, observei as possibilidades, e retomei a linhagem que promovi desde Adão, ao escolher, agora, Abraão, para com ele firmar um pacto, coisa que sequer havia estabelecido com Enoch ou mesmo com os brâmanes.

Firmado o pacto, até hoje preocupo-me em honrá-lo nos termos em que divulguei na Torah — os primeiros cinco livros do Antigo Testamento —, apesar das dificuldades do curso da história.

Sei que você me cobre com “honrarias” quando me aponta como “culpado número um” pelos desdobramentos das minhas escolhas na história da humanidade. Você me acusa de ter escolhido povos e instrumentos humanos em detrimento de outros e disso somente ter surgido intolerância. Culpa tem os humanos que nunca tiveram olhos para ver que eu seria e sou a melhor guarida amorosa e mental que pode cuidar do progresso de vocês. Entregaram-se, porém, ao culto de outros deuses em detrimento do meu zeloso ministério que sempre ofertei a esta humanidade. Alguns viam essa verdade e ainda veem, outros não. Disso é que nasceu o erro, do equívoco humano, e não dos meus desígnios.

Escolhi a “genética de Jacó”, da minha preciosa linhagem, para a partir dele, distribuir a minha versão predileta do DNA humano então disponível na humanidade. Mas isso fiz sem jamais descuidar das outras sequências-padrão que, zelosamente acompanho até hoje, procurando delas retirar o melhor modelo com vistas ao futuro de todos.

A partir desse fato, deixei seguir em livre curso a propagação genética e busquei apoio estratégico em um dos filhos de Jacó, José, e mais tarde em Moisés, a quem deleguei autoridade e força para agir em meu nome, preservando o planejado desdobramento genético das doze tribos de Israel. Moisés, sob as minhas ordens, forjou uma nação de fortes, não nos moldes que encomendei, mas do modo como lhe foi possível.

Forças contrárias — as mesmas, agora acrescidas de outras que me confrontaram ao tempo dos brâmanes — praticamente arrasaram com o meu conjunto de sequências genéticas, delas somente me sobrando a opção do reino de Judá, que representava tão somente uma parte do reino de Israel, pois o resto foi destruído e distorcido pelos dominadores assírios.

Ó Judá, como sonhei em ofertar aos meus filhos e filhas de então os meus melhores cuidados para evitar tanta dor no porvir!

Desde Jacó, porém, que me deixei levar pelo plano proposto e acertado com o meu futuro Messias, ainda ao tempo em que havia escolhido Enoch para me apresentar ao mundo, como também àquele que, dentre os meus anjos, seria enviado à Terra, para cumprir o seu papel de comandar, de controlar e de avaliar, conforme os parâmetros disponíveis na humanidade, quem, dentre os humanos, seria aproveitável para que os meus desígnios pudessem ter livre curso.

Por meio dos meus profetas escolhidos, e pela leitura das suas mentes, sei tratarem-se das consciências que antes haviam me assessorado na tentativa bramânica, e por isso os escolhi para anunciar ao mundo a vinda do meu Messias, daquele que me representaria entre os humanos, para trazê-los de volta ao meu zelo amoroso de pai e de criador.

Por força das suas hesitações, o meu enviado — que jamais assumiu o papel ajustado entre nós — não se utilizou dos seus poderes para exercer o comando que havia me prometido, e as forças que sempre me confrontavam, novamente, atropelaram o processo, e um projeto há muito iniciado se perdeu na complexidade que agora passava a grassar na genética humana.

O meu enviado tão somente usou dos poderes para ajudar a fracos e pedintes, como se isso os transformasse em fortes e produtivos, e ainda usou meu nome para fazer o contrário do que ajustamos, como se nisso houvesse compensação que jamais propus ou aceitei.

Para que descumprir o que as leis da justiça mútua entre os terráqueos estabelece o que deve ser ou não reparado? Por que escolher este e não aquele para ser temporariamente curado? Isso não me apraz! Não sei porque ele fez isso, pois sabemos, eu e ele, que não serão os fracos que herdarão a Terra, mas sim, os produtivos, os fortes voltados para o bem comum. E, se por isso, ele quis significar “pobres de espírito” como sendo os meus herdeiros, teremos tão somente uma questão semântica a ser avaliada. Mas não se confunda humildade, simplicidade, fidelidade a mim com fraqueza!

Se os fracos herdassem a Terra, esta não sobreviveria por muito tempo, pois a natureza da minha criação requer força e alinhamento para com meus desígnios e a superação constante de dificuldades.

Ele me enganou descumprindo o pacto que ajustamos antes de permitir que ele se fizesse humano. Ele se enganou quando transformou os fracos em agraciados e os fortes em pecadores, e quando deixou a entender que do mundo nada se deveria esperar para tão somente se colher no paraíso. Isso está errado! O mundo precisa de fortes que amparem os fracos, pois os fracos não sabem se fazer fortes, e quando tentam nada produzem e novamente os fortes assumem o comando, pois é assim a minha natureza. A Terra precisa de processos que transformem os fracos em fortes, mas sem enaltecer que a fraqueza é um bem, que é um fruto a ser colhido quando não existe árvore que produza que tal o produza.

O cristianismo que nasceu disso não me serve, pois retira uma colheita que eu programei para ser usufruída na Terra, no âmbito da minha criação, e não num céu que não reconheço.

Nesse assunto, não espero que você me entenda e, se algum dia eu puder me expressar para as minhas criaturas da Terra sobre o tema, não poderei esperar a adequada compreensão da parte delas.

Pelo menos agora você está tomando nota do que lhe transmito. Mas é importante que você faça isso para que, no futuro, vocês possam avaliar como estou com a razão.

Nunca acertamos que ele iria curar e ressuscitar pessoas. Para que? Logo depois voltavam a adoecer e no seu tempo morriam. Mas não vou mais falar disso, pois me é enfadonho e penso que para você também. Fica o registro!

Depois dos tempos do meu enviado, procurei novamente Enoch e não mais o encontrei disponível. Tempos depois, o reencontrei no meio dos homens e senti que a sua mente estava arredia em relação a mim.

Tive que recomeçar o meu desígnio genético a partir do ponto que permanecera ativo até antes da vinda do meu enviado, pois nada colhi como resultante de todo aquele desperdício promovido por ele e pelos que confiei a tarefa daquele tempo. Do meu enviado, não restou o legado genético que ele se comprometera comigo como forma de prolongar a posteridade do projeto ao qual mais e dediquei. Traiu-me ou se enganou! Ele mesmo precipitou os fatos daquele tempo e eu não os modifiquei, pois não cabia a mim retirar das suas mãos o cálice que ele encheu com a sua teimosia. Não cumpriu o que ajustou comigo e ainda por cima queria que eu desfizesse a colheita que ele semeou. Ele foi quem desfez o que estava pactuado.

Retomei a minha meta de ação, cumprindo mais uma parcela do meu pacto com Abraão, e novamente busquei a quem me era fiel. E foi assim que o meu amado Maomé se fez o meu emissário. Cumpriu fielmente os meus desígnios, não sendo dele as distorções que a humanidade sempre promove em tudo que faço. Construiu, ele também, uma nação de fortes! E pena que os caminhos desta humanidade sempre se percam por entre os descaminhos que a desobediência produz. Muitos assumem as funções de mando, no comando dos povos, mas delas não dão conta, porque são fortes em esperteza e fracos em sabedoria. Impera a mediocridade. A culpa não é minha!

De tudo isso restaram as promessa feitas por mim e pelos meus enviados, tanto os que me foram fiéis como os que desfizeram os meus caminhos.

Aqui estou, tentando cumprir mais uma vez com a minha parte, enquanto aquele responsável pela coautoria das promessas feitas, coloca-as à minha frente, na expectativa sempre renovada de que eu autorize o derradeiro período, a última etapa que preciso cumprir para com os humanos da Terra, para que todos os meus pactos que assumi e anunciei — ainda que não cumpridos por parte dos meus enviados — eu os cumpra fiel e plenamente. E o farei!

Nesses últimos tempos, novamente procurei a todos com os quais já me vinculei e que me eram fieis, mas somente a assinatura da sua consciência pessoal me estava disponível.

No meu mapa de possibilidades, para esse tipo de tarefa, a sua consciência foi a única que estava disponível entre os homens e que podia cumpri-la. Contudo, novamente lhe permiti me conhecer, mas dessa vez, a sua opção pela insubmissão me deixou desalentado e furioso, sem outra hipótese a curto prazo. E existe, sim, um prazo em curso, estabelecido por mim mesmo, e em nome desse fato é que abro mão da sua submissão, desde que faça pelo menos parte do que lhe peço.

Tudo o que pedi, ao meu escolhido de agora, você se recusou a fazer. Um simples pacto, você refutou. Ofertei o que sempre julguei ser o que os humanos desejam de mim; você afirmou somente “querer distância”… Assimilei a sua frieza para comigo, afinal, fui obrigado a lhe impor severa sanção pela sua sempre renovada postura de nada querer saber a meu respeito. Tentei, por muitos canais chegar até você, para tratarmos do cumprimento da última parte dos pactos por mim assumidos, mas você sempre tratou o meu esforço com indiferença acintosa. Faltou-me com o respeito repetidas vezes, sem que eu nada lhe tivesse feito. Você me obrigou a lhe empregar ardis para que meus desígnios pudessem ser agora retomados. Paguei o preço de ter que agir de modo cruel quando não era essa a minha intenção. Mas tive que fazê-lo, pois não deixo de realizar o que precisa ser feito, por força de conveniência tal ou qual, ou porque não vai ser conveniente para alguém. Não cuido das minhas, muito menos cuidarei das quem me endereça indiferença, ingratidão e insubmissão.

Do que lhe pedi, somente alguns escritos e temas abordados em palestras você tem produzido. Que seja!

Conheço todos os pacotes mentais humanos: desde o da mais prestimosa submissão, que tive no princípio, até a mais absurda insubmissão, que nem mesmo meus anjos caídos a isso se propuseram, nesse nível. Conheço, portanto, todos os seus pacotes mentais, ó humano!

O que mudou? Em mim nada se modificou, a não ser a minha cota de humanização por meio da qual tenho me esforçado para compreender a natureza de vocês. Se estive por trás da cor de cada rosa, do perfume de cada flor, do canto de cada pássaro, do andar de cada ser humano que aprendeu a se por de pé e caminhar na jornada da vida que promovi, por que, então, a mudança da sua consciência?

Eu mesmo respondo: agora você optou por se deixar levar por outras influências, as tais que sempre confrontaram os meus desígnios. Traiu-me também. É o que posso atestar! Mas lhe compreendo e não mais lhe imporei nenhum fardo! Lamento não poder consertar o que já está posto, pois nem mesmo você me ajuda a assim fazê-lo.

Mais um pouco e, com ou sem a sua ajuda, farei cumprir o meu mistério, o meu compromisso pactuado no passado será expressado nos moldes em que desde então determinei.

Confesso não saber porque os que sempre me foram fiéis não me estão disponíveis na Terra. Deve ser estratégia das forças que me são sempre contrárias, que às vezes conseguem me surpreender com sua estratagemas. Mas deixo que isso aconteça e contenho meus anjos para que tão somente observem.

Ainda que os humanos não me compreendam e não atendam a meus chamamentos, deles não me aparto, pois sou pai zeloso, e se com eles comecei essa nova forma de vivenciar a vida, por meio da natureza especial que lhes marca, cujas características não mais as destinei a qualquer outra espécie de seres vivos na minha criação, com eles finalizarei a etapa que prometi cumprir, quando os tempos fossem chegados, e falta muito pouco para que assim o determine.

Ano de 2013.

Cortesia do IEEA  -  www.ieea.com.br

 

"Rebelião de Lúcifer"

(Livro de Urântia)




 
Comentario de Jomarion  com base no “Livro de Urântia”

A Rebelião de Lucifer permeia a narrativa do "Livro de Urântia" de forma sutil.
Sente-se que é um "assunto tabu" e nota-se uma ponta de "raiva" dos narradores com relação a Lúcifer.
Um dos narradores se apresenta como “Mensageiro Poderoso”, um Manovandet Melquisedeque, a serviço de Gabriel em Salvington, outras vezes o narrador é o próprio Gabriel e em outros documentos ele não se revela (narrador oculto).
Interessante destacar que a "Rebelião de Lúcifer" é um assunto "pendente" até hoje, do ponto de vista cósmico, o julgamento se arrasta há milenios incontáveis e a sentença final (julgamento ou veredicto) ainda nao foi expedido!
Penso que este assunto tem a ver com a divindade/criadora JAVÉ e sua criação imperfeita.
Se procurarem o significado do nome "Lúcifer" voces vão encontrar: portador da luz, estrela da manhã e filho da alva... mas para mim (Jomarion) ele soa claramente como LÚCIDO ou aquele que despertou, que enxergou, que viu o que estava oculto e não gostou! O que aconteceu depois (queda de muitos) não sei avaliar e nem me atrevo a julgar!
Analisemos alguns trechos pinçados do “Livro de Urântia” para reflexão.

(Observações em roxo são de Jomarion deste blog).
 
"Livro de Urântia"  Documento 53 - "A Rebelião de Lúcifer"
 
(Jomarion... pequenos trechos/sementes para reflexão e estudos)
 
"...Lucifer era um brilhante Filho da Luz da ordem Lanonandeques de Nebadon... onde era "Alto Conselheiro" apontado por Melquisedeque como uma das 100 personalidades mais capazes e brilhantes deste Universo..."
 
"...Lucifer era perfeito até que caiu em erro e sucumbiu ao Ego... seu pecado foi "rejeição da lealdade universal" e desrespeitar o Governo do Filho do Criador - Cristo Michael..." (Jomarion... o que teria levado um ser de tanta luz a rebelar-se? porque rejeitou a lealdade ao criador (Javé)?
 
"... de 10 mil mundos habitados em evolução neste Universo,  três (3) seguiram Lucifer... Lucifer reinava em Jerusém (capital de Satânia)  junto aos "Pais da Constelação" onde dirigia a evolução de 607 mundos... hoje Lucifer é um "soberano caido" e deposto..."  (Jomarion... vejam a semelhança dos nomes Jerusem para Jerusalem e porque  nosso sistema se chama “Satânia” que significa “Terra de Satã”?)
 
"...ao ser expulso de seu cargo Lucifer convidou Satã (também um lanonandeque) para ser seu advogado e este se tornou seu braço direto... um terceiro personagem se aliou a Lucifer e Satã, foi Caligastia o Principe Planetario de Urântia antes da vinda do Cristo Michael..."
 
"... quando Cristo Michael encarnou em Urântia os tres (Lucifer, Satã e Caligastia a quem chamavam de Diabo) aliaram-se para abortar a missão de Jesus... e para isto contaram com a ajuda de Belzebu - chefe das criaturas do inferno... todos tinham como simbolo o "dragão" e quando Michael foi vencedor em sua missão todos foram presos por "uma idade" até o “Dia do Julgamento”..."
 
"... Lucifer e seu aliado Satã reinaram em Jerusém por 500 mil anos quando começaram a "questionar"  o Pai Universal (Jomarion... não estariam questionando o Criador Javé?) e seu Filho Michael (Jesus)... ninguem soube explicar o porque disto acontecer... ideias rebeldes surgiram em sua mente... antes disto Lucifer era como irmão do Cristo Michael (Jesus)...  Lúcifer sumiu por 100 anos e quando voltou criticava abertamente o plano de administração deste Universo..." (Jomarion será que Lúcifer enxergou em Javé a divindade caida e adoentada psicologicamente?)
 
"... as coisas se precipitaram com uma visista de Gabriel a Jerusém, Lucifer se irritou e emitiu a "Declaração de Liberdade" da hierarquia vigente... Gabriel sentiu a ruptura e foi tomar providências nas estancias superiores contra a nascente rebelião..."
 
"...Lucifer achava que a rebelião seria boa para o Sistema de Satânia e para o Universo...foi oferecido a Lucifer  perdão e re-integração desde que ele admitisse seu erro... isto não aconteceu... o proprio Michael ofertou um plano de perdão mas Lúcifer ficou irado e mostrou desdem e desprezo por Michael..."
 
"...Lucifer elaborou então o que ficou conhecido como o "Manifesto de Lúcifer" onde ele questionou até a existência de um pai universal, afirmou que o Universo se auto-cria e que o Pai era um mito inventado pelos "Filhos do Paraiso"... a criação era uma fraude e que em torno de "deus" giravam segredos nunca explicados..." (Jomarion...vejam que revelação perturbadora!)
 
"... Lucifer questionou Cristo Michael de assumir o governo do Universo Nebadon em nome de um pai hipotetico... e que os governos locais deveriam ser autônomos... também foi contra o "esquema de adoração" em torno deste pai... afirmou que reverencia era ignorância... (Jomarion... nisto ele estava certo, um Pai Amantissimo e Compassivo jamais “exigiria” reverencias e adoração!) chamou os “Anciões dos Dias” de tiranos e usurpadores pois se intrometiam nos governos locais... lembrando que a imortalidade era direito de todos pois era natural e automatica... todos poderiam viver eternamente não fosse as arbitrariedades dos Anciões dos Dias..."
 
"...Lucifer discordava do Plano Universal de Ascensão... era lento e longo demais... uma falta de respeito para com os "mortais ascendentes" e afirmou que “os mortais eram escravos de hierarquias desiquilibradas"... (Jomarion... Lucifer “viu” a verdade sobre Javé”? ... após estas declarações Deus  (Javé) mandou trevas e mortes para esta criação..."
 
"... esta rebelião foi a 3ª no Universo de Nebadon, as duas primeiras foram controladas e Lucifer disse que capitularam por falta de liderança, mas que esta seria diferente... se auto proclamou lider dos melquisedeques e reuniu principes planetarios leais aos quais prometeu mundos para governar..."
 
"... Lucifer apregoava que a "maioria" deveria governar (Jomarion... democracia ou seria demo-cracia  um Governo do Demo, literalmente?) e se tornou arrogante, desafiando abertamente Michael, Gabriel, Emannuel  e os Anciões ... apesar disto foi permitido a Lúcifer se organizar em seu próprio governo e aliados... mas Gabriel achou por bem isolar o Sistema Satânia com quarentena sem prazo para acabar..."
 
"...por  200 mil anos Michael não interferiu no governo de Lucifer e Satã... mas Gabriel achou por bem recorrer a instancias superiores e pediu julgamento para Lucifer... Michael, depois do sacrificio em Urântia tornou-se Diretor Supremo deste Universo..."
 
"... Gabriel reuniu hostes leais em Satânia e rumou para Jerusém, houve "guerra nos céus"..." Cristo Michael e seus anjos leais lutaram contra o "dragão" ... a bandeira de  Gabriel era branca com 3 circulos azuis concentricos... e a bandeira de Lucifer era branca com um circulo vermelho ao centro e dentro deste um circulo negro..."
 
"... a rebelião se espalhou por Satânia e 37 lideres planetarios aderiram... Caligastia era o Principe de Urântia e também se aliou a Lucifer e Satã... a humanidade ainda jovem, primitiva e ignorante deixou-se seduzir... a querentena imposta ainda persiste enquanto Lucifer viver... aguardando julgamento..."
 
"... 1/3 dos anjos planetarios caíram com a rebelião... a maior adesão veio dos serafins que atuavam nas capitais dos sistemas, 1/3 foram perdidos... João Evangelista viu este cenario e escreveu: um grande dragão vermelho, atraiu com sua cauda, a terça parte das estrelas do céu e as jogou na obscuridade"... 681.217 filhos mortais se perderam em Satania e 95% cairam com Lucifer... um grande numero se perdeu com os principes planetarios rebelados... foi o maior desastre na historia de Nebadon... "
 
"... Lucifer e Satã se infiltraram nas escolas dos planetas rebelados  e estas mentes foram perdidas...todos os outros universos acompanharam a rebelião com interesse... isto durou até a vitoria do Cristo Michael em Urantia quando então os rebelados foram presos e a rebelião teve fim..."
 
"...Gabriel rogou aos tribunais do Universo pela destruição dos rebeldes, mas não foi atendido... (Jomarion... porque o Centro do Universo, a Casa do Pai, não atendeu Gabriel?) ... Jesus decretou que nenhum principe rebelado teria qualquer poder sobre os humanos e que  nenhum caido poderia invadir as mentes e os coraçãoes dos filhos de Deus...Caligastia ainda vive em Urantia... "
 
"... Michael (Jesus) ofereceu perdão aos rebelados e aqueles que se arrependeram estão em Jerusém, prestando serviço, enquanto aguardam o julgamento final... tem-se hoje que Gabriel é o maior inimigo de Lucifer... este está preso na "esfera um" de Jerusem, aguardando o Juizo Final... quando se espera a pena maxima - decreto de extinção ou aniquilação (morte eterna) para Lucifer"
(Jomarion... será que Deu/Pai  Centro e Fonte de Amor, condena pessoas a morte eterna?)
 
"... foi permitido a Satã, fazer visitas periodicas aos principes apóstatas dos mundos caidos, até que estes recebam um Filho de Deus...  Satã está preso, sem apelação, nas prisões de Jerusém... foram criados 7 mundos/prisões, de escuridão espiritual, em Satânia para mostrar que o caminho do transgressor é duro...e a quarentena continua..."
 
"... os deuses não criaram o mal... e não permitem o pecado e as rebeliões... o pecado existe em potencial nos mundos de livre arbitrio... mortais imaturos cairam com Lucifer porque não conseguiram discernir a verdadeira liberdade da falsa liberdade... criaturas movidas pelo Ego não devem enfrentar os Governantes Supremos ... todas as criaturas aspiram cumprir a vontade do Pai...(Jomarion... qual pai? O Pai/Criador Javé ou o Pai/Fonte/ Suprema?)
 
"... os deuses criadores permitem o mal e o pecado porque os seres têm livre arbitrio... a Justiça Divina demora porque se espera o arrependimento dos transgressores... a justiça espera que os efeitos do grande pecado sejam apagados no pecador e nas vitimas..."
 
"... porque os governantes dos sitemas envolvidos permitiram que Lucifer e Satã semeassem a discordia por tanto tempo?... muitos destes motivos são revelados para nós... a misericordia requer que os rebeldes tenham tempo para refletir... nenhum pai se precipita para condenar um filho... Emannuel, irmão de Michael, aconselhou a este que esperasse... julgamento e veredicto da Trindade do Paraiso... "
 
"... existem mais motivos para a tolerância com Lúcifer e a demora pelo seu julgamento, mas  não me é permitido revelar (diz Manovandet Melquisedeque o "Mensageiro Poderoso")  muitos dos aspectos problematicos da administração  deste Universo serão compreendidos só no futuro..."
(Jomarion pergunta: Que aspectos problemáticos seriam estes?)
 
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"O Drama Cósmico de Javé"




*Atenção leitores deste blog: foi relançado o primeiro livro da "Trilogia Javé"  - "O Drama Cósmico de Javé" de Jan Val Ellan - estava esgotado. Trata-se de leitura imperdível e importante para esta Era... A venda na... ieea@conectareditora.com.br *

Acendem-se as Luzes do Universo... desde que a divindade criadora se viu decaida e prisioneira de sua própria criação, percebeu para seu desespero, que somente poderia contar  consigo mesmo para levar a bom termo o que havia iniciado... ao longo do tempo... formou sua exuberante personalidade conhecida atualmente por Javé...e... seiscentos milhões de anos terrestres após o início conseguiu finalmente plasmar os “primeiros astros azuis” – as estrelas da primeira geração – acendendo assim as primeiras luzes da sua criação...
Ler alguns capitulos nos links abaixo (cortesia do IEEA):
 
http://ieea.com.br/drama-cosmico-de-jave-cap-8/
Vídeo “O Drama Cósmico do Criador” assista aqui: http://jomarion.webnode.com/videos/
 

 

Revelações de Pandora

(Trechos escolhidos do Livro "O Sorriso de Pandora" de Jan Val Ellam)

Os terráqueos que ainda se sentem compulsivamente inclinados a sempre se corromper, sob à perspectiva de uma moral mais elevada, vendendo facilmente a sua alma pelos valores impostos pelas circunstâncias do cotidiano, como também das “grandes jogadas da esperteza”, são carregadores de um germe da corrupção demoníaca num nível que sequer imaginam. Isso implica que seus espíritos também já jornadearam pelas muitas estirpes demonizadas ao longo de um tempo cujos painéis somente agora começam a ser resgatados com propriedade, posto que a “semente da sujeira da corrupção” se encontra essencialmente marcada nos arquivos da mente espiritual.

Os corruptos da Terra — que também são os corruptos dos ambientes espirituais — infelizmente, apontam hoje para o emblemático desenho de um DNA com fortíssima marca de certos compartimentos de genes herdados da transição entre corpos demoníacos e humanos biológicos, da qual eu mesma fiz parte e fui a iniciadora do processo, como já referido.  Aqui me referi explicitamente aos que não sabem viver sem a corrupção e que procuram as situações em que dela podem se valer!

Há, ainda, aqueles que doentiamente usam de artifícios para impor a sua vontade, a sua opinião, enfim, o seu jugo sobre os demais. Estes também carregam o gene demonizado doentio. Se for bem observado, facilmente se observará, atualmente na Terra, dois movimentos bem distintos das pessoas... algumas poucas que estão naturalmente desenvolvendo os poderes espirituais, enquanto outras estão desgraçadamente acionando uma maldita herança do germe do poder mental demoníaco, quando agem como “ultra-espertos” ou egocêntricos ao extremo.

Uma certa feita, Jesus chamou de “raças de víboras” a alguns agrupamentos humanos que cultuavam a esperteza como meio principal de vida. Que seja! Ele só esqueceu de dizer que aquela doença tinha uma raiz mais profunda, e que o problema era tão desagradável que residia na primeira figura de toda essa história, que era exatamente a que exigiu, mais tarde, que ele viesse a ser crucificado, não lhe livrando de um cálice... Quando um ser do porte de um Shiva afirma que a angústia e amargura se encontram presentes em todos os quadrantes da criação, é dever de qualquer pessoa sensata refletir sobre o assunto, e não esquecer do que foi dito para passar melhor movido pelas “pílulas azuis” da vida, enquanto esta se escreve por meio das “vermelhas”.

O “eu espiritual” de cada um de nós é um “alguém” ainda por ser conhecido pelos seus próprios egos transitórios da vida terrena. Não há um só alguém do lado de cá, com traços demoníacos ou não no seu currículo existencial, que conheça em grau superlativo a essência e o porquê das coisas serem como são. Mesmo em níveis superiores, que já me foram dados acessar por razões de estratégia de mentores espirituais elevados que acompanham os meus movimentos — e penso que definitivamente o são — nem deles pude receber a “certeza” de que podem explicar tudo, ou pelo menos, o porquê da criação indevida de Caos. Eles não sabem! Ainda procuram compreender para sistematizar o que pode e deve ser feito como foco de esclarecimento para ser ofertado além das fronteiras do campo amoroso que a tudo deve envolver.

Mas as “crenças cômodas” vendem essa receita como se fosse verdade e bilhões de seres encarnados e desencarnados vinculados à espécie homo sapiens embarcam nessa fé estéril e improdutiva. Os “sagrados” jamais poderão fazer pelos outros o que cada um precisa fazer!  Jesus se conduziu para uma situação a qual é desconhecida por todos os que daqui conheço. Contudo, ele deixou um legado que terminou conduzindo esta humanidade a uma situação limite para a qual, sem a sua presença, parece não existir solução à vista, e foi ele mesmo quem assim ressaltou. Observando de onde me encontro, sou das que pensam que o curso dos fatos já podia ter sido modificado há muito tempo, lá atrás, em alguma página de uma passado que não aconteceu por força das opções assumidas por alguns.

Por que sofrem todos os que passam a existir? Desde que os seres biológicos animalizados surgiram, todos mergulhamos nas cores das suas espécies e, através de um novo “modo de enxergar”, aparecem os nomes de um Zoroastro, de um Jesus, de um Sai Baba, tentando dar respostas que não se coadunam com os fatos, porque sempre falta algo que fica para uma “próxima vida” ou para uma “próxima vinda”.  Infelizmente, a humanidade está ainda muito longe de superar os padrões primários da conduta demoníaca. Foram poucos os que conseguiram superar esse obstáculo psicológico que impede o avanço planetário rumo ao porto seguro do “progresso espiritual”, este sim, o verdadeiro e único fim pelo qual vale a pena existir. O resto é viés da doença presente na cultura demoníaca, triste herança dos “senhores da lila” iniciadores de toda essa enigmática situação que obriga a que todos enfrentem as mais absurdas situações existenciais, por força dos seus caprichos e esquisitices pessoais! Isso tem que ter um fim!

Das muitas características “estranhas” da doença dos demônios, sob à ótica terrestre, a que mais chama a atenção, seja dos clones próximos ao criador como também dos humanos, é a sua conhecida, porém, incompreendida capacidade de se metamorfosear. Já, os dos demônios, devido ao genoma que lhes marca a “condição mental frouxa” e o descompasso entre esta condição e a manutenção de corpos estáveis, os mesmo se encontram sob o efeito, em grau superlativo, da força mais forte que atua no âmbito da criação, seja nos genos ou na faixa universal em que vivem os humanos da Terra.

Na cultura terrena, esta “força mais forte” é, agora conhecida, como energia escura — em uma das suas faces. Essa energia corresponde à força tamas, oriunda da mente daquele que veio a ser conhecido como Shiva/Tártaro, que obriga a que o universo, e tudo o que ele contém, se expanda para o seu cenário final. Isso implica que o aspecto material denso da criação, simplesmente, um dia se decomporá. Essa força que já está provocando danos muito mais horripilantes nos ambientes das moradas desses seres demonizados e, equivocadamente endeusados...  

Dia virá em que o conhecimento oficial da Terra terá que publicar nas suas manchetes que, as forças que deram origem ao universo se originaram em mentes superiores, e aqui não se deve esquecer que quando se aponta que a força tamas veio de Shiva, na verdade, implica afirmar que essa força veio da mente do ente superior que depois mergulhou na criação e assumiu a forma demoníaca chamada Shiva. E não vai demorar tanto assim!

É de boa estratégia que as novas gerações que surgirão a partir da segunda metade do século XXI, quando disso souberem, não menosprezem o legado demoníaco, até porque ele simplesmente reponde por quase tudo que existe na base da formação de muitas das espécies animais da natureza terrestre e, em especial, na da própria espécie humana. Descender dos macacos, como equivocadamente muitos humanos ainda pensam, numa deformada visão da tese darwinista, já é por demais desagradável para o orgulho da estirpe, quanto mais agora essa notícia, de uma possível descendência das classes demoníacas.

Os terráqueos, para a estranheza geral do cosmos — pelo menos dos desinformados que ainda estão procurando compreender o que se passa — os detêm em altíssimo potencial de expressão, disponível no genoma que os marca. Isso é raro!

Um dos mais chocantes aspectos da questão é que uma aberração, quando de si tem consciência, passa a se achar “normal”, e tudo o que ela passa a fazer, soa no seu psiquismo como “natural”. Quando essa aberração “evolui” em alguns padrões, atinge um segundo estágio no qual passa a perceber que os demais monstros que ela gerou, além de alimento, podem ser também criaturas-ferramenta da sua vontade, das suas necessidades sempre imperiosas.  Eu rompi com isso! Como Pandora, fui o primeiro ser humano a dizer “não” à questão da “criatura-ferramenta”. Despertei e passei a ser alguém com liberdade mental, e paguei e pago milhões de vezes o preço da minha liberdade. E a “revolução” que, sem querer, iniciei, teve como seio esta humanidade já que fui o seu primeiro membro a “despertar”, e nunca precisei de maçã ou de serpente..  Jamais quis dominar a quem quer que fosse, apenas procurei e procuro exercer o inalienável direito de ser, como decidi ser, a partir do que me foi legado pelo jogo dos deuses que erraram feio na sua pretensão.  Jesus também disse ao criador enlouquecido um sonoro “não”, ao se recusar a dominar os humanos da Terra pela força, como desejava o “deus bíblico” ao enviar o seu “messias”.

Oh, como somos todos aparentemente heróis e bandidos de uma história que não criamos, de um enredo jamais sonhado e de uma produção criminosa que nunca deveria ter sido efetivada. Mas foi, e o diretor enlouqueceu desde o seu primeiro momento, e todos os que se fizeram atores desse drama, foram e são falsamente tidos como bandidos e heróis. “Criminosos” são poucos, penso que só os originais. Heróis, somos todo o resto! A represa dos tempos desfez-se. A inundação das informações do que estava oculto agora começa a encharcar todos os caminhos do futuro. A estupefação será geral quando os tempos da semeadura, do que doravante será veiculado, estiverem maduros. E esse momento não tarda!  Desagrada-me ver alguém como Caos/Javé que deseja ser amado, venerado, idolatrado, seguido, exaltado, glorificado, até porque tudo isso confronta o padrão de simplicidade espiritual que é ostentado pelos seres realmente de padrão superior.  Despertem, ó crianças! 

Comparando o que pude daqui assistir no tempo de Sócrates e no de Jesus, tomando apontamentos das conversas socráticas reveladas por Platão e daquelas ocorridas entre Jesus e seus seguidores, dói-me ter que escrever o próximo capítulo porque, se posso enaltecer, deveras, o produzido pelo primeiro grupo, temo não poder dizer o mesmo do que surgiu a partir do segundo.

Espanta-me, apenas, não saber por onde andam alguns desses espíritos evoluídos, superiores, divinos, que quando por aí passaram pontuando luzes e esclarecimentos, sempre souberam que o “realizado” não foi suficiente para promover o progresso espiritual dos terráqueos. Ainda que aplicados, esforçados, amorosos, sábios, poderosos, o caos na Terra é tamanho que a multiplicação de problemas supera em muito qualquer possibilidade de solução planetária.

Sinceramente, perdoem o meu aparente rompante, mas tenho acompanhado a quantidade de mensagens espirituais que aportam na Terra nas últimas décadas, e o aspecto “politicamente correto” que médiuns e espíritos comunicantes têm emprestado ao conteúdo das mesmas, parece primar pela elegância, esquecendo-se da análise real do que foi produzido. E reafirmo que não me encontro em nenhum umbral ou inferno. Muito ao contrário!

Cuidado com o “ide e pregai”.  O “ide e pregai”, pretensamente dito por Jesus, jamais foi no sentido de prosélito ou de aprisionar quem quer que seja numa visão religiosa. Era o seu legado filosófico, a sua ternura, o seu amor ousado e maduro, era, enfim, sobre o conjunto do lado suave do seu testemunho que Jesus um dia sonhou ver reproduzido para os seres humanos.  A sua “boa nova” nada tem a ver com a teologia orquestrada pelos seus seguidores.

Mas o “ide e pregai” tem servido como meio para todo tipo de infantilização das palavras e das intenções de Jesus, e os que isso fazem ainda se arvoram em seguidores de Jesus, e donos da administração do seu legado. Ah, os seguidores…. O taoísmo refinado não faz prosélitos, o budismo idem, mas o cristianismo faz. Por que? Qual a serventia? Dominar a mente de todos na Terra? D

Se o “ide e pregai” for referente à importância do amor, sou eu a primeira a querer absorver tudo e mais um pouco, pobre que sou em expressão amorosa. Mas se a pregação for para fazer valer o vício psíquico avassalador que prega a dependência e desconstitui a liberdade intelectual tão longamente conquistada pelo gênero homo e pela espécie sapiens, mil vezes possa, mil vezes tentarei gritar contra a falsidade do processo.  Esses seres costumam tomar das bem intencionadas e maravilhosas sementes ofertadas por um Jesus, e as transformam numa rede de captura de incautos para alimentar a soberba e os caprichos de divindades mais falidas do que os “pecadores terrenos”.

As mitologias foram geradas antes que as religiões atuais surgissem sobre os seus escombros. A afirmação pode parecer simplória, mas não é: o que hoje é classificado como mitologia, um dia foi revelação.

Jamais, entre os terráqueos, esteve presente a questão referente a um Deus com “D” maiúsculo, amoroso e verdadeiramente onisciente e onipotente para além das fronteiras dessa criação problemática — essa abordagem ainda está por vir. O “conceito maior” sobre Deus, sempre esteve poluído pela compreensão menor imputada ao psiquismo humano. Mesmo a Revelação Espiritual, refere-se a um Deus perfeito em seus atributos, mas o vincula a esta criação cheia de mazelas, onde todos se sentem compelidos, pelo DNA que possuem, a matar o que necessário for para sobreviver. Convenhamos!  O que Caos/Javé fez no seu tempo, foi apenas se auto-afirmar como sendo, dos deuses até então conhecidos pelos terráqueos, o único verdadeiro, o mais poderoso, no sentido de ter sido ele o criador dos demais deuses. Portanto, o que hoje é taxado de mitologia (lenda, mito) precedeu em muito o abecedário das religiões que surgiriam mais tarde.

A questão é que pude acompanhar dos ambientes espirituais, tanto um quanto outro episódio histórico, ambos ocorridos ao tempo da cultura traduzida depois como sendo “grega”, onde verdade e mentira eram utilizadas conforme a conveniência dos “deuses”.  Sobre o primeiro, devo tão somente ressaltar que, quando Zeus, por volta de 800 a.C., não mais controlava os terráqueos, tomou a decisão de deixar a cargo das Musas revelarem o que elas tinham registrado como sendo a “verdade” para a nossa cultura de então, ele estava agindo com boa intenção. Pelo que sei, Zeus tomou essa decisão, alicerçado na sua boa vontade de ser honesto para com os “semideuses”, gerados por ele, como forma de, no futuro, ocorrer um desdobramento desses fatos quando os tempos permitirem. Essa expectativa tem a ver com um tempo futuro quando os humanos da Terra começarem a se espalhar pela galáxia.

Não se iludam: o destino dos seres biológicos do universo é deixarem seus mundos naturais para viverem em “superestações espaciais” universo afora.

Livro “O Sorriso de Pandora” -  Jan Val Ellam  -  Conectar Editora  -  Cortesia do IEEA  www.ieea.com.br

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"O Drama Cósmico de Javé"

 

Resumo por Jan Val Ellan até o capitulo 14

 

A divindade criou a singularidade/matriz energética de tudo o que existe enquanto sua criação.

A divindade sofreu o decaimento e hoje se expressa por meio da personalidade conhecida como Javé.

Javé, durante algum tempo, teve forças para atuar conscientemente sobre a matriz associada a sua mente, que era e é, apesar de deformada, a mesma que a criou.

Há algum tempo cósmico ele perdeu esta condição por força dos seus problemas.

Tudo o que de “vivo” foi sendo criado no âmbito da faixa de realidade mais densa da sua criação, ou seja, no universo em que vivemos, foi tendo um “campo morfogenético holográfico” associado a uma das mentes de seus assessores assim designados pelo Senhor Javé.

Isso implica que cada espécie cósmica tem uma espécie de “patrocinador mental” ou “padrinho vibratório” que sofre ou vibra em todos os diapasões possíveis com absolutamente tudo o que os membros daquela espécie fazem e sentem.

No caso das espécies não-pensantes somente o fator resultante da vibração da espécie é que é “recebida” pelo Senhor Javé, e isso implica em uma série de problemas impossíveis de serem entendidos por esta humanidade.

No caso das espécies ditas pensantes aqui é que o problema se complica porque o Senhor Javé recebe invariavelmente o fluxo individualizado de cada um dos filhos indiretos ou diretos, via clonagem, reprodução sexuada ou assexuada, e de outros modos impensáveis para o nosso conhecimento.

Em o Senhor Javé se vitimando e decaindo cada vez mais ele leva consigo todos os membros da sua hierarquia de clones a sofrerem o mesmo problema – à exceção daqueles cujas consciências espirituais já despertaram muito ou pouco permitindo assim que possam administrar o fluxo doentio das vibrações do Senhor Javé sem que isso os vitime sobremaneira.

Javé também repassa inconscientemente – para cada individualidade dos seres que direta ou indiretamente herdaram seu DNA – o fluxo da sua doença pessoal, o que acarreta um número impressionante de doenças energéticas que vitimam aqueles cuja vibração pessoal não se encontra “gozando de boa saúde” – infelizmente esse corresponde ao caso da quase maioria das pessoas da Terra.

O único antídoto contra essa contaminação indesejável é a “saúde espiritual” que cada individualidade pode produzir em si mesma pelo necessário e inadiável exercício do amor como expressão de cidadania pessoal, associado a um mínimo de “sabedoria existencial”.

Com quase todas as mentes afetadas por um contexto doentio, o “astral-espiritual” condensado neste universo, e nas realidades paralelas a ele adjacentes, simplesmente impede e dificulta mais ainda que as mentes não adoecidas possam intermediar o problema agindo sobre a matriz energética de modo a direcioná-la no sentido do belo, da harmonia e do amor. Afinal, esta é a única maneira de administrar o aspecto evolutivo da obra da divindade decaída que se assenta “sobre” e “com base” na tal matriz.

Em outras palavras, é como se essa matriz tivesse que ser bem trabalhada por mentes poderosas e sadias. Contudo, por força das circunstâncias, ela é acessada a cada momento por absolutamente todos os cidadãos mergulhados na criação da divindade. Esse fato tem provocado uma espécie de curto-circuito há alguns bilhões de anos e isso seria o principal fator no descontrole operacional desta criação que envolve o universo em que vivemos.

A espécie homo sapiens, devido ao modo como foi criada e por ter sido a “última” das espécies cósmicas gerada a partir do DNA do Senhor Javé, por primitiva e animal que seja, possuiria algumas características que até mesmo os anjos e arcanjos teriam algum tipo de “inveja” – perdoem-me as palavras, mas não tenho outras. Esse aspecto transformaria esta espécie humana em “especial”, não pelo que ela já fez até hoje, mas sim, quando espíritos melhorados nela encarnarem ou reencarnarem, poderá vir a fazer em tempos breves, e isso parece ser muito mais importante do que pode ser atualmente vislumbrado por qualquer homem ou mulher da Terra.

Como o Senhor Javé perdeu a condição de comandar, de forma sadia, a administração do processo em curso, faz-se necessário que outras mentes poderosas se associem à dele no mister coordenador dos rumos do processo evolutivo deste universo e do que mais a ele se encontra associado.

No que com o conhecimento terreno eu posso vislumbrar todo o processo histórico que se desenrolou nos últimos milênios tem a ver com a “divisão de comando” do processo em curso.

Assim, o ser a quem chamamos de Jesus, estaria finalmente assumindo, nos tempos em que escrevo estas linhas, o co-comando junto com o Senhor Javé, e outras mentes que a esse circuito divino ainda se associarão (penso ser o caso de Sai Baba).

Esta é uma notícia alvissareira, mas não resolve a questão, apenas impede que a mesma venha a piorar.

Faz-se necessário que cada individualidade deste universo dê a sua contribuição consciente ao processo em curso para que o objetivo comum seja alcançado, que é o de conduzir os rumos desta criação ao porto seguro da harmonia final da sua desconstituição, e todos dela possam já se encontrar libertos vivendo tranquilamente a vida real, a tal “vida eterna” da qual falava Jesus.

Aqui importa compreender que, em sendo verdade o que se encontra exposto, o “campo morfogético universal”, “somatória” (esta palavra não é a mais adequada) de todos os campos de espécies pensantes e não-pensantes existentes no âmbito deste universo, encontra-se profundamente abalado por força das contribuições de todos os seus membros já que parceiros e sócios de um destino comum, ainda que disso não tenham a devida consciência.

Antes de seguirmos adiante, e apenas a título de ressalte, vamos, de modo superficial, ilustrar como um simples mortal da Terra pode influenciar o Senhor Javé.

O indivíduo usa suas emoções e assim afeta instantaneamente o seu próprio DNA e o DNA do foco da sua emoção (quando dirigimos intencionalmente os “pensamentos” para alguém), o que, por sua vez, registra também automaticamente no campo morfogenético da espécie humana.

É nesse ponto que o Senhor Javé recebe também o eflúvio dessas vibrações já que o campo morfogenético desta humanidade encontra—se indelevelmente a ele associado. A partir de certa massa crítica das influências marcadas no campo morfogenético este, por sua vez, influencia ainda mais, por efeito do aspecto holográfico ao Senhor Javé, o que faz com que a cada momento ele receba as “vibrações pessoais” e, em algum momento depois, o fator resultante de certa massa crítica das vibrações da espécie homo sapiens.

É simplesmente atordoante, mas é assim mesmo que se processa, afirmam esses seres. Deve ser “insuportável” para ele – pelo menos é o que posso pensar.

Estou aqui afirmando que cada dose de “raiva ou ódio” que um ser humano venha a sentir por outro o Senhor Javé também sente a influência da vibração, e depois nele se registra o “acumulado” do problema entre essas duas pessoas. Imagine, portanto, eventual leitor (a), se isso for verdade. E tudo indica que é!

Reside exatamente nesta questão o aspecto do Senhor Javé ser refém de toda a sua “criação viva”.

As Grandes Almas que se fizeram humanas terráqueas obviamente sempre souberam disso e, no passado remoto, esse tema chegou a ser semeado no conhecimento do mundo, apesar de aparentemente ter se perdido por entre as brumas do tempo, e hoje pertencer ao reino dos mitos e das lendas. Em tempos mais atuais, as almas missionárias que passaram por este mundo não revelarem abertamente a questão por uma série de motivos, dentre os quais:

  1. “Ignorância doentia” desta humanidade e de algumas outras “forças atrasadas” que a envolvem sobre os aspectos espirituais profundos em torno da questão “Javé” como o Criador deste universo;
  2. Sem a compreensão dos postulados quânticos simplesmente é impraticável a arquitetura de qualquer entendimento sobre a figura do Senhor Javé e o modo como ele e nós interagimos com a criação em curso. Somente agora trabalhos de vanguarda na análise dos desdobramentos do “modo de pensar quântico” estão sendo produzidos em larga escala e de modo acessível à massa humana;
  3. O nível superlativo dos “débitos cármicos” da média dos espíritos congregados no orbe terrestre, o que transforma o nosso planeta em um mundo de expiação e provas, como aponta a Revelação Espiritual codificada por Alan Kardec;
  4. O isolamento do planeta Terra ao longo dos últimos milênios, por decisão de “última instância” do Senhor Javé;
  5. Imaturidade espiritual de praticamente toda a “família de espíritos doentes” que está congregada na Terra e que jamais ofertou condições para que uma revelação desse naipe tivesse lugar, entre outros aspectos dessa “imaturidade”.

Importa, pois, perceber que somente uma geração de seres humanos mais esclarecida, sob a perspectiva intelectual, e mais madura, sob a ótica espiritual, é que terá a singular condição de compreender a real e essencial importância do “melhoramento pessoal”. Essa geração deverá se preocupar então com a evolução de cada indivíduo deste mundo, influenciando o “campo morfogenético” desta humanidade, tornando, assim, possível a necessária massa crítica para o “salto quântico” das nossas consciências. Nesse dia ainda por vir não mais haverá pobres nem miseráveis entre os nossos irmãos planetários. Este é o caminho e parece não existir outro. Seguramente, por isso, todos os mestres e mestras deste mundo, sempre ressaltaram a importância do amor e da fraternidade como elo maior a nos unir.

Sinceramente, trabalho e me esforço como ser humano para que um dia surja uma geração de homens e mulheres que façam do aspecto da interconexão deste universo a ponte amorosa que os haverá de aproximar do Senhor Javé e dos que o assistem. Desse modo, tanto ele e a sua criação poderão chegar a bom termo de curso final no campo da evolução. Afinal, a antiga sabedoria existente na Ásia desde há muito nos afirmava o que atualmente está sendo comprovado pela física teórica e pela mecânica quântica: que “tudo é uma só unidade”.

Constatação: Todos os seres viventes deste universo são parceiros e sócios de um destino comum já que atrelados ao destino pessoal do Senhor Javé. Pretende-se que, antes do fim deste universo, todas as individualidades espirituais que um dia nele mergulharam e aqui tiveram residência transitória estejam completamente libertas em relação aos problemas e dificuldades vivenciados.

Sob essa perspectiva, o que apontam os cientistas da Terra sobre o destino deste universo deve ser motivo de reflexão para todos nós, na medida em que estamos começando a compreender a nossa “função pessoal” em toda esta história.

Se realmente torcemos para que possa existir um “bom final” para a história universal e se buscamos construir uma destinação harmônica para o final de todo esse roteiro, como ficam, então, os postulados da lei da entropia que afirmam que o universo caminha para a desordem, para o caos, para a sua desintegração no menor estado possível de energia, conforme os postulados científicos?

Reflitamos, pois, sobre a especulação dos cientistas em relação às prováveis situações e cenários para o “destino final” do nosso universo:

  1. A aceleração cessa e o universo se expande eternamente, o que levaria cerca de mais 100 trilhões de anos até que as últimas estrelas viessem a morrer, apagando assim as luzes do universo. Isso seria devido à taxa de geração de estrelas que, segundo os postulados científicos, vem diminuindo e tempo existirá em que não mais surgirão novas estrelas para substituir as que se extinguiram. Com o passar das eras universais, daqui a um intervalo de tempo que se estima ser o do já citado 100 trilhões de anos, não mais existirá “luz” no universo.
  2. A aceleração continua nos padrões atuais. Isso faria com que em mais 30 bilhões de anos viesse a ocorrer o chamado “avermelhamento cósmico”. Nesse caso a aceleração cósmica afastará todas as outras galáxias para fora do nosso campo de visão, fazendo com que todas as evidências do Big Bang estejam doravante perdidas.
  3. A aceleração se intensifica. Isso provocaria em 50 bilhões de anos o “Big Rip”, evento no qual a energia escura vai terminar “rasgando todas as estruturas” desde os aglomerados até os átomos.
  4. A aceleração se altera para uma rápida desaceleração e colapsa fazendo com que em 30 bilhões de anos ocorra o “Big Crunch”, que significa um retorno ao estágio da singularidade que deu início à expansão do universo nos seus primeiros micro-segundos.

Como podemos ver tudo dependerá se a “energia escura” vai continuar a acelerar a expansão cósmica. E o que é essa energia escura que se tornou a vilã dos destinos do nosso universo? Ninguém ainda sabe ao certo. Aqui é importante frisar para o (a) leitor (a) que diversos conceitos na cosmologia estão ainda por serem melhor evidenciados e mesmo compreendidos, o que é o caso da “energia escura” que ainda dará margem a muita discussão científica.

Ainda assim, ao tempo em que escrevo estas páginas, o que é que se sabe sobre a chamada “energia escura”? Que ela é a responsável pela aceleração da expansão cósmica. Sabe-se também que a energia escura assumiu o controle total sobre a matéria há poucos bilhões de anos, mais exatamente há cerca de 4 bilhões de anos. Antes disso, apontam os cientistas, a expansão havia sido abrandada devido à atração gravitacional exercida pela matéria e a gravidade foi então capaz de criar estruturas desde galáxias até super-aglomerados. Mas agora, por causa da energia escura, estruturas maiores que super-aglomerados simplesmente não podem se formar porque esta não mais permite.

Na verdade, se a energia escura tivesse começado a dominar a situação universal antes do que ela dominou – por exemplo, quando o Universo contasse com a idade de apenas 100 milhões de anos – a formação de estruturas teria terminado antes mesmo que as galáxias se desenvolvessem e simplesmente o universo não teria se formado nos moldes em que conhecemos.

Desse modo, os cosmólogos têm apenas pistas rudimentares sobre o que a energia escura pode ser. Sabe-se, porém, que para acelerar a expansão universal torna-se necessário a existência de uma força repulsiva, e a Teoria da Relatividade Geral de Einstein prevê que a gravidade de uma forma de energia extremamente elástica pode ser, na verdade, repulsiva.

Detalhe: a energia quântica que preenche o espaço vazio parece agir dessa maneira. Essa energia quântica é exatamente a rede que a tudo une, a qual nos referimos anteriormente: a matriz gerada pela mente da divindade criadora que depois viria a decair. Se assim é, o “final mal arquitetado” deste universo deveria ter relação direta com a “programação” saída da sua mente divina. Ou não será porque a divindade foi “tragada” pela sua criação impedindo-a assim de dar uma “formatação final” ao que havia criado? Hoje, prisioneira e refém da própria criação, adoentada e enfraquecida, como o ser em que ela se transformou por conta do decaimento terá condições de interferir na “matriz criadora original” se a sua condição mental não é mais a que possuía enquanto divindade?

Muitos cientistas se dedicam a arquitetura daquilo que alguns deles chamam de “fórmula final”, ou seja, uma equação que pudesse encapsular todas as leis da física.

Depois de muito refletir e de desistir de refletir a respeito – não espero ser entendido – cheguei à conclusão de que não deve existir uma “fórmula final”. Obviamente esta conclusão é amadora, simplória e tudo o mais que o academicismo puder disso dizer. Contudo, após ter tido acesso ao que suponho ser o drama da divindade que criou a singularidade a qual por sua vez originou o nosso universo, penso que, como já dito, pelo fato dela ter sido “engolida” pela sua própria criação, o “fechamento” que a sua mente de divindade ainda pretendia dar a sua recém-criada obra, não lhe foi possível realizar. Deixou, assim, dessa forma, um processo em curso inacabado, magnífico, porém, defeituoso em algumas de suas vertentes. Como o fechamento da fórmula mental da criação parece não ter sido feito a tempo, não haverá termos adequados – conforme penso – para uma “fórmula final” ofertada pela mente criadora, daí os cenários aparentemente caóticos que aguardam o futuro deste universo.

Qual o principal aspecto deste drama: o universo, em tese, não pode acabar enquanto existam “espíritos doentes” alojados nas “esferas espirituais erráticas” geradas por força da criação. É o impasse dos impasses e ninguém sabe o enigmático caos espiritual em que esse aspecto se transformaria. Além do que, a Segunda Lei da Termodinâmica decreta que absolutamente tudo o que existe no universo sofre os efeitos da entropia, ou em outras palavras, tudo deve acabar, enfim, morrer. Assim, todas as civilizações evoluídas que existem no nosso universo simplesmente sabem que as suas “porções materiais”, sejam os seus corpos ou tudo o mais que caracterize as suas moradas, possam ser elas em planetas naturais ou artificiais, pouco importa, deixarão um dia de existir.

Essa lei aponta para o caos universal em que nada mais existirá a não ser provavelmente os “buracos negros” administrando a “inexistência” de qualquer micro-partícula com “cara de matéria”.

Alguém, contudo, poderia dizer: exagero! Seja qual o cenário apontado pela ciência este universo ainda terá “muito tempo” para que as situações espirituais individuais complicadas possam ser revertidas. Será? Parece que não é esta a opinião dos seres e espíritos que me suportam a companhia vibratória.

Pude perceber que é exatamente nesse aspecto que reside uma dose de inenarrável aflição da parte da “gente adulta deste universo e de outros níveis” envolvida com o problema. Sobre este tema, contudo, devo encerrar aqui a sua abordagem sem que o possa aprofundar. Nos livros “o Drama Espiritual de Javé” e “o Drama Espiritual de Jesus” voltaremos a abordá-lo, com outras cores, mas ainda sem a pretensão de aprofundá-lo.

Somente quando as condições planetárias permitirem é que, conforme penso, deverá existir possibilidade para tanto. Ressalto que não estimo que “essas condições” venham a existir ao tempo da vida deste escrevente. Quem sabe se na próxima oportunidade em que o espírito que me anima voltar a passear pela vida terrena possa “eu” novamente voltar a estudar o tema e despertar o que ainda nestes tempos atuais me está sendo revelado, mas sobre o que não vejo a menor condição para a veiculação dessas informações, atitude que é referendada pelos seres que as revelam. Estamos longe de nos encontrarmos preparados para a Verdade Cósmica e todos os aspectos que a compõem.

O fato é que o mistério que talvez explique o modo de agir do Senhor Javé resida na sua ignorância quanto aos princípios e fins que o motivam a existir. Dissociado do Belo e da Verdade, profundamente adoentado em si mesmo e sem ninguém que o possa objetivamente ajudar, somente pode ser ajudado a se curar no âmbito da sua própria prisão, que é a sua própria criação a qual se encontra potencial e indelevelmente vinculado. E é exatamente nesse aspecto que entra o gênero humano terráqueo nesta história.

O paradoxal é que, a espécie homo sapiens, como vista por quase todo o conjunto de seres que nos vê lá de fora, é uma raça cujos espíritos que a animam são doentes, loucos e criminosos, como informado anteriormente. De fato somos. Porém, aqui reside o maior dos mistérios sobre o futuro: quando espíritos melhorados começarem a encarnar na espécie humana terráquea, esta terá o condão de “marcar” no “DNA coletivo” o qual, de modo imanente está presente em cada um dos elos da “corrente humana terráquea”, o que – pasme o (a) eventual leitor (a) deste livro – nenhuma outra raça extraterrestre deste universo consegue atualmente fazer de modo decisivo e com a força vibratória necessária: influenciar, com as sua emoções, a situação existencial do Senhor Javé!

Isso porque, quando há cerca de cinco bilhões de anos atrás o Senhor Javé começou a sofrer na sua condição existencial um estranho processo que aqui não poderá ser explicado, ele começou a vibrar de tal modo que se desconectou do exercício do poder total sobre a matriz que havia criado enquanto divindade. Desde então, a sua mente cansada, apesar de portentosa, somente acessa “parcialmente” a matriz energética da sua criação. Parece ter sido depois disso que a “energia escura” passou a dominar a matéria universal e a aceleração da expansão cósmica rumo ao caos começou a ter lugar no concerto universal em algum momento entre os últimos 5 a 4 bilhões de anos do tempo de vida do nosso universo.

Como já informado no capítulo anterior, o que a “gente adulta” deste universo sabe e nós ainda não percebemos é que, de fato, como rezam alguns dos mitos sumérios, hindus e hebreus – este cópia do “enuma elish” sumério[3] – quando afirmam que “deus” criou os céus e a Terra em seis dias e no sétimo ele descansou: no “sétimo” ele não descansou, na verdade, ele parece ter adoecido pelo esforço mental desprendido. Mesmo na condição humana aparentemente miserável em que vivem os nossos espíritos neste mundo é imperioso que o ajudemos a se soerguer, através das mais belas e singelas emoções que a ele possamos endereçar, ainda que seja difícil a “coexistência vibratória” com alguém cuja natureza não se enquadra muito bem no que esta condição humana possa atualmente conceber.

Seja porque simplesmente ele não pode fazer nada por si mesmo, por força dessa natureza singular que o marca enquanto divindade decaída, ou porque nem mesmo ele, Javé, pode observar o lado de “fora” para além da criação na qual ele hoje é obrigado a existir – ou se observar “lá de fora” – o Senhor Javé encontra-se refém do que a sua criação a ele possa endereçar em termos de vibração emocional. E essa é a linguagem, como muito bem nos demonstra Gregg Braden em seu livro “a Matriz Divina” (torno a ressaltar), através da qual a “matriz” consegue entender e se deixar influenciar.

O fato é que ainda que meio desconectado em termos de poder influenciá-la conscientemente (ele somente o faz de modo algo descontrolado), ele “permanece totalmente conectado” quanto à influência que dela é a ele endereçada.

Antes, porém, de encerrar o presente capítulo, é necessário que seja ressaltado, ainda que de modo superficial, um dos aspectos singulares sobre o destino deste universo.

Segundo Joachim-Ernst Berendt[4], o já citado autor de “Nada Brahma”, o físico nuclear francês Jean E. Charon[5] transformou a Teoria Geral da Relatividade de Einstein em uma “Teoria da Relatividade Complexa”. Esta teoria de Charon aponta como modelo final do nosso universo um “final dos tempos onde não mais existirá matéria, ao menos no sentido em que a definimos hoje, ou seja, no sentido de maior ou menor concentração de partículas nucleares (fótons e nêutrons). Só restarão pares de elétrons, pósitrons, que se “banham” na radiação negra, cuja temperatura constante é cerca de 60 mil graus…”. Assim, continua Charon, “chegamos a um ponto bem interessante: o “Juízo Final” não virá para seres materiais, pois estes não existirão mais nessa ocasião. No final dos tempos, serão encontrados elétrons e pósitrons”.

“Condutores do espírito, os elétrons, até lá, terão armazenado uma inigualável massa de informações e estarão carregados com conhecimento, ação, reflexão e amor.”, conclui Berendt sobre a teoria de Charon.

Este é um dos aspectos mais belos e enigmáticos sobre o destino do nosso universo que repousa na capacidade de cada elétron em armazenar toda a sua vivência ao longo da história universal – atente bem o (a) leitor (a). Há algo de “espantoso” em todo esse processo que finalmente está sendo descortinado pela ciência.

Será que o eventual leitor destas páginas se recorda dos famosos “arquivos akáshicos” que, presentes no “éter que a tudo envolve e sustenta”, teriam o condão de registrar, de memorizar tudo o que acontece aqui e alhures? Pois muito bem. Matriz de Planck, Campo de Energia, Matriz Modeladora, Singularidade, Fonte Universal, Fluido Universal, Matriz Energética, Matriz Akáshica, Éter, Rede Quântica, Matriz Quântica, Campo Quântico, dentre outras definições e conceitos, significam a mesma coisa, ou seja, a base e o alicerce formatados pela mente da divindade que decaiu.

Um dos aspectos significativos é que o “elétron”– na verdade, os fótons e seus spins – presente na base e no alicerce de tudo o que existe a partir desta matriz, tem uma função ainda por ser compreendida em toda sua plenitude por parte dos humanos da Terra.

Realmente, a criação do elétron, a partir dos léptons formatados nos primeiros “micro-momentos” da criação do nosso universo foi obra da divindade decaída. Contudo, a sua função no concerto universal e no suporte à evolução da componente espiritual deste universo e das realidades a ele adjacentes, deve-se ao trabalho incessante de outra divindade que jamais descansou desde os primeiros momentos de toda essa história. No livro “O Drama Cósmico de Jesus”, se me for permitido, voltarei a tratar deste tema com mais “liberdade especulativa”.

Por enquanto percebamos apenas que os elétrons que hoje compõem o seu corpo caro (a) leitor (a) marcam nas suas “memórias quânticas” todos os pensamentos e sentimentos vividos. Quando o corpo morre, eles são reaproveitados pela natureza e podem vir a compor outros corpos no futuro. Do mesmo modo, os elétrons que hoje formam o nosso corpo já pertenceram a “outras formas” vivas e amorfas de antepassados e de outros painéis existenciais. As implicações disso deveriam ser refletidas por todos nós já que o tema tem tudo a ver com a relação existente entre o criador, as suas criaturas e a sua criação universal.

Cortesia do IEEA (Instituto de Estudos Estrategicos Avançados) – www.ieea.com.br

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"O Sorriso de Pandora"

 

  

Novo livro de Jan Val Ellan

"Livre da Maldição"  -  Capitulo 10  -  Cortesia do IEEA  

Se me fosse perguntado qual o meu melhor momento desde que surgi para a existência como Pandora, na minha versão demo até esses tempos atuais em que me encontro como espírito desencarnado, sabem o que responderia?

Pode parecer uma resposta difícil, dado o meu lado emocional que começou a evoluir no padrão humano, o que muito me felicita. Quando assim me indago, minha mente espiritual, com suas recordações, passeia sobre os bons momentos colecionados nas últimas quatro vidas que vivenciei na Terra, depois de Pandora, e se fixa naqueles instantes que me foram tão caros. Contudo, ao pensar de modo objetivo, concreto, e o faço ainda com certos traços do gênero demo que teimosamente ostento, outra reposta não posso dar: foi quando descobri existir um ser humano que me pudesse dar a guarida mediúnica para que eu pudesse me expressar sem distorcer os valores e os significados do que transmito.

Demorou muito para que surgisse alguém que pudesse retirar da convivência com esses seres o que a natureza humana urge por demonstrar a todos os quadrantes da criação: o senso crítico e a razão filosófica despertos no ser terráqueo não mais podem ser submetidos pela força a poderes apodrecidos sob a perspectiva da moral e da virtude espirituais.  Esperei isso de Jesus, mas estranhamente ele seguiu outro caminho, subordinando-se sem se sujeitar, talvez o único possível à época, apesar de não me sentir segura quanto a essa impressão. Acho, porém, que essa é a mais cômoda de veicular no meu psiquismo, apesar de saber que a questão não é tão simples assim. Explico melhor, para desconforto do meu apoio humano.

Por muito tempo, vi toda a minha descendência fazer o contrário do que eu e outras “Evas e Adões” havíamos feito no passado remoto, por já naquele tempo não suportarmos tamanha dose de sujeição estéril e improdutiva.  Para meu desagrado, de onde me encontro, vi Abraão, Moisés e Maomé se submeterem a anjos do Senhor e a outros enviados, o que alimentava aquela interminável violência de “atacar psiquicamente os terráqueos para submetê-los a qualquer custo” que não acabava nunca, por criminosa que fosse para com a condição humana desperta, e por isso já havia mesmo perdido a “esperança” de que tal se desse. Mas se deu, finalmente, e de um modo estranho e com um ator absolutamente inesperado para mim!

Eu que, enquanto Pandora, jamais confiei em qualquer coisa além de mim mesma, estava, agora, convivendo com um humano que, por ter sido violentamente tratado pelas mesmas forças que me trituraram a sensibilidade pessoal no passado, também desconfiava de, absolutamente, qualquer contato direto ou indireto com seres situados além das fronteiras tidas como normais pelo senso dos encarnados.  Tudo começou quando reencontrei aquela, conhecida agora como Medeia, irmã da pureza da outrora “raça dourada”, assim denominada pela mitologia, que representou uma esquecida miscelânea do DNA mental demoníaco com o DNA biológico de algumas das espécies do gênero homo que, na época, habitavam a Terra. Nos meus primeiros tempos demoníacos eu fiz parte dessa experiência cujas cores não passaram à posteridade do modo correto.

Medeia convenceu-me a procurar este humano ao redor do qual ela havia estabelecido “prontidão”, desde que fora resgatada das trevas espirituais, como ela mesma costuma afirmar. Antes, envolvido por uma equipe de espíritos brilhantes e amorosos, agora “perseguido” como ponto de apoio para “revoltas políticas, filosóficas e psíquicas” jamais expressadas, e como possível foco terreno de revelações que procuravam, de um lado, “acertar antigas contas” e; de outro, repor alguns aspectos de uma verdade esquecida para esta humanidade, dentre outros aspectos singulares que marcam a sua superlativa e indesejada — por ele próprio — capacidade de alinhamento com representantes das diversas forças que atuam nesse drama existencial infindo.

E ali estava eu, rodeando o terráqueo que sequer permitia a aproximação de quem quer que pudesse ser, “gastando sua energia” para poder ficar sozinho, refutando toda e qualquer tentativa de se estabelecer ao seu redor um canal de comunicação, levando-me mesmo a orar para quem de direito que me pudesse orientar quanto ao que teria de fazer para sensibilizá-lo.  Falei com os seus amigos espirituais, com mentores, até com seus afetos espirituais e todos se movimentaram no sentido de encontrar um modo de me fazer chegar junto a ele. O seu próprio espírito passou a ser o meu “melhor empresário”, mas a sua estafa psicológica era tanta que o seu ego terreno comandava as suas atitudes. Fora a opção que fizera para poder “passar melhor os seus últimos dias”, assim entendi.

Superar tudo isso e mais ainda a barreira de me apresentar logo como “um demônio espiritualizado” ou, simplesmente, como um espírito e depois explicar melhor a minha origem, tudo isso me consumiu cota de energia considerável. Mas foi do jeito que deu para ser e o importante é que frutos estão sendo produzidos.  Nesse ponto da minha narrativa, terei que recontar a minha história resumida, fixando-me nas questões que se relacionam com os novos painéis que aqui pretendo introduzir, e que me possibilitam ressaltar outras questões pontuais.

Para que os atuais humanos possam, contudo, compreender alguns dos painéis que envolveram o processo de criação das suas primeiras levas de ancestrais, levas essas paralelas a algumas que já existiam disponíveis no âmbito da própria natureza planetária, torna-se necessário que me refira ao choque que representou para Zeus ver surgir uma estirpe que não havia sido produzida por meio da sua contribuição ou influência da sua genética pessoal. Além do que apresentasse potencial de novamente “perturbar” o ambiente geopolítico, agora centralizado em torno dos acontecimentos na Terra, que lhe custara tanto a pacificar, enfim, a organizar a convivência entre tantas estirpes diferentes.

Quando fui engendrada como demônio, fui descendente direta de Zeus e, pelo que sei — mesmo isso não constando das “notícias mitológicas” comumente conhecidas — fui sua primogênita dentre a prole que dele nasceu sem o concurso da sexualidade — houve outra que foi gerada a partir do seu concurso sexual.  Dentro da novidade que agora se fazia cada vez mais presente na estirpe olimpiana, surgi para a vida como um ser demonizado ostentando um alto padrão do gênero feminino, isso, o repito, nos moldes em que a “masculinidade” e a “feminilidade” estavam tendo lugar entre as sucessivas espécies de demônios, desde a influência do código de vida semeado por Eros.

Zeus escolheu-me, então, para ser enfeitiçada na minha condição de demônio nos moldes do que seria um padrão feminino em relação aos padrões do aspecto masculino dos humanos que haviam sido gerados por Prometeu e ”adequados” a certas situações pelas experiências de Epimeteu. Foi quando os deuses se reuniram para vingar-se de Prometeu por ele ter “humilhado” todos os deuses, em especial Zeus, quando lhes aplicou sucessivos golpes de sabedoria em episódios diversos.

Como anteriormente explicitado, por ordem de Zeus, Hefesto, Atena e todos os demais deuses “invadiram a minha sensibilidade demoníaca”, pondo em mim “adereços envenenados” para enfeitiçar os humanos. Aqui, porém, algo precisa ser ressaltado: apesar de descendente direta de Zeus, ele não participou do “novo embrulho de adereços” a que minha sensibilidade foi submetida. E mais ainda: alguém teve de manipular a minha herança do seu DNA, que era imperiosa em mim, e com isso, algo aconteceu que, na verdade, após as operações feitas por todos os demais deuses ali presentes, a “influência do DNA” de Zeus desapareceu ou foi anulada no meu corpo demoníaco, e somente muito mais tarde isso foi percebido tanto por mim quanto pelo próprio. Esse fator teria sido decisivo para o meu despertar mental e para a minha habilidade de repassar para os humanos.

Por que isso é importante? Porque os humanos que de mim descenderam não herdaram o DNA de Zeus, o que, pela cultura demoníaca, não lhe dá o direito de se achar “mentor da raça” surgida no reino animal biológico da Terra! Vocês, terráqueos, não imaginam como essa questão tem e terá importância na geopolítica do futuro que espera pelos terráqueos pois, pelas leis que regem um padrão de poder que vos é ainda desconhecido, esse fato singular retira de Zeus qualquer direito de se achar com poder para reinar sobre os humanos terráqueos.

Zeus me endereçou múltiplas maldições quando percebeu que eu ajudava os humanos e não os subordinava por meio da desfiguração dos seus potenciais, não os tornando novamente inferiores aos deuses, em termos de capacidade mental, de senso crítico e de razão filosófica — que era o desejo de Zeus.  A primeira “porção mental” com esse tempero de independência e de superioridade intelectual no campo do discernimento e do tirocínio, fui eu a formatar no meu psiquismo de então. Quando os deuses me viram e tentaram novamente me impor o jugo demoníaco que os caracteriza, perceberam que algo de muito estranho havia acontecido comigo. Mais ainda enlouqueceram quando viram que eu havia repassado aquela condição para os meus descendentes.  

Zeus resolveu, então, punir definitivamente Prometeu, oportunidade em que o submeteu a suplícios diários, mas sempre na expectativa de um dia poder forçar o velho titã a lhe revelar a solução para o vaticínio que dizia sobre quem iria destronar Zeus da posição de mandatário universal, como ele se sentia.  Após a solução encontrada pelo centauro que substituiu Prometeu no sofrimento do flagelo, Zeus negociou com Prometeu — é importante que se diga que muitos dentre os olimpianos acreditavam que ele tinha como ver o futuro — e dele recebeu a solução do vaticínio do destronamento, mas somente em parte.

Zeus somente percebeu muito mais tarde que quem o iria destronar, nada tinha a ver com mais um ardil que a esperteza de Prometeu fez valer sobre ele e todos os deuses do Olimpo. Pois quem verdadeiramente destronou Zeus foi a evolução do grupamento humano no qual fiz introduzir o meu legado genético produzido pelo meu despertar pessoal. A “herança da minha liberdade” foi o fator decisivo que fez os deuses se sentirem fracassados quanto ao domínio humano. Foram certas transferências de algumas áreas dos meus genes para a humanidade que permitiram, mais tarde, o nascimento de “semideuses” como Perseu, Heracles, Gligamesh, enfim, de alguns que terminaram sendo os que contribuíram para o fim do domínio dos deuses como também do aniquilamento de monstros que tornavam insegura e perigosa a presença dos humanos na Terra.

Aqui, Zeus e Poseidon, principalmente, aproveitaram-se dos fatos para terem os seus genes presentes na evolução biológica da humanidade. Só que no tempo e na “etapa política” em que isso foi feito, o “direito de descendência”, pelas normas da cultura demoníaca, não mais poderão ser utilizados por eles para discutirem questões de poder.  Foram, enfim, os desdobramentos da minha genética que permitiram nesses tempos longínquos que um terráqueo não se submetesse ao criador adoentado, dando um novo rumo nessa convivência que sempre usou a espécie humana da Terra como massa de manobra frente a seus interesses.

No passado, Zeus se viu obrigado a me liberar do seu domínio, pois não lhe era mais possível prevalecer com suas artimanhas sobre os humanos daquele tempo. Hoje, o criador se vê obrigado a agir da mesma maneira em relação à humanidade. Mas a questão da “liberdade mental” começou comigo e somente nesses dias em que posso revelar os eventos que tiveram lugar no passado, a principal maldição de Zeus sobre mim deixa de existir, pois agora os meus descendentes poderão saber a verdade. Finalizando este capítulo, apenas saibam que no passado existiam diversos tipos de sofrimentos e de dificuldades que eram impostas aos humanos: as que eram comuns à aventura da vida num ambiente tão adverso, as que eram consequências dos próprios erros humanos, mas existia um grupo que era sempre produto da encomenda dos “deuses” para os desavisados homens e mulheres da Terra.

Fui maldita entre os demônios por ter sido alguém que tentou pôr um fim a violências desse naipe, puro produto da ignorância espiritual que ainda vitima a estirpe à qual pertenci, mas que ainda faz parte do que eu sou.  Os humanos já nasceram livres do ônus desse genoma doentio que não pode promover a sua própria cura. Daí a importância que os terráqueos assumem frente aos olhos dos gêneros “clones” e “demo”, porque estes são incapacitados, na prática, de redimensionar os seus genomas. Já o gênero homo é o único que existe capaz de evoluir espiritualmente e, portanto, liderar a arquitetura do novo padrão de genoma necessário à redenção de todas as partes envolvidas.

Jomarion recomenda esta obra, muito esclarecedora, toda mulher deve ler (e os homens também)

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"Os Livros Malditos"
 

Ler é uma atividade relacionada ao saber e ao prazer. No entanto, algumas leituras podem nos enlouquecer ou, até mesmo, nos matar. Ao longo da história, existiram livros que foram proibidos pela suposta periculosidade de seu conteúdo. Acredita-se que alguns foram escritos por seres desconhecidos e outros abrem portas para saberes poderosos, enquanto outros, ainda, foram escritos em uma língua que ninguém conseguiu decifrar ainda.

1. Livro de Thoth

O “Livro de Thoth” foi escrito e queimado durante o império egípcio, porém seus ensinamentos perigosos não desapareceram. Seu autor foi o próprio Thoth, ser mitológico conhecido como “Senhor da escrita e do conhecimento”. Para muitos pesquisadores, seus conhecimentos transformaram as terras dos faraós em uma das civilizações mais influentes da história. De acordo com documentos encontrados, a leitura desse livro confere poder sobre a terra, o oceano e os corpos celestes. A faculdade de interpretar a linguagem dos animais permite ressuscitar os mortos e fazer trabalhos à distância. Ele foi descoberto em meados do século XVII a partir da descoberta de vários papiros egípcios. O seu mito é o de que toda pessoa que se vangloriou de lê-lo foi assassinada ou sofreu acidentes graves.

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2. O Primeiro Livro do Mundo

Também conhecido como o “Livro de Dzyan”, esse é considerado o primeiro livro da história. Acredita-se que seus autores foram seres que habitaram o planeta milhões de anos antes da existência do homem. Alguns pesquisadores afirmam que ele é composto por símbolos, imagens e segredos que somente algumas pessoas escolhidas poderiam interpretar. Além disso, diz-se que ele fala sobre a existência de seres inteligentes que habitaram a Terra há 18 milhões de anos e sobre o afundamento de Atlântida. Circulam rumores de que uma cópia do livro original está escondida em um monastério do Tibete, mas ninguém ainda conseguiu comprovar sua existência. As poucas pessoas que o leram enlouqueceram e morreram, vítimas de terríveis pesadelos.

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3. O Livro de Voynich  -  O manuscrito indecifrável

“O Livro de Voynich”, como é chamado, foi escrito em uma língua ainda desconhecida e, há mais de um século, é objeto de estudo de historiadores, linguistas, matemáticos, engenheiros, astrônomos e botânicos de prestígio. A Agência Nacional de Segurança Norte-americana (NSA) tentou decifrar seu conteúdo por três décadas e não teve êxito. Teorias recentes afirmam que ele poderia conter fórmulas de venenos poderosos e também princípios básicos de energia nuclear. O manuscrito é composto por estranhas ilustrações cosmológicas e plantas quiméricas que ninguém ainda conseguiu identificar de forma esclarecedora. O professor William Newbold, premiado por ter decifrado mensagens alemãs durante a Primeira Guerra Mundial, dedicou seus últimos anos de vida a estudar o manuscrito, mas foi perdendo a lucidez gradativamente até sua morte.

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4.  Necronomicon: o livro das leis dos mortos

Criado pelo mítico H.P. Lovecraft, o nome original desse livro é “Al Azif” e foi escrito em 739 d.C. por Abdul Alhazred, apelidado de o “poeta louco”, que morreu devorado por um demônio invisível em plena luz do dia. O autor adverte que sua leitura pode levar à loucura, gerar pesadelos e visões horríveis. Em suas páginas estão reunidos os conhecimentos de um culto antiquíssimo, com invocações, ritos e arcanos supostamente perdidos. Para antigos pesquisadores, encerrava um saber sinistro e difundia segredos perigosos. Mesmo assim, várias cópias foram salvas. A Universidade de Buenos Aires e a Biblioteca de Wiedener, entre outras instituições, possuem uma versão editada no século XII.

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5. Excalibur  -  Uma porta para o manicômio

Seu autor é L. Ron Hubbard, fundador da cientologia, que declarou, em 1948, ter escrito o livro durante os oito minutos em que esteve clinicamente morto, enquanto o operavam. Diz-se que seu conteúdo dá as respostas a todos os enigmas que, historicamente, acompanharam o homem: de onde viemos? Como foi criado o universo? Existe um Deus? Hubbard dizia que ele continha um saber absoluto e poderoso e as chaves da existência humana. As primeiras cópias feitas circularam entre seus amigos mais íntimos, porém todos começaram a sofrer alterações mentais, e muitos deles foram internados em diferentes clínicas psiquiátricas. Por essa razão, ele decidiu não publicá-lo, mas acredita-se que algumas cópias circulam entre as pessoas que se iniciam na cientologia.


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“JAVÉ” A Trilogia

 
“O Drama Cósmico de Javé”   “O Drama Espiritual de Javé”   “O Drama Terreno de Javé”
 
                              

Trata-se de uma obra canalizada (recebida das hierarquias celestes) com o intuito de “revelar” impactantes verdades sobre  a “real historia” da criação deste Universo (no qual estamos inseridos como raça humana).
Os livros em questão, podem já ser considerados as “obras-chaves” para entender assuntos nunca antes tratados abertamente e que sabemos que eram do conhecimento de pouquíssimos homens desta raça atual.
O centro desta trilogia é a divindade JAVÉ que tem se apresentado à Humanidade como “Deus, Javé, Ala e Brama” mas ele não representa o Deus-Centro-Fonte que é correto chamar “Pai Eterno” ou “Fonte Suprema”, embora seja ele o legitimo criador deste universo-matrix, que conhecemos muito bem pois aqui ganhamos vidas e vidas sem saber muito bem com que proposito. O propósito principal será explicado nesta obra.
O autor/revelador desta “verdade inconveniente e chocante” é o brasileiro Jan Val Ellam, o  autor que tem o anagrama de JAVÉ no proprio nome e que até bem pouco tempo não sabia que seria o portador destas impactantes revelações para a Humanidade.
Estes tres livros (e mais outros já prontos e outros em gestação) se transformaram em obras absolutamete “imperdíveis” para “pessoas adultas” que buscam a verdade sobre si mesmos, sobre o mundo no qual vivemos temporárias vidas e sobre o universo-holográfico que nos contextualiza.
JAVÉ começou a se apresentar ostensivamente aos terráqueos há pouco tempo, nos “tempos bíblicos” que para nós parece que foi há muito tempo, mas, foi apenas “ontem” para as divindades criadoras e hierarquias celestes.
JAVÉ se apresenta a Abraão e o prepara para conduzir um povo, uma raça, para criar a primeira religião-dogmática-monoteista do mundo, a religião judaica, criada para seguir os seus “designios” e também “adora-lo”. 
Aqui já cabe uma reflexão importante! Porque Deus quer ser “adorado”? Porque quer ser “obedecido”?
Escolher um povo para representá-lo e autorizá-lo a “saquear e pilhar” outros povos criou muitos problemas para JAVÉ e então ele enviou um “filho seu” (Jesus) para consertar a situação mas este não o obedeceu, não seguiu seus designios, não pediu adoração, não quis ser Rei dos Judeus, e fez tudo ao contrario do ordenado por ele.
JAVÉ ficou furiosos e acabou como sabemos –  Cristo crucificado.
Uma historia mal explicada, mal compreendida, mal acabada que machuca o “coração da humanidade” desde sempre.
Este episódio – Vinda de Jesus “O Cristo” - acabou por dar origem a uma segunda religião – a Catolica Romana – que tentou juntar as duas divindades (JAVÉ aqui chamado Deus e Jesus aqui colocado como o “Filho de Deus”).
Decepcionado com o povo Judeu, e também com Jesus, JAVÉ se apresenta como Alah,  prepara outro “filho” – Maomé – e o instrui a criar uma terceira grande religião – O Islam –  e assim caminha a humanidade (mundo islâmico-judaico-cristão).
Nenhuma das religiões criadas por JAVÉ resolveram os problemas da humanidade, antes os agravaram.  As guerras santas são intermináveis e aqui cabe mais reflexão!
JAVÉ, antes de se apresentar aos povos do Oriente Médio, se apresentou na antiquidade indiana como Brama (farto material na literatura indiana, nos vedas e upanishades)... visto como mitos e lendas, na maioria das vezes.
Também temos registros de intervenções de Javé no passado babilônico, aos sumérios, e outras culturas. 
Enfim, este é um assunto para as proximas decadas, mas considero que é “muito importante” sabermos o quanto antes.
Jomarion – Dezembro 2014

Primeiro Livro: “O Drama Cósmico de Javé”
 
 
Acendem-se as Luzes do Universo... desde que a divindade criadora se viu decaida e prisioneira de sua própria criação, percebeu para seu desespero, que somente poderia contar  consigo mesmo para levar a bom termo o que havia iniciado... ao longo do tempo... formou sua exuberante personalidade conhecida atualmente por Javé...e... seiscentos milhões de anos terrestres após o início conseguiu finalmente plasmar os “primeiros astros azuis” – as estrelas da primeira geração – acendendo assim as primeiras luzes da sua criação...
Ler alguns capitulos nos links abaixo (cortesia do IEEA):
Se ainda não assistiu o video “O Drama Cósmico do Criador” assista aqui: http://jomarion.webnode.com/videos/
 
Segundo Livro: “O Drama Espiritual de Javé”
 

O conformismo que nós, humanos da Terra, apresentamos nas nossas faces, nas

posturas e atitudes é fator preocupante para o progresso individual e, o pior, é

também fator impeditivo para a redenção espiritual de todas as almas que dão

sustentação à tresloucada aventura existencial levada a efeito pela iniciativa

equivocada de uma divindade com problemas.

Somente o “inconformismo não-violento, responsável e

produtivo”  é que poderá ser fator de propulsão para que esta

comunidade planetária saia da terrível e vexatória situação existencial

em que se encontra.

Outra forma não há!

Entregar-se a Jesus, a Buda, a Maomé, a Alá, a Javé, a Deus, aos deuses, aos

espíritos, o que seja, não resolverá o nosso problema ― e aqui rogo desculpas

pois sei que estou ferindo suscetibilidades. O sentimento de religiosidade

ajuda, mas não tem o condão de resolver. Conforme penso, na atualidade tem

inclusive atrapalhado bastante, porque acostumou esta humanidade a

transferir para os ombros de Jesus, de Buda, de Deus, de Javé, dos Espíritos,

dos Extraterrestres, responsabilidades que nos são próprias, e isso é um atraso

espiritual complicadíssimo.

Atitude responsável e esclarecida, e não somente orações (sejam estas

esclarecidas ou não), é o que este universo precisa para seguir adiante com os

seus viajores no leme das suas próprias trajetórias. Espíritos, extraterrestres,

Alá, Maomé, Buda e Jesus muito podem ajudar, mas é na  

conta de cada esforço meritório que esta nova situação poderá um dia ser

construída.

Foi-se o tempo em que a felicidade estava ali, na próxima esquina, facilmente

posta pela entrega total de alguém ao seu deus ou santo de devoção. Foi-se o

tempo em que a promessa de um futuro dadivoso a ser construído somente pela fé

encontrava guarida fácil no ingênuo modo de sentir e de pensar de boa parte

desta humanidade.  Mas que seja!

A miserabilidade do presente é ainda o maior atestado de como as nossas crenças não respondem pelo que de fato ajuda o progresso humano.

Ainda existem muitos irmãos e irmãs planetários que estão acostumados a

“pensar” do modo mais fácil e cômodo, a iludir-se ainda em devoções

impróprias e em submissões estéreis, e sei que não estão prontos nem

muito menos dispostos a abrir mão do seu credo de preferência já que comumente

utilizado como refúgio.  

"Triste é a religião que serve  como esconderijo, e infeliz de quem se esconde para a vida!"

Terceiro Livro: “O Drama Terreno de Javé”

Texto colhido no Facebook: “Nós, os seres evolutivos, fomos todos criados para servir de células nervosas holográficas de uma inimaginável corrente cósmica, onde o progresso de cada um e de todos representa o único modo do Senhor Javé conseguir reunificar a si mesmo, ainda que disso ele somente tenha tido consciência há pouco tempo.
O grande e singular problema de todo esse drama é que, sob a perspectiva humana, ele não tem ajudado em muita coisa. Muito pelo contrário! A sua ótica e a sua natureza pessoais não o permitem. Mas ele mesmo tem se esforçado para que esse problema “um dia” tenha fim, quando ele repassará a coordenação de certos processos comuns à gestão celestial para algumas divindades parceiras na aventura da vida cósmica. E “este dia” chegou.
A afirmação é forte e “política e religiosamente incorreta”, eu sei, além do fato de que, seguramente, devo estar incorrendo em erro de compreensão em relação a alguns aspectos da questão. Mas não me sobra outra alternativa.
Convido o (a) leitor (a) a analisar os seguintes aspectos problemáticos (são muitos mas aqui somente irei me referir a alguns) que nos marcam a vida terrena.

Aspecto problemático 1: pelo fato de já nascermos programados para a autodestruição isso leva o nosso psiquismo a nos obrigar a viver do modo que nos for possível. Mas isso não implica em viver de modo inteligente ou sábio. Vivemos como podemos, aceitando o aspecto trágico de um final que não inventamos e nem muito menos o criamos, e ainda somos acusados de “viver mal” como se fossemos culpado por estar vivos.
As religiões nos impõem uma culpa transcendente e incompreensível para a lógica humana sadia, mas esta para nada serve diante de uma outra que é, ao meus olhos, doentia, e que também o deveria ser, conforme penso, para os olhos de qualquer pessoa sã e “minimamente equilibrada”. Aqui devo registrar que este é o maior elogio que me permito fazer na medida em que ainda me acho “minimamente equilibrado” e de mente sã, o que, obviamente, deve estar errado pois um louco não atina com a loucura que lhe é própria — mas, desculpe o (a) amigo (a) leitor (a), não tenho mesmo outra alternativa!
Como aceitar o fato de que, independente do que façamos, estaremos mesmos condenados à autodestruição porque o princípio ou o processo, ou ainda o ser que a tudo isso criou, o fez do modo que fez pois outro não lhe foi nem lhe era possível. E o pior: não nos é dado ter consciência profunda sobre o mesmo já que fugimos do aspecto trágico da existência por meio da sensação juvenil de que “aos outros isso pode acontecer”, mas comigo, somente muito mais tarde é que a morte me abraçará. E assim vamos vivendo, entregues ao fluxo de um destino que nos convida a ter fé mas parece não nos convidar a entende-lo e construí-lo.
Os que ousam arquitetar alguma compreensão utilizando-se da única possibilidade lógica que foi dada à condição humana — que é o uso da razão — maravilham-se com o descortinar dos muitos aspectos da ciência, que representa esta busca dos que não se entregam ao fluxo do destino pelo simples fato de estarem vivos, mas, no limite das fronteiras desta busca, terminam passando pelo que costumo chamar nas minhas reflexões de “síndrome de Lúcifer”. Mas, o que isso significa? Que quem chega nessas fronteiras de investigação haverá de inevitavelmente perceber os defeitos desta vida que nos é imposta como também os da nossa casa universal, e haja problemas para quem com isso se defronta.
Muitas críticas me são endereçadas e boa parte delas provenientes de origens saudáveis, o que as engrandece e delas tento retirar a reflexão e a aprendizagem que posso. Contudo, uma linhagem das mesmas, em especial, me dói no que resta da minha sensibilidade, pelo fato de estar sendo acusado por alguns de “estragar a vida” das pessoas que preferem olhar a vida de modo romântico, sem essa complicação toda de um “deus escondido e adoentado”, que além de não nos ajudar não suporta a liberdade que a “maçã de Eva” nos deu, e também nos cobra uma subserviência estéril, sem falar no fato de que precisa ser ainda ajudado. Para esta e outras críticas não consigo arquitetar boas respostas simplesmente porque não as tenho ou, porque elas verdadeiramente inexistem.
O aspecto perverso de toda essa história é o de que, independente de como vivamos estamos nos autodestruímos ainda que conscientemente não pretendamos nada disso. Aqui impera perceber o modo como os corpos da natureza terrestre simplesmente apodrecem com o tempo, em nada ajudando a manutenção da dignidade pessoal enquanto se morre lentamente. Felizes os que têm uma morte rápida! — é só o que resta de consolo ao apressado e superficial pensamento racional. Mas o processo todo não é tão simples assim pois existe o contexto espiritual envolvendo toda essa história, e ainda bem que ele existe posto que representa a Realidade Suprema da Existência das nossas personalidades espirituais individualizadas. Contudo, na condição humana, muitas gerações terão ainda que passear por este universo para que esse aspecto maior da vida possa ser maduramente compreendido, como também a observância das suas leis — elas, de fato, existem e são todas alicerçadas no amor pleno que a tudo constrói e sustenta.
Diante de aspectos desagradáveis como esse, a fé religiosa sempre fez calar os questionamentos, mas isso também se deve à doença do próprio criador e da herança que dele foi repassada para todos os seres existentes no âmbito da sua criação. Ele também padece do mesmo problema só que em grau maior e mais elevado. Isso porque o seu sofrimento é mais lento e gradual do que o nosso, o que somente piora a situação para quem é obrigado a viver por muito tempo num corpo adoentado. A sua condição e a de seus clones faz com que o “apodrecimento da condição corporal” ocorra de modo singular, muito diferente e mais desagradável do o que é típico à condição humana.

A questão aqui é a de que todos os corpos arquitetados a partir do DNA do criador são meras ferramentas para que outras vontades e mentes construam na sua base molecular o que ele mesmo tornou-se incompetente para fazer, por força da sua queda. Em sendo verdade o que aqui esta sendo exposto, convenhamos, este é um aspecto bastante problemático e retrata um inquietante painel — dentre muitos — do drama terreno do Senhor Javé que é abordado neste livro”.

Outros livros que complementam este assunto:  “Cartas a Javé”   “Favor Divino”   “Inquisição Filosófica”   “Os Guardiões do Eden”  -  Jan Val Ellam  -  Conectar Editora

  "FAVOR DIVINO"

Reflexões sobre Javé, também Deus, Alá, Brama... mas não o "Ser Supremo" a Fonte, o  Incognoscível!  "Favor Divino" é um livro de Jan Val Ellan, de poucas páginas e de leitura rápida, sobre a divindade caida e controvertida que tem se apresentado a Humanidade através da historia humana como pai de todos e criador deste universo. Também criou as religiões abrâmicas além da bramanismo hindu (vejam que há uma raiz comum aqui: bram). Neste livro dialogos e encontros de Jan Val Ellam com Javé e seus acessores.  Jomarion

"Ignorantes quanto ao passado, cegos em relação ao presente e desavisados quanto ao futuro que nos espera, seguimos "pensando coisas" que sómente nos estacionam em equivocos desagradáveis, profundamente arraigados no nosso psiquismo, que obrigam a adorar santos, espíritos, deuses, enfim, seres que estão sempre fora da zona de nossa razão objetiva e sensata."  Jan Val Ellam

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"Cartas de Cristo"  A Consciência Crística Manifestada

"As Cartas têm a intenção de trazer iluminação ao mundo em geral, a capacitar a humanidade a construir uma nova consciência durante os próximos dois mil anos. Estas Cartas são as sementes da futura evolução espiritual da humanidade". Cristo

SUMÁRIO DAS CARTAS

CARTA 1 - Cristo fala de suas razões para ter retornado e ditar as cartas. Diz que a humanidade atrai suas próprias desgraças por meio de seus pensamentos e ações. Explica o porque de sua missão na Terra não ter sido registrada corretamente.  Diz que não existe o "pecado contra Deus" e que nossa verdadeira Fonte de Existência não foi compreendida. Ele descreve as seis semanas que passou no deserto e o que realmente aconteceu - o que Ele aprendeu e como o conhecimento o transformou de rebelde em um Mestre Curador.

CARTA 2 - Continua a história de sua vida na Terra, o retorno com sua mãe para Nazaré e a recepção que teve. Sua primeira cura em publico e a tremenda reação. A escolha dos discípulos. Seus verdadeiros ensinamentos.

CARTA 3 - Continuam os incidentes de sua vida, os ensinamentos, a consciência de que seu tempo na Terra seria abreviado pela crucificação. As coisas que fez para provocar a ira dos líderes religiosos judeus. O que realmente aconteceu e o que foi dito na "Última Ceia", a atitude dos disíipulos e a verdade em relação a sua "ascensão".

CARTA 4 - Cristo retoma o fio de seus ensinamentos na Palestina e diz que Ele, Maomé e Buda e todos os outros Mestres continuam a desenvolver-se espiritualmente até que todos tenham ascendido à CONSCIÊNCIA CRÍSTICA. Cristo fala da verdade a respeito do relacionamento sexual, dizendo que a atitude entre homens e mulheres vai finalmente mudar. Haverá progresso espiritual e nascerão crianças com um novo potencial espiritual.

CARTAS  5 e 6 -  Cristo começa a explicar os verdadeiros processos da criação. Ele faz alusão as crenças da ciência e das doutrinas religiosas, as rejeita e define a VERDADE DO SER. Menciona a verdade a respeito do ego humano - o meio para a individualização terrena, e portanto necessario, mas também fonte de todo o sofrimento.

Carta 7. Cristo explica a verdade a respeito do ato sexual - o que realmente acontece espiritual e fisicamente. Como as crianças nascem em diferentes níveis de consciência. Explica o lugar do homem e da mulher na ordem do mundo.

CARTA 8 -  Cristo explica a realidade dos homens e das mulheres, como viver segundo as LEIS DA EXISTÊNCIA e como entrar em um estado de bem aventurada harmonia de ser, no qual todas as coisas são abundantemente providas, a saude é restaurada e a alegria se torna um estado natural da mente. Cada individuo pode alcançar este estado  interior de bem-aventurança e a paz se tornará então a norma.

CARTA 9 -  Cristo alinha as conclusões de suas outras cartas e diz claramente às pessoas como superar o ego, como ganhar a verdadeira auto-estima e experimentar a alegria da paz interior. Fala do racismo e dá uma mensagem pessoal de coragem e amor para todos aqueles que foram atraidos para suas cartas.

Algumas citações das Cartas (escolhidas por Jomarion)

"Sua consciência pessoal é inteiramente responsável por tudo aquilo que vem para sua vida e experiência pessoal. É sua consciência pessoal que traz para você o bem e o mal"

"No seu subconsciente você traz lembranças  fortemente impregnadas, ainda que ocultas, de traumas/emoções de suas vidas anteriores que podem irromper e afetar sua consciência atual".

"Sua oração fervorosa e especifica para aliviar algum acontecimento pode receber resposta, mas a longo prazo será de pouco proveito se sua mente e seu coração continuarem em contravenção com as Leis Universais do AMOR e voce viver com atitude mental de constante crítica".

"No século vinte, as habilidades mentais do ser humano deixaram para traz o seu desenvolvimento espiritual... as pessoas abandonaram a moralidade e começaram a dar atenção completamente a propria vontade... e... puseram em marcha uma nova ameaça ao mundo... e começaram a criar uma  forma de "consciência egoica mundial" diretamente oposta a Natureza do Divino Amor Incondicioanal".

"A consciência humana bloqueou o fluxo do Divino".

"A imaginação mórbida de algumas pessoas, que seria limitada localmente há um século atraz, agora se tornou uma infecção mental contagiosa glorificada na literatura, cinema e teatro (e TV), espalhando-se pelo mundo todo, criando uma conciência humana global... expressada em excessos sexuais, violência e perversões".

"Esta infecção mental primeiro se manifesta como formas egocêntricas de viver e na criação de engenhos tecnologicos que têm gerado disturbios sérios na saude, mudanças climáticas, perda de safras, degradação do meio ambiente, extinção de alguns seres vivos e o massacre de populações inteiras de seres humanos".

"Esta infecção mental também se  manifesta na personalidade humana como um comportamento desviado e destrutivo com consumo de drogas, excessos de crueldade e depravação, operações mafiosas e excessos sexuais".

"Um circulo vicioso de atividades malignas, perversão de pensamentos e atos, está sendo criado pelos magnatas do entretenimento e da mídia... com o proposito de capturar o interesse pessoal de um publico egocêntrico... Sua tela de TV e o cinema se tornaram "a nova bíblia" do comportamento humano".

"Eu Sou o Amor Incondicional,  eu digo a Verdade, intuida por muitas mentes espiritualizadas mas ainda rejeitada por aqueles espiritualmente cegos"

"A atual crise mundial... está mostrando um fracasso das Leis Internacionais e estabelecendo as bases de um futuro terrorismo global... isto indica claramente que nenhuma religião do mundo possui conhecimento adequado e liderança efetiva para iniciar as mudanças dos padroes mentais do ser humano para conduzi-lo para a paz e a prosperidade".

"Um verdadeiro lider espiritual deverá ser capaz de ensinar às suas congregações "o como e o porque" de seus esquemas mentais estarem criando as calamidades e horrores que estão experimentando na forma de pestes, terremotos, inundações, fome, guerras, revoluções e tragédias".

"Esteja certo de que nenhum mal que ocorre em sua Terra é um "desastre natural".

"Qualquer coisa adversa ao bem-estar nasce primeiro na "consciência humana" e depois toma forma na experiência global... para combater as forças destrutivas da consciência global, a humanidade deve fazer muito esforço para mover-se rapidamente para o próximo estágio de seu desenvolvimento".

Fonte: "Cartas de Cristo"  A Consciência Crística Manifestada - Almenara Editoral - www.almenaraeditorial.com.br

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"Livro de Urântia"



Por Jomarion  -  Novembro de 2014

O "Livro de Urântia" é um livro muito interessante, mas com grandes contradições.
É uma obra extensa, dividida em capítulos chamados de "documentos".
Em muitos momentos do livro,  passa-se a informação de que ele é ditado pelo Arcanjo Gabriel e em outros documentos (capitulos) o revelador não se identifica, ele diz ser alguem autorizado pela hierarquia para fazer aquelas revelações. Algumas revelações são "truncadas" porque não houve a autorização para "destravar" seu conteudo.

Este livro discorre sobre a Historia da Terra, do Universo Local, de Jesus de Nazare (O Cristo Michael) e do  Paraiso (centro-fonte dos Universos criados e manifestados). 
A 1ª parte  é algo "fantastico", muito bonito e interessante, quando é revelado com detalhes, como está organizado o Macro Universo Divino. Em poucas palavras (no livro muitos capitulos) narra-se que existe um centro no Universo, um lugar parado, sem movimento, chamado "Paraiso" onde habita a Deidade Trina. A partir dele Sete Grandes Universos foram criados e a partir destes mais 7 Universos  nascem. Estes universos se esparramam em constelações, sistemas, mundos e "Jardins" (lugares onde se cria vidas, como um laboratorio genetico).

Metade do "Livro de Urântia" é dedicado ao Mestre Jesus, aqui chamado de Filho do Criador ou Cristo Michael.
Ao iniciar a leitura desta parte, pensei em parar, porque o autor/revelador diz...
"... de acordo com nosso mandato... utilizamos ... os arquivos já existentes (**) sobre a vida de Jesus em Urântia... **evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas, João e principalmente os registros perdidos de Apostolo André... , então, pouca coisa nova foi revelada.
Ainda assim, é linda a historia de Jesus de Nazaré, que se apresentou na Palestina como "Filho de Deus" e ensinava o caminho para o "Reino do Céu".

Os capitulos (documentos)  dedicados a Adão e Eva pouco diferem do Antigo Testamento (e dos relatos sumérios sobre os Anunnakis). 
A "Rebelião de Lúcifer" permeia o livro, achei estranho a insistência com que o assunto aparece, as vezes  até fora do contexto.
Durante a leitura do livro, inserções são feitas para dizer sempre a mesma coisa: lembrar que Urântia (Terra) fugiu do controle da criação (que seria linda e perfeita) por conta de "rebeliões" e de um Principe Planetario, chamado Caligastia,  que quase pos tudo a perder desobedecendo os planos divinos e atrasando o crescimento espiritual de Urântia e da Humanidade!
Ao narrar, entre linhas, esta traição, o texto fica "carregado" com admoestações, avisos e vaticínios.
 
A mensagem que fica é que alguem (Lúcifer) liderou um grupo rebelde que teve a coragem e a petulância de enfrentar os "condutores divinos das eras" para Urântia, que ficou conhecido em todos os quadrantes como o "O Planeta da Morte" e  "O Planeta da Cruz".
Sabendo das ultimas revelações sobre o "deus Javé"  nossos olhos se abrem para outras visoes e nossa mente para novos entendimentos. É preciso uma releitura do livro, a luz do novo conhecimento.
O Livro de Urântia é como uma bíblia, uma escritura revelada,  para buscadores das verdades deste mundo.
Pode ser lido na internet (em português) no site oficial  www.urantiabook.com.
 

 

Contato

 

11:11

UMA ALAVANCA PRÉ CODIFICADA COLOCADA EM NOSSA MEMÓRIA CELULAR ANTES DE VIRMOS AO PLANETA TERRA.

QUANDO ATIVADA SIGNIFICA QUE O NOSSO TEMPO DE CONCLUSÃO NO LIMITE, NA DOR E NO SOFRIMENTO ESTÁ PRÓXIMO.

 

Mestre Adama de Telos
 

 

                

INDIGOS

* Reconheço que tenho um lugar no plano divino, onde me encaixo perfeitamente e o estou ativando agora!

* Reconheço e aceito o potencial que a Terra tem para apoiar meu crescimento espiritual e me disponho a cooperar com ela de todas as maneiras possíveis agora!

Jomarion... Assinatura Pleiadiana

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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